Anunciado nesta segunda (22/01), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pretende investir R$ 503 bilhões (mais da iniciativa privada que da pública) até 2010 para botar em prática o “destravamento da economia” tão alardeado por Lula em sua campanha de eleição.
No setor de informática, o PAC aumentou a isenção dos impostos PIS e Confins para desktops e notebooks que custem até 4 mil reais - anteriormente, o corte era para máquinas de R$ 3 mil e R$ 2,5 mil, na ordem.
A cifra, na realidade, indica que quase todos o micros de mesa vendidos no país (99%) se beneficiarão da isenção de impostos e deverão ter seus preços cortados, segundo dados do presidente da IT Data repassados para Daniela Braun.
A taxa para notebooks na casa dos 81% poderia ser até apontada como um cenário menos favorável, não fosse a iminente entrada do projeto Notebook para Todos, que deverá deixar os portáteis ainda mais populares.
E isto envolve algum esforço político? Pouco. Nas palavras da coluna do Elio Gaspari de 03 de janeiro de 2007:
O PAC é um apanhado de MPs também. No setor de informática (atenção, não se computa a alardeada falta de incentivos para a TV Digital), há lados ruins? Se você não pretende bolar um programa “CaseMod para Todos”, talvez só a bagunça na legislação provocada pela governabilidade da exceção.









4 comments ↓
Realmente acho que as medidas são totalmente insuficientes, porém espero também estar errado.
Se tivéssemos incentivos à desenvolvimento de serviços, softwares ou mesmo pequenos financiamentos públicos acessíveis, seriam opções mais incentivadoras para o crescimento real da área aqui no Brasil.
[...] iniciativa que “demandou vontade, trabalho, caneta e tinta”, como bem definiu Elio Gaspari, a política de maior sucesso na área tecnológica do governo [...]
[...] iniciativa que “demandou vontade, trabalho, caneta e tinta”, como bem definiu Elio Gaspari, a política de maior sucesso na área tecnológica do governo [...]
[...] contrário do PAC, que apostava muito em isenções fiscais (o seu micro comprado, e não montado, agradece), o PDP é um tratado de boas intenções com [...]
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