Entries from April 2007 ↓

a ilusão de não ter Stand Center

No primeiro final de semana após o pedido de fechamento oficializado pelo Ministério Público Federal, o público no Stand Center continuou o padrão: intenso, tanto no sábado, quando passei na frente, quanto no domingo - informações de confiáveis.

Ou ninguém ouviu a história ou aproveitou para as compras finais. Para estes, a Justiça Federal acabou de acalmar com uma sobrevida do shopping de (maioria de produtos) ilegais da Avenida Paulista.

Nesta segunda (16/04), a juíza Silvia Figueiredo Marques da 26ª Vara Cível da Justiça Federal, em São Paulo, proferiu decisão derrubando o pedido do Ministério Público Federal.

O motivo? Sem provas concretas, não se pode punir todos os vendedores no centro de compras por um grupo (esmagador, vale dizer) que vende produtos contrabandeados, alega a CBN.

Por mais que, éticamente e juridicamente a decisão seja corretíssima, é quase evidente que a juíza Silvia Figueiredo Marques nunca colocou os pés no número 1.098 da Avenida Paulista.

e os testes com notebooks educacionais mesmo?

olpc_nigeriaolpc_nigeria2

As fotos acima são de testes conduzidos pela OLPC em um colégio nigeriano com 40 crianças.

A Intel já havia mostrado teste nos mesmos moldes com crianças nigerianas usando o ClassMate PC - o marketing da gigante fez até um vídeo, apresentado por Paul Otellini aqui em streaming (pule para o 64º minuto de apresentação).

No Brasil, já houve testes na Fundação Bradesco, mas a Intel não divulga imagens.

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Ainda por aqui, no mesmo mês em que o Governo havia prometido definir a plataforma escolhida, os testes nem chegaram a começar, excluindo na escola Estadual Luciana de Abreu (acima), em Porto Alegre, com coordenação da pedagoga multireconhecida Léa Fagundes.

Em São Paulo, o colégio Fundamental Ernani Silva Bruno recebeu seus 50 XOs nesta semana e deverá começar os testes na próxima. Nem os lotes da Intel nem da Encore chegaram ao Brasil.

Lá vem o Brasil descendo a ladeira.

Update: Além das fotos disponíveis no blog, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cujo setor pedagógico é coordenado por Fagundes, publicou dois vídeos (abaixo) no YouTube sobre os primeiros dias das crianças gaúchas com 100 XOs.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=fRpCmV5zHYo]

Mesmo que simples, os vídeos demonstram o ambiente pedagógico com notebooks, ainda longe de ser amplamente implementado, de maneira prática e revela uma transparência louvável do Laboratório de Estudos Cognitivos.

[youtube=http://youtube.com/watch?v=FMcw0PtYTaA]

StandCenter na berlinda

As batidas natalinas da Receita Federal no Stand Center não estavam dando certo (ah, vá!) - vai cortar tentáculo enquanto o polvo fica quietinho?

Por isto, o Ministério Público Federal resolver pedir o fechamento, com base em ações jurídicas, de um conjunto de boxs com produtos tecnológicos na região da Paulista. É o Stand Center.

A ação será diferente. Virá de cima - quebrará a locação do prédio ao invés de apreender produtos e produtos que reaparecem como mágica na semana seguinte.

Mais notícias, daqui a pouco.

Update: com pedido oficilizado, o Ministério Público Federal ameaçou multa diária de até 1 milhão de reais à locatária do espaço caso uma suposta decisão da Justiça fosse proferida.

O anúncio provocou um efeito “telefone-sem-fio”, afirmou a companheira de redação Daniela Moreira, que obrigou donos de boxes a fecharem suas cortinas plásticas com medo da polícia - até um boato que Lula tinha mandado fechar o Stand Center rolou.

o movimento pós-DRM da EMI

A EMI, pois é, oficializou a venda de músicas sem DRM cercada por uma festiva recepção da mídia e blogosfera mundial na semana passada.

(Pra entender melhor, vá ao Pogue, ao BoingBoing e ao Ars Technica).

No Brasil, as canções, com qualidade melhor e sem o DRM da Microsoft que toda música digital legalizada no país carrega, chegarão a proibitivos 3 reais cada - a comparação é batida, mas vale: 12 canções saem digitalmente por 36 reais.

Você ainda liga pra DRM neste cenário? O Defective by Design mantém seu combate lá fora, enquanto Mark Shuttleworth e Charles Cooper assinam ótimos artigos contrários à tecnologia.

A nova postura da EMI matará o DRM? Do lado das gravadoras, parece improvável pros lados da influente Warner, que já afirmou que não tem planos pra isto.

A aceitação das lojas online, porém (Microsoft, inclusive), pode impulsionar Sony/BMG e Universal, que já testam vendas sem DRM, a abandonar a tecnologia.

Vale lembrar, contudo, que a EMI é a menor das quatro e atravessa um delicado momento financeiro - as considerações de DVD Jon sobre o assunto são pra se pensar.

Steve Jobs sai bem da inicativa - o mercado pode entender que foi ele quem pressionou a EMI. É evidente, porém, que o apoio do iTunes foi fundamental - market share de 70% ajuda, nêgo.

HypeM: Web 2.0 musical

Quem já não entrou no YouTube buscando por um clipe apenas por ter vontade de ouvir a música e não querer apelar para o streaming de serviços como a Rádio UOL?

Não sei se estou atrasado, mas o HypeM faz muito bem este papel sem pedir um RealPlayer, como o SoulClub, com ótimo repertório e tecnologia paupérrima.

Digite a música ou o artista, veja a lista de canções e vídeos no YouTube, clique em Listen e pronto. Ainda que não prime por um conteúdo amplo, quebra um galhão.

finalmente, o Second Life Brasil

Se você tem alguma dúvida sobre o Second Life (como eu jogo?é de graça?meu PC agüenta?pra quê eu preciso disto?), dê uma olhada no FAQ do Second Life dentro do Chá Quente.

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Os atrasos foram três (dois de parceiros da Kaizen, um da própria companhia de Bauru), mas o Second Life ganhou data final para chegar ao Brasil: 23 de abril - o furo foi do André Cardozo.

Na data, entra no ar a tão esperada ilha desenvolvida pela Kaizen que terá reproduções de monumentos brasileiros e toda a horda de lojas e serviços virtuais que motivaram o atraso da estréia da rede - haja reunião de negócios, segundo Maurílio Shintati, presidente da Kaizen.

O segredo é grande: nem desenvolvedores do meio tiveram acesso ao lugar, que adianta o responsável de marketing do SL Brasil, virá totalmente compatível com moeda nacional - ganhe Linden Dollars na web, receba em Reais na vida real.

A direção da rede social no Brasil, vale ressaltar, não é tão bem vista pelo mesmo mercado de designers que estão despejando dezenas de iniciativas nacionais antes do lançamento: não foi um o designer que classificou o responsável como “interessado apenas no dinheiro”.

O motivo? A Kaizen chamou os donos das ilhas brasileiras no Second Life para conversar: queria propôr a anexação dos territórios à ilha oficial que está quase pronta.

Surpreendente? Seria, isto sim, se a enrolação do Second Life brasileiro se resolvesse como mágica de uma hora pra outra.

Outra novidade: Cyrella, Tecnisa e Tam anunciaram serviços que flertam com a realidade - veja apartamentos mobiliados e peça passagens na vida virtual, feche o negócio e embarque em aviões (quer dizer, tente) na vida real.

Em tempo: o Gartner divulgou pesquisa afirmando que, em 2010, “70% da população nas nações desenvolvidas passará dez vezes mais tempo por dia interagindo com pessoas no mundo virtual do que no mundo físico.”

Este blog continua a endossar o movimento Get a First Life.

Se você tem alguma dúvida sobre o Second Life (como eu jogo?é de graça?meu PC agüenta?pra quê eu preciso disto?), dê uma olhada no FAQ do Second Life dentro do Chá Quente.

Google entra de vez nos mash-ups

mapa_google

O Google resolveu comprar a briga e derrubar um caminhão de areia sobre o tão bem recebido Yahoo Pipes: agora, qualquer usuário pode criar mash-ups no Google Maps com a mesma moleza que você limpa seu desktop.

Ao invés de apenas oferecer APIs para desenvolvedores, o buscador colocou um sistema de “arrasta-e-solta”: você acha sua casa ou trabalho, marca o ponto e coloca um texto ou foto sua.

É fácil a ponto de fazer você esquecer o Pipes por alguns dias - mesmo que ambas se proponha a mash-ups em dois sentidos diferentes para o mesmo público que não entende patavinas de programação.

O MyMaps abre precedentes para uma iniciativa similar ao Apontador, que usa a comunidade para catalogar pontos interessantes da cidade, de maneira ainda mais ampla: imagine um mash-up apenas com um roteiro gastronômico ou apartamentos para alugar com fotos em São Paulo.

a The Economist e o iPod dos livros (ou literatura 1.5)

A The Economist da semana passada trouxe uma ótima matéria sobre a suposta mudança que os leitores deverão experimentar na (atualmente) simples ação de ler com a digitalização de livros em curso - hoje, liderada pelo Google e seu Books.

A notícia vai ao ponto que você está pensando.

There is an obvious analogy between what Apple’s iPods have done to CD players and what electronic books may do to the printed page, but the shift is unlikely to be quite so comprehensive. The simplest difference is that transferring one’s old music CDs onto iPods is easy, whereas transferring one’s old books onto an e-book is impossible.

Num mercado com potencialmente 10 milhões de livros digitalizados só pelo Google (contas da publicação), onde está o iPod dos livros? Seria caso não só de dizer que a Sony saiu na frente com seu Reader, mas que foi a única a largar.

O aparelho, semelhante a um smartphone, recebeu elogios do crítico da revista Weekly Standard, David Skinner, pela presença do papel eletrônico, que dá o mesmo contraste ao e-livro que as encadernações de papel - esta sempre foi a principal dificuldade de quem se arriscou no setor.

Em seu blog, de onde o link de Skinner foi retirado, Pedro Dória discorre sobre o impacto do iPod na sua vida e remete a um fetiche com sua prateleira de livros crivada de lombadas coloridas.

Encarar o Reader como ameaça às sempre belas prateleiras de livros (Guilherme book freak) é como imaginar que vinis e CDs seriam dizimados com o iPod - colecionadores sempre terão seu espaço.

A transição para o e-livro, porém, deverá demorar ainda mais que a música digital, a começar pela escassez digital da literatura - a Web 2.0 tem tantos exemplos com música, mas alguém conhece algum com livros?

O Reader também não tem concorrentes e, além de caro (350 dólares!), ainda não conta com uma plataforma de venda poderosa o suficiente para alavancar a leitura de livros em formato proprietário, como o iTunes.

Se quiser, o Google pode ajudar bastante a forçar uma mudança rápida no setor. De novo (anúncios online, anyone?), pode depender da empresa de Page e Brin transformar algo ignorado num setor milionário.

Joost perto da final! mas no Brasil?

Comentário rápido aproveitando a versão 0.9 do Joost, que inundou a caixa postal dos beta testers na manhã desta terça-feira (03/04).

O programa começa a assumir sua forma final, os convites para testes estão cada vez menos escassos e até comercial o Joost já tem (que ironia linkar um comercial do Joost dentro do YouTube).

Os criadores não deram prazo, mas citaram lançamento ainda no primeiro semestre. Improvável que passe disto.

Curioso é que a propaganda do Joost, quem diria?, tem freqüentado as telas da Elemídia que povoam elevadores pelo Brasil, informa a cumadre Daniela Louise (que finalmente trouxe seu BraunCafé pro WordPress). Sinal de algo?

do youtube/google: Tina Turner + AC/DC

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=AEwlU6O9xHE]

O cumpadre Menotti já tinha avisado e seu companheiro de Atonal Ronaldo deu o vasari (é assim mesmo?): os BellRays vêm pro Brasil no dia 31 de maio tocar no Inferno, inferninho (dããããr) no meio dos puteiros da Augusta.

Li em algum lugar algum dia que os BellRays soam com se o Iggy Pop desse lugar à Tina Turner à frente dos Stooges.

É pouco. Comece pelo vídeo do cover da clássica “Highway to Hell” acima, que cumpre bem sua função de fazer você querer sair pro clube de rock mais próximo da sua casa, e depois vai ouvir “Fire in the Moon”, ok?

Se tua voz lembrar a da Tina Turner e você pretende ser band leader, mê avisa pelo e-mail, tá bom?

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