Entries from November 2006 ↓

assinatura de música chega primeiro por quem?

O iG passou meses negando que lançaria uma loja de música (mesmo após a confirmação animadíssima de um dos seus principais executivos), mas assumiu na semana retrasada que vai lançar seu serviço para bater de frente com iMúsica, MegaStore e Sonora.

Com o iG, são quatro as plataformas de venda de música no Brasil - espere seis até o ano que vem, quando a Globo.com provavelmente terá resolvido problemas sobre a péssima aceitação do público para a marca Som Livre e a Trama estreará um novo serviço.

O mercado já existe. O que se espera agora são novos modelos de negócios. Hoje, todos são a la carte - tu paga o que quiser baixar. Lá fora, porém, Rapshody, Napster e até Zune Marketplace oferecem algo que pode caber melhor no bolso do brasileiro: a assinatura.

Na prática, você poderá pagar 25 reais por mês para baixar quantas músicas quiser - o preço fooi chutado por um executivo do setor, que ainda afirmou que usuários se assustariam com a cifra.

iG, iMúsica e Trama já confirmaram que têm planos para tanto - resta saber qualé o primeiro.

Será o iG, com toda burocracia e poder financeiro e de influência da Brasil Telecom? O iMúsica, patrono da música digital no Brasil e responsável por 24 outros sites do gênero? Ou a sagacidade e visão prafrentex do João Marcello Bôscoli frente à Trama?

Sinceramente, eu não aposto em nenhuma. Independente de quem seja, quem ganha com assinatura é você, querido leitor.

do youtube/google: jazz e elmo para educar crianças

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=aNP8B9olGXc]
In you ass, Xuxa. A fofucha Norah Jones participou da Vila Sésamo lá de fora com o fofo Elmo num quadro musical que adapta a cantarolável “Don´t Know Why”, carro-chefe de “Come Away With Me”, para um encontro bucólico não realizado com a letra Y.

“Don´t know why/Y didn´t come”, na melhor versão trocadalho educacional, com direito a inserção de palavras começadas com Y para fixar na cabeçada da criançada, além de iniciar os pequenos no jazz, sem aquela demência de Barney e coisas do tipo.

Eu até perguntaria se alguém se habilitaria para fazer isto no Brasil, mas me dá um certo medo em pensar em Hermetos Pascoais da vida passando mensagens para crianças. E nada contra o albino alagoano em adultos já formados…

o setor privado coloca o AllofMP3 na berlinda

O comentário é meio atrasado, mas tá valendo.

*

Em alguma crônica do ótimo “Terra de ninguém” (quer precisão? Vai ler o livro), o psicanalista Contardo Calligaris se revelou assustado ao perceber, no começo da década de 90, que Governos perdiam poder frente ao crescente budgets de multinacionais.

O que já foi susto para Calligaris se converteu num alívio enooorme para RIAA e IFPI. Explico.

O AllofMP3.com, site de e-commerce musical que mais causa dores de cabeça às duas intituições, segue a linha do “me engana que eu gosto”.

Vende álbuns inteiros por irrisórios 3 dólares de maneira “legal”, alegando que tem contrato com associações russas de direitos autorias - quer o fodão “Urubu”, do Tom Jobim, por 1,57 dólar? Ou o belo e triste “Kind of Blue”, do Miles Davis, por 2,14 dólares? Dá um pulo lá!

Balela, evidentemente. A IFPI, conforme disse seu presidente John Kennedy, entrou na Justiça russa contra o site, que não problemas com o site e decidiu em favor do AllofMP3 (confiáááável esta administração!).

Melancólico, Kennedy admitiu em entrevista ao Now! que o máximo que podiam fazer, então, era pressionar o Governo russo. A resposta efetiva veio das capitalistas MasterCad e Visa.

Juntas, as rivais bloquearam pagamentos por cartão de crédito ao site e quebraram as pernas de todos os usuários internacionais que se aproveitavam da malandragem.

O AllofMP3 ameaçou um processo contra ambas, mas, diz a lei dos EUA, que operadoras podem prestar serviços a quem quiserem. A força privada, quem diria, quebra o galho quando o governo falha.

a falsa promessa (?) de um mundo mais conectado

Nota rasteira sobre a penetração do XO na dita sociedade civil. Numa simplificação básica, o PledgeBank é um depositário de promessas online - você cria algo que promete fazer e ver quantos partilham seu desejo.

O administrador de redes californiano Mike Liveright prometeu no Pledge Bank comprar um XO por 300 dólares (mais que o dobro dos 140 dólares inicialmente previstos para o notebook educacional) caso mais 99.999 almas caridosas fizessem o mesmo.

Em mais de um ano (a promessa iniciou-se em 06 de novembro de 2005), apenas 3.678 usuários se juntaram á promessa de Liveright, num fracasso retumbante.

O programador, porém, não deve estar desolado pela falta de apoio, já que Negroponte já afirmou que colocará XOs a venda no eBay, ainda sem prazo definido, por 450 dólares. assim como a data, não é claro ainda se a venda de notebooks será limitada.

É inegável, porém, que o início das vendas deverá gerar uma histeria coletiva. A publicação da notícia sobre os 50 primeiros notebooks para testes no Now! motivou uma enxurrada de e-mails de leitores ávidos por informações sobre o XO.

Corringindo: não informações sobre o XO, mas dúvidas sobre onde comprar “esta maravilha da natureza”, segundo descrição de um leitor mais afobado. Foram três os e-mails de professores interessados na ferramenta educacional.

Crianças, vamos com calma.

Chamar o notebook de 100 dólares aos quatro ventos é gerar confusões. Por que, num mercado como o brasileiro, em que o preço impulsiona a maioria das vendas, é questão de tempo até que alguém ache que vai encontrar nas prateleiras versões de 100 dólares como equipamentos da Apple, Dell, HP e Toshiba.

A questão aqui é a educação - nos dois sentidos da palavra.

notebook de U$ 100 de estréia marcada no Brasil

classmatepc
Brasil-il-il. É oficial agora: o Brasil será o primeiro país do mundo a receber a versão final do notebook de US$ 100 - Argentina, Líbia, Nigéria e Tailândia, que terão testes conduzidos pelo OLPC em um primeiro estágio, os receberão logo depois.

Fontes dentro da assessoria especial da Presidência confirmaram que os 50 primeiros laptops chegam a institutos de pesquisa pelo país lá pelo dia 15 de novembro.

Mesmo que tenha tido relação direta na campanha de reeleição do presidente Lula, o órgão descarta uma possível relação entre a definição das eleições e a chegada dos portáteis.

Em janeiro, chega o primeiro lote para estudantes, com 2 mil notebooks, que deverão ser distribuídos entre colégios - o MEC não confirma, mas suspeita-se que as instituições estão em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

A entrega casa com o cronograma divulgado tanto pela OLPC como por Ministério da Educação: laptops de teste em novembro, carregamento para (poucos) estudantes em janeiro e inícios dos testes, conduzidos junto a outros 2 mil notebooks convencionais, em fevereiro, ao mesmo tempo em que a fábrica da Quanta inicia sua produção a todo vapor.

A possível visita de Nicholas Negroponte ao Brasil, que virá à Argentina para conversar com Nestor Kirchner sobre o projeto, levanta também suspeitas sobre a possível escolha da plataforma da OLPC para a primeira fornada de notebooks educacionais no Brasil.

Estaria a Intel preocupada? O usual silêncio corporativo da empresa de Paul Otellini foi quebrado pelo diretor-geral para América Latina Ricardo Carreón que publicou em seu blog fotos do ClassMate PC pronto (não confunda com o XO, da OLPC), o que está na USP para testes.

Em eventos antigos, Negroponte já afirmou que o Brasil foi um dos países mais entusiastas do projeto, desde que o primeiro protótipo foi apresentado, em novembro de 2005 - o que pode ter relação direta com a estréia do XO no Brasil.

Um toque: a apuração valeu entrevista para o Conversa Afiada, do sempre simpático Paulo Henrique Amorim, com 10 minutos de conversa no melhor estilo botequeiro e bem mais solto que as gaguejadas do primeiro.

  • o IDG Now! no seu blog

       IDG Now!

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