Entries from May 2007 ↓
May 12th, 2007 — internet
O COO da Microsoft veio ao Brasil para acompanhar (fazer apenas presença em corpo) o anúncio feito pelo presidente brasileiro, Michel Levy, que a empresa já está negociando com o Governo Federal para o pacote Microsoft Student Innovation Suite a 3 dólares.
O Governo, vale lembrar, é grande. Mas não é com a Assessoria Especial da Presidência, órgão responsável pela avaliação de notebooks educacionais.
Mesmo que não assuma com todas as letras, a Microsoft venderá o pacote, que tem Windows XP Starter e Office 2007 Student Edition, para “equipamentos novos que alunos possam levar para casa”, segundo executivo da empresa.
Em suma: notebooks educacionais.
Membros da Assessoria reagiram com um semi-rosnado à notícia: o Governo não tem interesse em incluir softwares de código fechado nos laptops educacionais, me garantiram.
Já se sabia. Mas não custava rememorar.
May 8th, 2007 — internet, web social
A maioria dos planejamentos veículos online, principalmente os de nicho, como tecnologia, contam com um glossário - ao se deparar com um termo técnico ou complicado, o usuário clica sobre ele e um pop-up traz a explicação.
Não tinha visto nenhum funcionar até que o habituê do Chá e editor do OLPCitizen, Meira Rocha, alertou na lista do Jornalistas da Web: o tradicional New York Times implementou o sistema sem um banco de termos próprio, mas usando o Answers.
Clique duas vezes sobre qualquer termo de matérias do NYTimes (como esta sobre escolas abandonando notebooks na sala de aula pela falta de resultados práticos - que ironia), e uma nova janela mostra seu significado.
Algo como o iG fazia com seus sites parceiros - o termo clicado, no caso, era buscado pela péssima ferramenta de busca então do portal.
May 8th, 2007 — internet, web social
Repita o mantra, amiguinho: redes sociais são reproduções deformadas da sociedade de maneira geral. Por um destes motivos aleatórios da web, a The Best Stuff in the World traz a improvável opção do time do Curitiba como a melhor coisa do mundo.
Ãhn? Veja lá: na comunidade principal, são 130 fanáticos, bem atrás dos 170 da Seleção Brasileira. O Milan tem 17, o Barcelona, 20, o Corinthians, 11 (veja a foto e entenda outra face das redes sociais - a livre expressão) e o bicampeão paulista Santos nem na lista está.
Bem estranho um time na Segundona do Brasileiro ser a melhor coisa do mundo. Coisas do fanatismo - pelo futebol e pela internet.
May 8th, 2007 — Uncategorized
Depois que o PCC afugentou os paulistanos em 2006, a Prefeitura elaborou uma excelente programação para sua Virada Cultural de 2007, com um destaque fodido: o Teatro Municipal receberia, durante a madrugada, artistas tocando na íntegra discos clássicos da MPB.

Foi lá que João Donato, o cara mais sofisticado da bossa nova que você não conhece, foi tocar, mais ou menos inteiro, seu “A Bad Donato”, de 1970. O show começava às 21h e, cinqüenta minutos antes, a fila estava na face direita do teatro -percorri seus quatro lados até chegar à porta.
A entrada foi rápida e, sinceramente, puta coisa bonita (e apertada, por dentro) que é aquele teatro durante a noite. Fiquei no último andar, já que uma cambada bem mais esperta que eu chegou cedo pra pegar a platéia da frente.

E daí? Donato entrou poser, com capuz e óculos escuros. A banda era a mesma que tocou no Auditório Ibirapuera, mas nada de “A Bad Donato” na íntegra. No show, Donato mostrou como transformou o chopp aguado da bossa nova em jazz lisérgico brasileiro.
As introduções eram as mesmas, com cada música solando por longos minutos até que a entrada fosse reproduzida para finalizar a canção - jazz, ué.
O vídeo abaixo (opa, vou receber carta de “cease-and-desist”?) é de Mosquito, a mais fodida do disco, e se estende até o belíssimo solo de trombone do Bocatto.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9zfJz8KRJ_I]
Poupei sua paciência para o solo poser de Donatinho, o filho do pianista. Donato desempenhou muito bem papéis como música, ritmista, arranjador e instrumentista, mas falhou como pai: Donatinho toca pouco (fica mais plugando cabos), coloca texturas eventuais nas músicas, faz poses na frente do palco e ainda fica abrançando músicos após solos comose dissesse “tá certo, um dia você chega lá”.
Não rolaram todas as músicas e ainda teve inéditas - “Black Orchid”, de um compositor finlandês (dinamarquês?) que Donato mastigou o nome. Sem problema.
Update: Nos comentários, Menotti, que também desceu o pau em Donatinho no seu Atonal, replica nos comentários que “Black Orchid” é do arranjador latino de jazz Cal Tjader. Bebi então.
O show foi antológico pela mistura entre a ótima música tocada por músicos excepcionais e pelo lugar e o horário - saímos do Municipal às 22h00, enquanto uma fila gigantesca para ver João Bosco (URGH!!!) se desdobrava até a estação Anhangabaú do metrô.

Uma passada no Estadão para um pernil com provolone, Clube do Balanço chamando Erasmo Carlos para uma ótima jam e um copo de quentão (com muito gengibre e pouco álcool) fecharam a noite.

Não vi a milonga no Mercadão (puta idéia sensacional!) nem os Racionais (uma pena mesmo). Pena.
May 4th, 2007 — internet, web social

Na semana seguinte ao apanhado de piores mascotes usados no setor de tecnologia (o clipe do Office e a gota da Sun são horrendas, mas este palhaço da Adobe é de provocar pesadelos em criancinhas), a Mozilla mostrou o Foxkeh.
Nascido no Japão, a simpática raposa com o rabo em chamas (ah, quantas piadas….) ganhou até blog para ajudar a ampliar a base de usuários do Firefox.
Por mais fofo que seja, não há divulgação melhor que uma versão 3, já em programada pro fim do ano, certinha, um ano antes do IE8.
(Pego no blog do Asa Dotzler)
May 3rd, 2007 — internet, web social

Em pleno início da Virada Cultural em São Paulo, o Flickr vai promover seu “24 Hours of Flickr”, convocando a comunidade a tirar fotografias a cada hora do seu dia.
Funciona assim: no próximo dia 05, você tira a câmera da bolsa, registra seu dia completo e coloca no Flickr com a tag “24flickr”. O grupo já está aberto para interessados.
Ainda no Flickr: depois dos cartões de visita do Moo (100 por 20 dólares, anyone?), a ImageKind está oferecendo impressão e emolduração das fotos tiradas pelo usuário - são várias as opções.
Será que alguma gráfica ou ótica vai ser esperto pra trazer a idéia logo pra cá?
May 3rd, 2007 — internet, web social
Se há uma postura que melhor define a atuação sadia de empresas online é nunca jogar contra a rede - esta frase foi pinçada de uma leitura recente que não me lembro.
Em pleno Dia de Trabalho, o Digg bambeou, mas assumiu sua postura de não jogar contra a rede.
Short story: a quebra do AACS usado para proteger contra cópias em discos HD-DVD e Blu-ray era notícia velha, mas ganhou destaque ao entrar na capa do Digg, que recebeu uma carta (ainda anônima) exigindo a retirada do conteúdo.
O Digg fez. E deve ter se arrependido amargamente. Na tarde desta terça-feira (01/05), após a “censura”, todas as notícias falavam sobre o hacking do AACS. Todas.
Não dá pra enganar a multidão - eles são milhões e têm olhos, bocas, ouvidos e um senso crítico, permitido pelo anonimato, que é de destruir qualquer um que não esteja com a terapia em dia.
Kevin Rose escreveu um post que beira a catarse no blog do serviço decidindo enfrentar a situação - a notícia foi diggada exaustivamente e ultrapassou todas as outras que criticavam a “censura”.
O Digg não é a primeira vítima da indústria (Napster, Kazaa e até mesmo YouTube - a lista é longa). Mas foi o primeiro a rechaçar uma postura mais corporativa no melhor estilo “mato no peito”: pelo jeito, o Digg quer pagar pra ver até onde a indústria vai.
Melhor: me parece que Rose quer tentar achar um novo caminho às ameaças de uma indústria que ainda vive conforme as regras do mercado offline.
Juridicamente, não me arrisco em dizer se a divulgação de tal informação quebra alguma lei - o Digg, vale lembrar, é uma ferramenta de comunicação e, por isto, tem que responder por seus usuários caso haja crime.
É um sentimento adolescente? Demais. E Kevin Rose tá virando ídolo desta molecada por isto mesmo: por ouvir e botar o modo Xanadu pra funcionar.
O código já está online há semanas e, depois do furor, ganhou ainda mais destaque - não sei se é bobagem, mas me dá um certo orgulho ver a movimentação relâmpago dos milhões de pequenos Zés contra uma grande corporação.
Veja os vídeos que já estão no YouTube, as opiniões que já estão no Technorati e as fotos que já estão no Flickr. A merda já está feita. Tentar brecar a rede é atirar uma pedra no enxame sem ter a condição de correr. Agora, é agüentar as picadas.
May 3rd, 2007 — internet, web social
Quando começou a usar a plataforma Motigo, em março, a ferramenta de medição de audiência WebStats, usada pelo Chá Quente, ganhou algumas novas funções, além de um visual beeem melhorado.
Uma delas transforma qualquer blogueiro num psicopata em potencial - ao lado de cada acesso ao seu blog, a Motigo apresenta um ícone que leva à representação gráfica do IP no Google Maps.
No falso mundo da teoria, você poderia saber exatamente onde está seu leitor. Mas, na prática, a história é outra - e é exatamente por isto que serviços como o IP-Adress não me motivam medo algum.
Grandes provedores de banda larga trabalham com IPs dinâmicos - você se conecta e ganha um aleatório. Quando entro no Chá, o Motigo aponta que meu ponto de acesso está na zona leste de São Paulo - exatamente onde estão os servidores da Net (uso Virtua).
Certos casos são até bisonhos - um acesso dentro da Universidade Federal de Santa Catarina, por exemplo, é indicado como se fosse feito de dentro do oceano.
Por enquanto, você não tem do que se preocupar - os dados importantes estão guardados onde ninguém vê. Por enquanto.
Update: Foi falar que eles mudaram. Ao invés dos ícones, o Motigo agora mostra, em um mapa do Google Maps, a posição geográfica dos seus últimos cinco acessos.
May 3rd, 2007 — internet, web social
A barra de contatos aí ao lado (leitor de RSS, vem pra cá por um instante só) ganhou três blogs que valem o clique.
De um lado o garoto-prodígio Dênis Rodrigues humilha geral com sua técnica em alguns dos seus melhores desenhos - seja pra editoras, seja pra consumo próprio.
Do outro, o nem tão garoto Flávio Remontti assume difinitivamente sua tara por carros, brinquedos, sketches e coisas fofinhas no seu Designs e Afins.
Já a blogosfera geek ganhou peso (literalmente também) com a chegada de Mário Nagano, recém batendo suas próprias asas, ao blog.
Não se engane pelo pato fumando um cigarro - Naganão vai tratar só de tecnologia roots.