Entries from February 2007 ↓

AdSense no Brasil: o Google finalmente fala

Uma ótima notícia na tarde desta quarta (31/01): acusado por este blog de se portar como um holograma no Brasil, o Google finalmente resolveu falar.

O responsável por isto também já foi assunto do Chá Quente, mesmo que cercado por mistérios: Carlos Ximenes, ex-Microsoft, é o gerente de comunicação contratado pelo Google para agilizar o tratamento do portal com a imprensa nacional.

Pelo andor da carruagem, começamos muito bem.

Pra começo, Ximenes esclareceu que os tais “problemas aduaneiros” alegados pelo primeiro comunicado do AdSense distribuídos a probloggers nacionais não existem. Tratou-se, isto sim, de um problema de comunicação interna do Google.

E explica. Uma auditoria interna revelou sobre os métodos de pagamento do AdSense deveriam ser trocados em alguns países, seja pela dificuldade de compensar cheques ou por problemas aduaneiros.

O Brasil estava apenas no primeiro grupo. Os irlandeses do Google, responsáveis por processar e repassar pagamentos do AdSense, entenderam errado e mandaram o comunicado.

A participação do AdSense no Brasil cresceu tanto - no único número divulgado, são mais de mil publishers brasileiros - que “mandar cheques não atendia mais à enorme demanda”. Esta é a justificativa oficial do Google para os novos pagamentos feitos por transferência eletrônica.

A cobrança pelo câmbio ainda haverá, mas, além da rapidez, a transferência eletrônica derruba a taxa exigida para a conversão de dólares em reais - certos bancos cobravam até US$ 150 (!) para tanto, segundo o Carlos Cardoso, do Contraditorium.

Aparentando surpresa ao saber da reação da blogosfera, que culpou parcialmente o Governo, emendou que o buscador nunca  colocou barreiras ao governo e que “as acusações foram sem culpa”.

A mudança “é uma modernização necessária”, afirmação altamente confiável. Os ProBloggers e os jornalistas brasileiros agradecem a (inédita até então) transparência do Google.

Windows Vista: euforia e delírio no Itaim Bibi

A Microsoft resolveu dar ao seu novo sistema operacional, o Windows Vista, uma estréia brasileira digna de outras cidades com os tradicionais festejos que avançam pela noite.

A ousada idéia era simples: levar executivos da Microsoft Brasil e um da Microsoft internacional para acompanhar de perto as vendas in loco do sistema operacional a partir dos primeiros minutos do dia 30 de janeiro, quando o software chegaria às lojas.

Para evitar um vexame, a estratégia contava ainda com uma chamativa promoção para os inflados preços tanto do Windows Vista como do Office no Brasil e a distribuição de brindes diversos.

Em julho de 2000, tive a estranha sensação de ver o lançamento do quarto título da série Harry Potter no Canadá. Pontualmente à meia-noite, dezenas de crianças em seus pijamas invadiam a Barnes and Nobles em Toronto atrás do então novo “Harry Potter and the Globet of Fire”, com suas 636 páginas (ah, o consumismo infantil).

Na visão do repórter, o evento da Microsoft se apresentava como um potencial fracasso tanto pela falta de lançamentos similares, em que ávidos clientes avança pontualmente sobre um produto como pela própria natureza (?) do Windows Vista.

Não se trata de um livro de dezenas de dólares para um grupo de crianças histéricas em um país de primeiro mundo. Trata-se de um sistema operacional com preço mínimo de 399 reais num mercado evidentemente corroído pela pirataria de softwares.

Em plena noite de segunda-feira, o cenário se pronunciava ainda mais fadado ao fracasso pela chuva que caía fina, mas constante na cidade de São Paulo.

Primeiro erro da noite: o Windows já é muito maior que um personagem de ficção. Fato é que, enquanto muitos comentavam com ironia a iniciativa da Microsoft, a fila (e a euforia) dentro do hipermercado Extra, no bairro do Itaim Bibi, já havia começado. Continue reading →

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