Entries from December 2006 ↓

os ataques ao Stand Center

PF_stand

Em 2005, a Polícia Federal, Receita Federal e Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo apreenderam mais de 1,6 mil sacos de lixo de 100 litros cheios de MP3 players, câmeras digitais e filmadoras no Stand e PromoCenter, graças à Operação Sagitário.

Nesta sexta, dia 16 de dezembro, a Operação Tornado apreendeu 80 sacos de lixo cde 100 litros com filmadoras, câmeras digitais, iPods, telefones sem fio, materiais de informática, notebook e PDAs do Stand Center, em apreensão estimada em R$ 500mil.

Fora batidas pontuais para apreensão de CDs e DVDs, facilmente reprimidas pelos “ajudantes de taxi” espalhados na porta do Stand (você realmente acha que eles só te arrumam taxis?), estas foram as duas principais batidas no Stand Center.

A menos de duas semanas para o Natal.

Update: A operação continua no começo da tarde deste sábado, 16 de dezembro, com duas caminhonetes Nissan Frontier da Polícia Federal estacinadas em frente ao Stand Center, que mantinha sua (super)lotação característica de fins de semana.

até mais, Sivuca

2006 acaba com a música brasileira no débito. Depois do jazz negro do Moacir Santos e da MPB clássica do Rogério Duprat, o Sivuca morreu hoje levando embora alguns dos mais excêntricos estudos sobre música nordestina - contraditório um albino fazendo xote, não?

Sivuca não tinha o impacto de Duprat (seu Tropicália não está em listas de melhores à toa) e de Santos (seu Coisas vale mais 99% de toda MPB hoje) , mas é a cereja no bolo de um ano que, pelo contrário, não trouxe nenhuma surpresa para compensar. Triste ano musical este.

OLPC: chegam ao Brasil 60 primeiros XO

Nem 65, como prometido por David Cavallo, nem 50, como divulgado pelo Governo. Chega ao Ministério da Educação nesta sexta os 60 primeiros notebooks XO, da One Laptop per Child.

Os 60 deverão fazer companhia ao solitário notebook do presidente Lula, usado à exaustão pela Globo em seu repentino interesse pelo assunto.

Destinada a institutos de pesquisas (leitores na USP, dêem um pulo no LSI se estiverem curiosos), a carga abrirá caminho para mais mil portáteis que chegarão até fevereiro para os testes do MEC, atrasados mais uma vez.

Second Life decola no Brasil

Prestes a estrear no Brasil, o Second Life já começa a tomar corpo de maneira explosiva no Brasil. Em três meses, a comunidade brasileira pulou da 12ª para a 4 ª posição, atrás apenas de norte-americanos, alemães e italianos.

Os dados são da própria Lindem Labs, que autorizou o iG e a Kaizen a estrear em janeiro (em dezembro, a rede fica em testes para usuários específicos) para interessados. E deverão haver muitos…

Será o Second Life o novo Orkut? Se for, micro-empresário nacional, corra: ao contrário da rede do Orkut, a da Lindem Labs tem um modelo econômico que roda US$ 2,7 milhões.

o desabafo de Cavallo

Primeiros 60 notebooks XO chegam ao país nesta sexta-feira (15/12).

Na última terça, eu e Daniela Braun gravamos o podcast do Now! com David Cavallo, responsável pla OLPC na América do Sul.

Claramente abatido pelo atropelamento de Seymour Papert, pedagogo cumpadre de Nicholas Negroponte há 40 anos responsável por formatar a idéia do projeto, Cavallo arranhou no português para explicar gastos, segurança e atrativos do XO.

Longe dos microfones, Cavallo, que nasceu nos EUA mas hoje mora em Salvador, é de uma simplicidade e acessibilidade que tornam sua ausência na mídia especializada um grande mistério.

Durante um café, fala sobre um projeto piloto na Costa Rica, é extremamente ácido quando discute reuniões com as empresas “brasileiras” de TI (Microsoft, Intel, Motorola…?) envolvidas em educação no país e não vê como vantagem nenhuma a simples montagem de componentes no Brasil, em clara referência à Intel.

Entrevista dada para o G1 sugere o mesmo desabafo que manteve fora das gravações. Ao que parece, os meses convencendo o mundo sobre a importância de notebooks para alunos de países em desenvolvimentos têm cansado a “elite” da OLPC.

O podcast com Cavallo vai ao ar na próxima terça, dia 19 de dezembro já está no ar.

o notebook educacional muda o lado do balcão

A oficialização do ClassMate PC (e sua fabricação local) encerram o primeiro ciclo da novela envolvendo notebooks educacionais no Brasil.

Com a doação confirmada de notebooks da OLPC, Intel e Encore, agora é a vez do Governo Federal se mover para viabilizar o projeto. O próximo passo, no entanto, não é aguardar a suposta decisão do aparelho a ser usado.

A implementação dos notebooks educacionais no Brasil obedece a uma estrutura que, a partir da doação da Intel, depende exclusivamente do Governo.

Começa com os testes em escolas brasileiras selecionadas entre janeiro e março de 2007. No começo de abril, o Governo faz o anúncio da decisão.

Com ou sem OLPC, até lá, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) já terá que ter apresentado projeto para integrar acesso wireless nos colégios escolhidos para a integração do primeiro milhão de notebooks.

Já o Ministério da Educação terá que apresentar o projeto de treinamento dos professores para a aplicações das atividades educacionais dentro do notebook, seja ele XO, ClassMate PC ou Mobilis.

Evidentemente, haverá também os custos do Governo. Um cálculo leviano indica que a primeira leva de portáteis pela OLPC custará 150 milhões de dólares aos cofres públicos, sem levar em conta infra-estrutura de acesso e treinamento.

Dados levantados pelo Wayan, do OLPC News, reverberaram no Slashdot sugerindo que, no total, cada notebook educacional poderá sair pelo preço médio de até 900 dólares, contando o investimento necessário.

Até agora, o órgão responsável pela negociação se mantém isento e com uma transparência louvável dentro do Governo. A decisão, martelam eles, passará também pelo crivo financeiro, principal vantagem da Intel na disputa.

Espera-se que, com a mudança de lado no balcão, a escolha do notebook pedagógico se mantenha acessível a todos os olhos.

da web: Cidadão Instigado e pechinchado

Tem 3 reais sobrando no bolso? Então vá até a UOL MegaStore (full disclosure: se houvesse outro serviço online que vendesse o selo Tratore, ele também seri indicado), compre créditos e baixe Cidadão Instigado E o Método Túfo de Experiências.

Com a promoção da Tratore, cada canção do segundo belíssimo álbum de Fernando Catatau, o barbado por trás do Cidadão, sai por 30 centavos de real. O disco inteiro não bate nem a Neto Disco nem os câmelos por aí. O Submarino pede 24,90 reais.

É difícil de ouvir e constrangedor nas primeiras ouvidas, mas aposte. Tente escutar “O Tempo” sem se emocionar. Vale cada um dos seus 300 centavos.

Apple no Brasil? faz-me rir

O cumpadre Henrique Martin cita fontes dentro da Apple Brasil para rejeitar a notícia publicada pelo Relatório Reservado na última semana de que a Apple estaria disposta a investir 100 milhões de dólares no Brasil em 2007.

Henrique conta que fontes reagiram à afirmação dando risada. No mínimo, seria surpreendente uma empresa que tem 2 (dois!!!) funcionários no Brasil resolver investir tanto de uma hora pra outra. A graça é iminente.

google cada vez mais 2.0

Duas simples novidades anunciadas em serviços do Google neste fim de semana pavimentam ainda mais o caminho do buscador em direção à chamada Web 2.0.

O YouTube inaugurou o QuickRecord, em que usuários com uma webcam podem gravar vídeos diretamente para o site, sem edições ou softwares instalados no PC.

Ligue seu PC, posicione a câmera, visite o site e grave - simples assim, numa versão visual do que o Odeo faz desde 2004 para podcasts. Mesmo com a limitação de não poder sair da frente do PC, fazer um videolog pessoal ficou mais fácil - conhece o RocketBoom?

o GMail passou a aceitar contas de e-mails sem relação com o serviço do Google, se transformando numa suíte de mensagens online, tal qual o Outlook, da Microsoft.

No caminho da sua alardeada (mas pouco crível) versão online do Office, o Google já tem o Word, o Excel (ambos no Google Docs) e o Outlook, fora as possíveis Wikis do JotSpot.

(Aliás, como é medonho ter wikis pessoais na web hoje sem o JotSpot aberto para novas inscrições).

Ao contrário de portais brasileiros, que ainda tropeçam no peer-content (iG, precisava mesmo da iGpedia????), o Google corre em direção a uma estrutura completa online para criação e disseminação de cultura.

até mais, Kim

james_kim

O corporativismo sugeriria que eu não falasse nada - ele é da CNet; eu, do IDG. Foda-se o corporativismo. James Kim, o editor de aúdio da CNet, foi encontrado morto depois de 11 dias de buscas.

É triste ver um cara que tornou reviews de produtos de TI pela internet algo menos monótomo (tem algum exemplo no Brasil, por acaso?) morrer por uma bobagem - se perdeu pelas estradas sinuosas do Oregon.

Se quiser uma aula de análise de gadgets pela web, assista a PT01, da Numark, e a análise precoce sobre o Zune, da MS.

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