a dança de cadeiras no mercado musical brasileiro

Enquanto o Lobão grava o Acústico MTV que tanto escurraçou (sem opiniões ainda - tem que ouvir antes), o mercado fonográfico brasileiro passa por um momento de dança de cadeiras - nada menos que três das quatro grandes gravadoras têm mudanças no alto escalão.

A principal delas vem da EMI, que trocou de presidente após o escândalo financeiro brasileiro que derrubou as ações mundiais da gravadora em 4% apenas no dia em que foi revelada. O então responsável pela gestão, Marcos Mainard, dá lugar a Marcelo Castelo Branco.

A Warner não fica atrás: o antigo diretor-geral Claudio Condé deu lugar a Sérgio Affonso, que ocupava o mesmo cargo na subsidiária mexicana da gravadora.

Na Universal, a mudança é menor, mas não tanto: Max Pierre ocupa o cargo de novo diretor artístico, profissional responsável por contratar (e demitir artistas) e por conduzir gravação e divulgação de álbuns.

Enquanto isto, o presidente da recém-criada Associação AntiPirataria de Cinema e Música se gaba por ter feita uma batida policial para apreender mídias virgens em 1997.

Pra mim, a dança de cadeiras e a presidência da APCM têm uma ligação uterina.

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