Entries from July 2007 ↓

Valencia: fechando com chave de merda

Notícia triste pra fechar a excursão a Valência. O baterista dos Replicantes e diretor de cinema Carlos Gerbase teve a câmera e todas as filmagens que fez durante a Campus Party roubadas após o check-in no aeroporto de Madrid.

Segundo ele e Luciana Tomasi, sua mulher, a ação foi profissional - num piscar de olhos após o pedido de indicação de um portão, a mala já tinha ido.

A câmera é cara, mas dá pena saber que todos (TODOS!) os 180 minutos filmados em solo español foram perdidos - e isto incluí entrevistas com o sempre tímido Marcelo Tosatti.

Uma pena do caralho.

estoura-cabeça

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Livros no formato de caixas de cigarro (via BoingBoing).  Tem Kafka, Tolstoy, Hemingway e Conrad. Puta idéia.

VC lá, VC aqui

Enquanto o Twitter anuncia ter ganho investimento de risco da Union Square Ventures, que já investiu no del.icio.us e tem Marc Andreensen (o pai do Netscape) como membro, o boo-box revelou o segundo (e maior) VC da Web 2.0 brasileira.

Foram 300 mil dólares da Monashees Capital, cifra extremamente maior que o pouco menos de 50 mil reais cogitados (cogitados!) pelo investimento na Via6. O TechCrunch cita até 5 milhões de dólares para o Twitter.

Motivo pra euforia no Brasil? Nenhum, acredite em mim. O problema não é a falta de dinheiro (ok, isto é sim un problema). Mas a falta de idéias.

Valencia: it´s the end, my friend

Dezoito horas de peregrinação depois (pernas, ônibus, avião e táxi), acabou a Campus Party 11 e, conseqüentemente, a visita a Valencia. Durante a noite, São Paulo fez 5 graus. É seis vezes menos do que a Espanha no mesmo horário. Ai ai…

Tem bastante coisa pra falar ainda.

Valencia: o thin client do cachorro louco

Jon MadDog Hall e seu “thin client as a service” para inclusão digital. Mais tarde, mais detalhes.

Update: Agora, merrrmo, Rodrigo. Entre um cochilo e outro pelo cansaço, Maddog mostrou o thin client baseado em serviço que a Linus International pretende distribuir pelo mundo.

Isto aí: distribuir. O aparelho é gratuito - um plano mensal oferece assistência técnica, backup remoto e acesso à internet para usuários.

O thin client é absurdamente pequeno (pouco mais de 10 centímetros de lado) e se apóia na “web as a service” para funcionar. A nota completa tá no Now!.

Diz Maddog que, com banda larga, você pode usar editores de texto e gráficos, softwares corporativos e outros programas normalmente no PC, que tem chip Geode, da AMD, 1 Gb de memória, HD de 40 GB, Ethernet, 4 USBs e acesso Wireless.

Ainda não há preço de plano pro Brasil. Quando tiver, eu aviso.

Google traça mapas no Brasil

google_maps_caminho
Tanto Apontador como MapLink já fazem isto a tempo, mas não custa nada registrar a estréia nacional das rotas traçadas pelo Google Maps, o serviço que começou a quebrar este galho lá fora.

O anúncio oficial não diz com todas as letras, mas espera-se que o novo serviço valha para todas as cidades cobertas pelo Google Maps brasileiro.

Como o serviço do Google oferece apenas instruções detalhadas na coluna esquerda, quando precisar se mover dentro de São Paulo, naõ se constranja em correr para o Apontador.

na testa?




Comunidade é bem isto: alguns ajudam reportando bugs, outros aplicam a tatuagem temporária do Firefox na testa. Literalmente.

Valencia: campus party no flickr

Nota rápida: a tag “campusparty” é a terceira mais popular hoje (26/07) na nuvem oferecida pelo Flickr. Está atrás de “day206″ (25 de julho foi o 106º dia do ano) e “assignment”.

Valencia: coração campuseiro



Andei, andei, andei, andei, andei e anderi até encontrar. A Feria de Valencia, onde rola a Campus Party é gigantesca. Nas duas fotos acima, você vê a encruzilhada (ô, mizifi!) entre os dois grandes corredores.

A entrada é feita no fim do primeiro e, como a maioria esmagadora de atrações está praquele lado, escadas rolantes e luzes a partir da segunda foto estão desligadas - só o Pavilhão do Ócio e o Comedor (opa!) ficam praquele lado.

Organizadores do evento têm benefícios: alguns passeiam de Segway de um lado pro outro, enquanto outros têm triciclos motorizados, enquanto alguns campuseiros (nome dado a quem vem ao evento) mais folgados recorrem a patinetes.

O gado brasileño (periodistas incluídos) andam como um rebanho pelos corredores. Some à correria os cerca de cinco quilos dentro da mochila apinhada de releases, livro e notebook e você tem, além de uma academia involuntária pras pernas, uma dorzinha nas costas que vem no final da noite.

o copyright bate a cara na porta britânica

Notícia da Reuters diz que a Justiça britânca rejeitou um pedido das gravadoras para aumentar a manutenção de direitos autorais de 50 para 70 anos.

Para justificar, a Justiça afirma que a expansão seria injusta com artistas mais novos e aumentaria custos relacionados à indústria musical - CDs e ingressos de shows incluídos.

A lei britânica continua a pagar roylaties para artistas da ilha cinqüenta anos após a composição e gravação original da música, o que pega Paul McCartney e Cliff Richards neste ano.
Uma rápida olhada na Wikipedia mostra que artistas como Elvis Presley, John Coltrane e Frank Sinatra (pra ficar só entre os maiores) estariam em domínio público se as regras do Reino Unidos na música fossem levadas ao resto do mundo.

Nos Estados Unidos, terra dos dois primeiros da lista acima, além da nata do jazz mundial, músias só se tornam domínio público após 95 anos da gravação ou 70 de morte do compositor/artista.

No Brasil, também são necessários 70 anos após a morte do artista para que haja domínio público.

Ao levar em conta que Miles Davis morreu em 91 e Coltrane em 67,  tem muuuuita estrada ainda pra andar…

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