O espetacular “The Perry Bible Fellowship” ganhou site novo pra desfilar todo seu humor negro, ironia e sarcasmo. Vale o click por qualquer tira.
Entries from August 2006 ↓
da web: The Perry Bible Fellowship
August 29th, 2006 — internet
Efeméride
August 24th, 2006 — Uncategorized
Este blog atingiu a marca de 300 visitas em pouco menos de um mês. É pouco, mas é muito. Meu obrigado a todos que vêm freqüentando o Chá Quente. De verdade.
Dell faz, Motorola cala
August 24th, 2006 — Uncategorized
No começo da semana passada, a Dell anunciou que um problema na baterias de diversas linhas de notebooks - do merreca D500 ao fodão XLS - forçaria um recall de 4,1 milhões de portáteis - o maior da história no setor de eletrônicos, segundo a Comissão de Segurança de Produtos dos EUA.
As “raras ocasiões” citadas pela Dell como responsáveis pela explosão das baterias se tornaram tão freqüentes ultimamente que o clã de Michael Dell se viu obrigado a substituir os dispositivos, fabricados pela Sony - o que significa que a linha Vaio pode entrar no balaio também.
Ou você não lembra da foto publicada no Inquirer que rodou o mundo com um notebook em chamas durante uma palestra no Japão? Ou então a genial foto do NY Times em que Thomas Forqueran observa seu carro destruído depois de deixar o notebook sobre o banco?

No Brasil, a Dell anunciou que os felizardos (e eu levanto a mão nesta) terão que entrar na lista e esperarem três semanas até que as baterias cheguem ao país. Para evitar problemas, a sugestão da empresa é usar o notebook ligado direto à tomada, sem bateria.
Igual, exatamente, a um desktop. E pra que mobilidade, não?
Além de aprofundar o fantasma sobre as suscetivas quedas no lucro da empresa desde 2005, o recall da Dell também levanta sérias dúvidas sobre o uso das suportas baterias do futuro: as células de metanol.
Esqueça a autonomia e a economia por um instante. Depois da paranóia dos dispositivos com íon-lítion que explodiam, seria interessante ter, sobre o colo, uma substância feita naturalmente para…explodir?
Enquanto os usuários brasileiros esperam pela Dell, a Motorola, outra empresa envolvida em eventos semelhantes que repercutiram internacionalmente, se pronuncia timidamente sobre a explosão de cinco celulares no país.
Durante a visita do CEO mundial Ed Zander, o Berlusconni do mercado de TI mundial, a empresa informou avisou os incidentes foram decorrentes de baterias falsificadas ou mau uso do aparelho.
A Motorola se livrou de um recall nos moldes da Dell, mas ganhou nota zero no media treinament.
Update: Batata. Uma semana depois da Dell, é a Apple que convoca um recall de 1,8 milhão de notebooks graças a, veja só, baterias defeituosas da Sony.
frases - Marco Marrinucci
August 20th, 2006 — internet
“É lamentável que ele (o presidente da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré) tenha falado isto” Marco Marinucci, o Mitch Bucannon do mundo de TI, sobre o investimento do Google Books de US$ 10 milhões na Biblioteca Nacional
gadget pataqüada
August 19th, 2006 — Uncategorized

Que coisa feia. Uma gigante de softwares enviou a alguns veículos de imprensa um kit contendo um mp3 player da Sony e os Betas de uma nova versão do um conhecido pacote seu, empacotados em uma caixa de acrílico laranja de doer os olhos.
Tudo ótimo, não fosse um motivo: a Sony confirmou que os únicos player que traz oficialmente ao Brasil no formato memory key são os da linha Walkman, que lembram bem isqueiros.
A Sony Brasil diz, com todas as letras, que o tocador é falso.
Basta ver o acabamento de cada tecla, porcamente ilustradas por adesivos melados (urgh!).
Sinal da síndrome de Microsoft, que viu algumas cópias do Windows XP distribuídas entre jornalistas acusadas como “piratas” por seu antipático Windows Genuine Advantage Notifications, se espalhando?
Web 2.0: Remem, usuários, remem
August 17th, 2006 — internet, web social
Quer deixar um usuário alegre? Dê uma falsa sensação de poder para ele. E ainda lucre por cima disto. Por mais grosseiro que possa parecer, o balado conceito de Web 2.0 pode ser encarado como nada mais que um batalhão maestrado de empregados gratuitos. Explico.
Na última semana, a Bussiness Week botou Kevin Rose na capa, afirmando que a cabeça por trás do fenômeno Digg tinha lucrado US$ 60 milhões com o site colaborativo - contando sua participação nos estimados US$ 200 milhões referentes ao atual valor do site.
Rose se apressou a negar a informação na semana seguinte, alegando que não tinha dinheiro “nem pra comprar um sofá para sua sala”.
Com sofá de oito lugares com pele de alce ou um banco plástico Marfinite no meio da sala, é ingênuo imaginar que, mesmo que Rose não tenha tanta dinheiro, ele não tenha aproveitado tão bem os esforços alheios.
Em entrevista à Wired, Rose afirmou que sentou pra conversar com Rob Malda, fundador do onisciente Slashdot, sugerindo que o site listasse notícias conforme o gosto dos usuários.
Malda deu de ombros. Desde abril, o Digg tem mais tráfego que o Slashdot - o Alexa aponta o primeiro como 100º site mais visitado na web, contra uma tímida posição 165º do antes patrono.
(Agora, enterrar o Slashdot é um pouco de exagero, né não, Wired?)
O exemplo do Digg é o mais retumbante em uma onda que atingiu com força até mesmo a imprensa brasileira - a de aproveitar conteúdo criado pelos usuários.
Com o FotoRepórter e o vcReporter, Estadão e Terra colhem material do povão no mercado brasileiro. Lá fora, CNN, com seu I-Report, MSN, com o Citizen Journalists Report com seu aderiu à oportunidade de ter “um repórter a cada esquina ” (exagero meu, mas vá lá).
Mas dar poder à audiência é também ter um caldo enorme de assuntos desinteressantes. Pegar notícia no Google News e reescrever sem dar a fonte não tem relação nenhuma com o jornalismo social que se pretende com ações abertas pela grande mídia.
O jornalismo social não vai substituir a mídia tradicional - um jornalista ainda sabe expressar melhor um assunto de grande relevância do que um adolescente ranhento, né Minha Notícia, do iG?
Precisa responder qual sua escolha entre o pastiche e o original?
música digital e direitinha no Brasil
August 15th, 2006 — Uncategorized, internet
Quantos meses você dá até que comece a comprar música digital legalmente por serviço brasileiros? Independente da resposta, pensa um pouco mais baixo.
Por mais tentador que seja este cenário paradisíaco do Brasil, que assiste a carnificina da RIAA e da IFPI da sala VIP, uma hora a moleza de baixar música e vídeo sem ônus nenhum vai acabar por aqui.
Dois motivos complementares, mas nada harmoniosos, explicam a possibilidade.
O primeiro é o aquecimento do mercado de música digital no país. Foi só a iMusica e a UOL MegaStore começarem a travar as primeiras batalhas do setor que pistas sobre serviços concorrentes começaram a aparecer.
Vale destacar o pioneirismo do primeiro. O grupo capitaneado pelas sempre ótimas idéias da Ideias.Net vem fazendo o dever de casa direitinho, aumentando o apelo da música digital no país com artistas de enooooorme sucesso (Chico Buarque, alguém?) e inaugurando a primeira loja do tipo para celulares.
O Terra oficializou a sua, meses após executivos da BrTelecom encherem a boca durante o lançamento da nova home do iG para assumirem que o portal teria sua loja online - mesmo que, nos últimos meses, todos engasguem quando falam sobre o assunto.
Mesmo sem anúncio oficial, é improvável que a Globo.com, um portal formatado para conteúdo multimídia e com toda a biblioteca da Som Livre por trás, vá ficar de fora desta - os ótimos resultados da transmissão da Copa podem muito bem animar o portal.
O outro lado não tem nada de animador.
Após a primeira condenação por pirataria de filmes, promovida pela MPA em parceira com a ADEPI, é questão de tempo até que o primeiro “pirata” brasileiro de música seja considerado culpado.
Prisões já rolaram aos montes, como confirma a APEDIF, sem pontuar exatamente quantas.
Mesmo que se percam na burocracia do Estado, é improvável que casos do naipe sejam esquecidos, ainda mais pela provável (atenção, PROVÁVEL) onda de “ataques” planejada por organizações de direitos autorais programas daqui para frente.
Ricardo Cidale, executivo da LabOne, a provável (atenção, PROVÁVEL) responsável pelos streamings e cotas mensais cobradas pelo Terra, é enfático quanto à direção do mercado nacional. “Talento é alimentado por dinheiro. Direito autoral precisa ser pago”. Como, a história é outra.
Vai demorar muito ainda para fechar este BitTorrent?
“olá, Murdoch. tudo beeem?”
August 9th, 2006 — internet, web social
Aproveitando a entrevista ao Paulo Henrique Amorim para o Conversa Afiada (mal pela engasgada - sou novo nesta coisa de rádio ainda), uma palavrinha sobre o acordo de US$ 900 milhões fechado entre o News Corp, responsável pelo MySpace, e o Google.
Rupert Murdoch (opa, Paulo Henrique, ele não é xará da rena do Natal) não está no topo do conglomerado de mídia News Corp. à toa. Depois de pagar US$ 580 milhões pela Intermix Media, criadora da rede social, o velho por trás do fenômeno de direita da Fox News garantiu quase o dobro a longo prazo do Google.
(Sílvio Meira já tinha cantado a bola sobre a esperteza do velhinho de Direita).
A empresa de Sergey Brin e Larry Page também não é a marca que mais ganha valor - segundo pesquisa recente da Bussiness Review - à toa. Depois de ver sua rede social naufragar (algum não-brasileiro REALMENTE usa o Orkut?), restou ao Google apelar para sua grande fonte de renda: os links patrocinados.
A parceria do Google com seu principal suposto rival no mercado de redes sociais significa que o Orkut está morto? Não, por mais que o Google não deva investir para que o Orkut rivalize com o MySpace.
O tráfego gerado pelos 73 milhões de usuários do MySpace, três vezes mais que os 20 milhões do Orkut, o que faz da rede social o site mais visitado da internet, segundo a Hitwise, é um pote de ouro imensurável para o buscador.
A cada anúncio patrocinado do Google clicado no MySpace, é uma moedinha que cai no cofre do buscador. Nos próximos três anos, a News Corp vai ganhar os US$ 900 milhões do acordo apenas com links patrocinados - imagine então quanto o Google não vai ganhar (!!!).
Uma parceria com Google fazendo muuuuuuuuito dinheiro do crescente tráfego do MySpace turbinado pelo cérebro de Murdoch? Salve suas moedinhas.
empurrando o OLPC
August 3rd, 2006 — Uncategorized
Logo no começo da semana, apareceu no DesktopLinux.com a notícia de que quatro países (Brasil, Nigéria, Argentina e Tailândia) haviam fechado encomendas com a OLPC pelo notebook de US$ 100.
A notícia não só é imprecisa, como pegou os sites de tecnologia mais afobados - dê uma olhada em quem ainda mantém o dado no Google News.
A notícia não é correta. Uma fonte próxima ao gabinete do César Alvarez, assessor especial do presidente Lula para o uso de notebooks educacionais no Governo, nega a encomenda brasileira alegando que não há produto pronto ainda.
“Você compraria um produto que nunca viu na vida?”, questiona. Faz bastante sentido, mesmo que as primeiras versões funcionais do notebook já estejam em circulação.
Para que fosse confirmada, a encomenda do primeiro milhão de notebooks também teria que ser encaixada no Orçamento de 2007, garantindo que os US$ 140 milhões (o preço inicial do notebook, ao contrário do nome, será de 140 dólares) sejam empregados no programa educacional com Alckmin, Lula, Helena ou Eymael no poder.
David Cavallo, coordenador da OLPC trabalhando junto ao Governo para adaptação do projeto (Alvarez, não teria uma escolha entre o OLPC e o ClassMate, não?), afirma que existem negociações com estes e tantos outros países.
Os primeiros contratos chegam só no final do ano, numa projeção ainda “por cima”, como diz Cavallo.
Já a Intel escorrega quando falar sobre o Classmate PC, concorrente do OLPC lançado com estardalhaço pelo presidente da empresa em visita ao Brasil.
A empresa mudou o discurso da insistência de apresentar o notebook ao Governo para os planos contidos de talvez, um dia, quem sabe, conversar com colégios e instituições de ensino longe da ação do Governo para introduzir o ClassMate PC no Brasil.
Update: Chris Blizzard, chefe do Tosatti na divisão responsável pela configuração do sistema operacional Sugar para o notebook de US$ 100, também resolveu responder à falsa notícia em seu blog.
Sony Ericsson no trono e pras massas
August 2nd, 2006 — Uncategorized
Pobre usuário pobre, a Sony Ericsson quer você.
A fabricante da elite tech grã-fina, apontou suas armas cravejadas de topázios para o “povão” e anunciou que produzirá o modelo W300i da linha Walkman no Brasil como uma forma de baixar o preço do aparelho e, conseqüentemente, torná-lo mais disponível para o bolso das massas.
O preço (799 reais) não é um absurdo tão grande, principalmente pela presença do ótimo player musical e pela câmera VGA integrada - ok, é pouco, mas pelo menos tem.
A empresa, aliás, só não gagueja quando tenta explicar o por que da alegada alta penetração dos Walkmans no Brasil por que sabe que a linha tem uma graaaaaande margem de vantagem em comparação a outros competidores.
Quem bateria hoje o Walkman, a seta no alvo da Sony que fez o velho Morita delirar no caixão, no mercado de celulares musicais no Brasil? O RCKR? O naufrágio do “primeiro telefone com iTunes” foi apagado sem alarde pela Apple e pela Motorola, que integrou um tocador em Flash em outros modelos, do futuro da parceria.
A Nokia seria outra opção plausível, não fosse uma razão: tentar bater a linha Walkman com os aparelhos multimídia da empresa, a NSeries, seria matar mosca com bazuca.
Os equipamentos recém-lançados no Brasil têm um apuro tão avançado para funções multimídia, que passam longe da simplicidade cativante da linha Walkman. Brincar com um NSeries, mesmo o “antigo” N90, é se sentir numa ficção científica, tendo em mãos os supostos comunicadores que abrem portais no tempo.
O atrativo da Sony Ericsson, pelo lado contrário, é empactor funções avançadas numa embalagem simples, com interfaces copiadas do iPod e trazidas da linha clássica de câmeras CyberShot, da Sony. Comparado ao NSeries, o Walkman funciona da mesma maneira que o clássico tocador de fitas cassete: com o apertar de poucos botões.













