Entries from October 2006 ↓
October 17th, 2006 — internet
Nota urgente: a ABPD, que faz o papel de RIAA brasileira, convocou uma coletiva nesta terça para que o presidente da IFPI, a irmã mais velha da RIAA no mundo inteiro, anuncie novidades no Brasil.
No evento no Copacabana Palace (quer coisa mais ‘Brazil’ que isto?), John Kennedy vai anunciar os primeiros processos legais contra usuários brasileiros por compartilhamento de arquivos.
Se você oferece toneladas de música para a comunidade, trema: em relatos anteriores, a IFPI já falou que vai na jugular dos que chama de “piratas em massa”.
Cá entre nós, demorou. Resta saber quantos e quais serão.
October 12th, 2006 — web social
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=58iZpMRclwI]
Pra quem escuta por aí o termo “jornalismo cidadão” e entende pachorras do assunto, a Cambridge Community Television pediu ajuda dos espectadores do site para fazer um mini-documentário de 9 minutos sobre o assunto.
Mesmo que trace uma duvidosa comparação entre blogs com o jornalismo por panfletos e zines a partir da década de 60 e coloque poucas figuronas para falar, o filmete é um bom jeito de começar a entender o conceito de jornalismo colaborativo.
Entendeu? Então mergulhe no ótimo artigo de Steve Outing estripando 11 camadas do assunto.
October 12th, 2006 — Uncategorized

Quer saber mais sobre ClassMate PC? Não perca a galeria de fotos no Flickr e a crônica sobre a disputa com o XO, da OLPC.
Depois de um longo e tenebroso inverno sem notícias, o ClassMate PC, notebook educacional desenvolvido pela Intel na onda do 2B1, da OLPC, mandou novos sinais de vida.
Max Leite, gerente da companhia responsável pela plataforma no Brasil, confirmou que negociações com o Governo continuam e que o ClassMate deverá chegar ao mercado brasileiro até março de 2007 - no mesmo cronograma estipulado pela OLPC.
Os passos do OLPC são seguidos também pelos testes anunciados por Leite em dois colégios paulistanos até o final do ano. A Intel não confirma, mas fontes bem próximas do assunto juram de pés juntos que serão as unidades de Campinas e Osasco da Fundação Bradesco.
Não se sabe ainda se o projeto seguirá um teste similar em uma classe na Nigéria revelado por Paul Otellini no último IDF - você vê o webcast da apresentação aqui.
Por lá, a Intel deu 36 ClassMate PCs, treinou os professores e montou a rede WiMax que dará web aos alunos, na mesma estrutura anunciada pela OLPC.
O Engadget afirma que a configuração do aparelho já foi definida, com Celeron M, tela de 7 polegadas, Windows XP e espaço interno de 1GB, que provavelmente será expansível, de forma a seguir o discurso de executivos da Intel Brasil de que “nada que é limitado cai no gosto popular” (sentiu a cutucada no Negroponte?).
O preço ainda é motiva discórdia. Em visita ao Brasil,o presidente de honra Craig Barrett falou em 250 dólares. No IDF, Otellini cogitou 200 dólares.
Independente de quem esteja certo (provavelmente, ambos, pela questão da escala), a queda na cifra a partir dos 400 dólares iniciais credencia o ClassMate PC para bater de frente com o 2B1 no mercado em geral - com a vantagem de ter uma cadeia de distribuição maior do que simplesmente o eBay.
October 11th, 2006 — internet
Já bem disse uma ótima fonte de segurança que, para se mancar dos perigos online, basta que o usuário entenda que a internet é apenas uma reprodução do mundo real.
Se há cretinos pisando na mesma calçada que você, existem outros que se sentam em frente ao PC para roubar seu dinheiro.
E como há cretinos no mundo virtual. Quatro dias após o acidente com o Boeing 737-800 da Gol, que matou seus 154 passageiros, um novo phishing prometia fotos do acidente para infectar os mais incautos (e, mal pela sinceridade, dementes) com a praga Bancos.yt que, segundo a Kaspersky, rouba dados financeiros do usuário.

Poucos dias depois, começou a circular online supostas fotos dos cadáveres dos passageiros espalhados no local da queda feitas pela perícia do Exército - o que motivou o mórbido interesse de usuários específicos.
As fotos com os corpos do acidente, facilmente encontradas por uma busca no Google, refletem a revelação feita por um brigadeiro de que a “situação é pior do que se imagina” no local da queda.
A conta de e-mail usada para enviar o phishing (verinhacampinas@yahoo.com.br) não existe e sua conexão está sob a responsabilidade da Telemar, como diz o chapa do blog, Denny Roger.
Com a divulgação das fotos, a página de phishing foi atualizada, desta vez com miniaturas das imagens dos corpos para forjar uma “credibilidade” para quem realiza a mórbida busca na internet.
Moralmente, phishings não se diferem de vírus. A questão é explorar assuntos de extrema delicadeza e interesse enorme para motivar os ataques.
Nos Estados Unidos, isto já dá cadeia. Vale lembrar o exemplo do programador da Flórida que explorou a fé alheia pedindo doações para os sobreviventes do furacão Katrina que varreu os EUA.
A pena do rapaz: 50 anos de cadeia, mais multa de 1 milhão de dólares, caso todos os agravantes sejam considerados.
A legislação brasileira ainda vai devagar.
Por mais que grandes vitórias, como a assinatura da Convenção de Beirute e o projeto que coloca na cadeia crackers responsáveis por invasões e vírus, nos dêem ânimo, é impossível não se sentir em terra de ninguém com golpes deste.
Update: Duas semanas após à atualização de phishings, o cracker mandou uma terceira leva de mensagens maliciosas nesta segunda-feira (23/10), mudando o endereço dentro do mesmo servidor e o nome da sua remetente - de Verinha para Karolina. As fotos do acidente continuam lá.
October 10th, 2006 — internet, web social
Na semana passada, o investidor de internet Mark Cuban falou com todas as letras que quem comprasse o YouTube seria um “grande idiota” (tradução livre para ‘moron’).
A justificativa do bilionário Cuban era que o terceiro serviço mais popular na reprodução de vídeo online, segundo dados da comScore, seria processado até que não sobrasse uma nota de 2 dólares no cofre dos amigos Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim.
Do fundo da classe, o Google levantou a mão e resolveu assumir o papel - o buscador confirmou nesta segunda-feira a compra do Youtube por US$ 1,65 bilhão, na compra mais importante do ano (em 2005, o posto ficou com a do Skype pelo eBay por US$ 2,6 bilhões).
A acusação de Cuban se espelha em outro serviço online multimídia que chacoalhou a indústria e deixou clones até hoje - o Napster com sua troca de músicas gratuitamente.
Vale lembrar, porém, que, ao contrário da rede P2P, o YouTube sempre teve uma equipe de mediação, que retirava vídeos ofensivos do ar mediante acusações dos usuários, além de caminhar para a “legalidade”, com acordos com a Warner, por exemplo.
No mediacast sobre a compra, realizado nesta segunda (09/10), Hurley afirmou que “a visão do YouTube é reforçar o copyright e cooperar na remoção destes conteúdos”, dando claros indícios de que o site apertaria o cinto contra conteúdo ilegal.
De novo, não se engane: assim como o Napster criou Kazaa, eDonkey, eMule e WiMX, o Youtube “pariu” DailyMotion, Yahoo Video, AOL Video, Videolog.tv, PornoTube e até mesmo, ironia máxima, o Google Video.
Ainda na semana passada, rolou outro boato sobre o Google: que o buscador estaria de olho também no Digg, o último bastião da Web 2.0 ainda sem ligações com grandes portais e empresas de internet.
A possível aquisição colocaria o Google de novo nos trilhos contra o Yahoo dentro da Web 2.0. Pra combater o Flickr e Del.icio.us do segundo, nada mais poderoso do que os mais populares sites de vídeos e categorização online.
Em seu blog, Cuban respondeu à compra com o singelo título: “Ainda acho que o Google é louco”. Pro lado dos nerds Brin e Page ou do lado do bilionário dono do Dallas Mavericks, o buffering está rolando.
Update: [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QCVxQ_3Ejkg]
Com uma felicidade escancarada que rendeu até risadas sem razão e egotrips (quem não estaria com tanto dinheiro na conta bancária?), Hurley e Chen apareceram ontem em vídeo dentro do próprio YouTube mantendo compromisso e agradecendo a comunidade de vídeos.
October 6th, 2006 — Uncategorized, internet
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=985JGeGq_tc]
Em 1999, Mark Sandman, o líder e baixista do Morphine, teve um colapso durante um show na Itália e morreu no palco.
Na faixa título do melhor cd da banda, a “Cure for pain” que você ouve aí em cima, Sandman diz que jogará fora suas drogas quando houver uma cura pra dor. Não houve. As drogas o levaram a um ataque cardíaco com 46anos.
Paulistano que tiver sorte pode encontrar a discografia completa do Morphine na sempre necessária Neto Disco por 12 reais cada.
October 6th, 2006 — internet
O Google já adimitiu que eu propósito é indexar e organizar todas as informações disponíveis no planeta. Pela infra-estrutura e pelos rios de dinheiros investidos em pesquisa, é improvável esperar que alguém detenha a empresa dos nerds Page e Brin.
Ao não ser, é claro, os próprios donos do conteúdo!
Ao lançar o Code Search, o Google se meteu numa enrascada por listar, entre seus milhões de resultados, códigos e gerador de keys que facilitam o pirateamento de softwares de sucesso, como WinZip e Photoshop.
Ou seja: o que deveria ajudar programadores a encontrar pedaços de códigos a serem integrados em aplicativos, emprestou o nome do Google aos piratas que divulgam keys ilegais.
Possíveis problemas legais não seriam os primeiros para o buscador neste sentido.
Em agosto, o buscador concordou em pagar à Associated Press quantia não revalada para indexar seu conteúdo, depois de a agência francesa processar o Google alegando que sua principal fonte de renda - a assinatura de outros meios de comunicação - era afetada pelo Google News.
No final de setembro, foi vez do Google belga estampar em sua home ordem judicial explicando por que o buscador foi obrigado a tirar do Google News jornais do país em alemão ou francês.
As regras do Google são claras: é só pedir, que o buscador limpa seu índex.
Ironia a parte, a abordagem hardcore de empresas de mídia pelo mundo, no entanto, pode criar mágoas no coração “não maldoso” do Google a ponto do buscador, assim como sugeriu o The Onion, queira destruir tudo que não consiga indexar.
October 3rd, 2006 — internet
Vazamentos de informações por executivos de grande importância dentro de multinacionais sempre foram vitais ao jornalismo.
Basta lembrar de Garganta Profunda, o informante do Washington Post sobre o escândalo Watergate - não as habilidades da simpática Linda Lovelace, rapazes.
Com suspeitas de que informações confidenciais vazavam de reuniões do conselho de diretores da HP, a então presidente do grupo Patrícia Dunn resolveu agir.
Dunn, então, colocou executivos na parede? Não.
Contratou uma empresa de espionagem para descobrir registros telefônicos de empregados e diretores da HP e forjou uma falsa “fonte” dentro da HP que passasse novas “informações” para jornalistas do New York Times e da CNet, os dois veículos que para quem as fontes originais vazaram informações.
O sórdido método consistia em passar documentos para os jornalistas com cavalos-de-tróia integrados, além de forjar um executivo “boa pinta” que convencesse o repórter a revelar quem era executivo responsável pelo vazamento.
A estratégia vazou e foi a vez de Dunn, e mais três executivos da HP, caírem. O conselho de diretores da HP se viu envolvido também em depoimentos para o Senado norte-americano.
E-mails obtidos pelo Washington Post indicavam que o CEO Mark Hurd também sabia e aprovava as investigações.
A revelação, junto ao fato de alguns funcionários da HP terem sido proibídos de sair da companhia na última semana em virtude de um “importante anúncio”, motivou boatos no mercado de que Hurd também cairia.
Numa corajosa entrevista para a Business Week, Hurd é direto.
“Você tem motivos para acreditar que seu emprego está em perigo?
Não”
Ameaçado ou não, Hurd sai chamuscado da crise. Não tanto, evidentemente, como Dunn e os quatro outros executivos, e muito mais do que a fonte responsável por toda a crise.
October 2nd, 2006 — internet
“Este ciclo de atualizações não foi o melhor exemplo do nosso trabalho” Tony Chor, diretor do grupo de segurança do Internet Explorer, numa rara mea-culpa que obrigou a Microsoft a corrigir a correção de segurança que introduzia uma falha de segurança pior ainda no navegador.