a ilusão de não ter Stand Center

No primeiro final de semana após o pedido de fechamento oficializado pelo Ministério Público Federal, o público no Stand Center continuou o padrão: intenso, tanto no sábado, quando passei na frente, quanto no domingo - informações de confiáveis.

Ou ninguém ouviu a história ou aproveitou para as compras finais. Para estes, a Justiça Federal acabou de acalmar com uma sobrevida do shopping de (maioria de produtos) ilegais da Avenida Paulista.

Nesta segunda (16/04), a juíza Silvia Figueiredo Marques da 26ª Vara Cível da Justiça Federal, em São Paulo, proferiu decisão derrubando o pedido do Ministério Público Federal.

O motivo? Sem provas concretas, não se pode punir todos os vendedores no centro de compras por um grupo (esmagador, vale dizer) que vende produtos contrabandeados, alega a CBN.

Por mais que, éticamente e juridicamente a decisão seja corretíssima, é quase evidente que a juíza Silvia Figueiredo Marques nunca colocou os pés no número 1.098 da Avenida Paulista.

2 comments ↓

#1 henrique on 04.17.07 at 7:47 pm

O curioso dessa história toda é o fato de o antigo PromoCenter da rua Augusta ter virado um posto da Receita Federal - tem até ajuda pra fazer o Imposto de Renda!

#2 Alexandre Fugita on 04.17.07 at 9:19 pm

Proibir não adianta. Sempre que surge uma proibição para qualquer coisa um mercado paralelo se forma.

Cobrar imposto gigante para importação ou para a indústria nacional também não ajudam em nada, só contribuem para o comércio ilegal.

Se isso existe (StandCenter e coisas parecidas) é culpa da política do governo, nada mais. Se os impostos sobre produção fossem mais amenos, se muita coisa mudasse talvez não haveria razão para arriscar-se a vender produto trazido ilegalmente para o Brasil. Mas como o $ compensa qualquer risco esse comércio continua existindo.

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