Entries from August 2007 ↓
August 30th, 2007 — Uncategorized
1 - Os argentino homens trocam beijinhos no rosto sem qualquer pudor, algo que (nem todos) brasileiros fazem apenas com pessoas mais próximas, tipo pai. Ao voltar da Boca de ônibus, um rapaz beijou a todos seus amigos com direito a mãozinha no rosto na hora que desceu na Plaza de Mayo. Minha reação (guardadas as particularidades, por favor) foi a mesma a ver a peitarada na praia espanholsa - choque de cultura, choque de cultura. E sem comentários homofóbicos, por favor.
2 - Argentinos adoram futebol e os horários são bem diferentes dos brasileiros - partidas começam perto das 14h e se estendem, em seqüência, até perto das 20h. Não é de todo jogo que os canais têm direitos de transmissão. Pra driblar isto, a Fox News Sports apela pra algo extremamente estranho: até o começo da partida, a imagem é do campo com os jogadores posicionados. Começa o jogo, a câmera se foca apenas na torcida, com o narrador ao fundo. Então são dezenas de inchas enfurecidos, mulheres de torcedores entediadas, crianças com o dedo no nariz (sério, eu vi duas) e faixas no estádio enquanto o locutor narra.
3- Bairro mais elegante de Buenos Aires, Palermo mistura o Jardins com a Vila Madalena em São Paulo. Mas, além das botiques, Palermo também tem calçadas forradas por merdas caninas, provavelmente da legião de Goldens que a cidade tem. Andar pelo bairro é passear por um campo minado.
4 - Do lado do zoológico, há o Jardim Botânico de Buenos Aires, extremamente bem cuidado e gelado até a alma. O passeio é de graça, não fosse um problema: a carência afetiva da multidão de gatos que habita o jardim. É só sentar em um dos bancos que algum das dezenas de gatos que moram no Jardim venha se afofar em você e sentar no seu colo.
August 28th, 2007 — Uncategorized
Semana passada teve Paralamas, hoje tem Caetano Veloso e semana que vem tem João Bosco. No boteco Romário, só tem Brahma pra tomar. Na elegância das lojas de Palermo, a cada esquina tem algum sotaque mineiro ou paulistano falando alto (ô sina brasileira…).
Eu viajei pra ficar longe, mas, em certos momentos, sinto que ainda estou no Brasil.
August 28th, 2007 — Uncategorized
1 - O tango é um esporte nacional e resvala no bairrismo exagedaro. Durante a final do V Campeonato Mundial de Dança de Tango, o delírio era geral quando duplas da Capital Federal, como eles chamam Buenos Aires, entravam no palco. Quando o casal norte-americano subiu, ensaiou-se uma vaia. No final, ganhou uma das muitas duplas de Buenos Aires, pro orgasmo musical da platéia.
2 - Carros param antes da faixa quando há pedestres andando. Sério. Mesmo que o sinal esteja verde.
3 - Os cafés são caros por que acompanham água com gás, biscoitinhos e, em alguns casos, as famosas medialunas, numa demonstração explícita de barismo de qualquer boteco na cidade. Cervejas também são caras, com uma única exceção - por 8 pesos, compra-se uma long neck de Brahma ou Stella Artois ou um litro de Quilmes. Viva a Quilmes.
4- Aliás, argentinos não têm vergonha nenhuma em apontar. Ao sair do campeonato de tango, fui brindado com um dedo na cara de um senhor indicando ao garçom que queria a mesma Quilmes de litro que eu estava tomando. E uma senhora do lado não se fez de rogada para também pedir a mesma milanesa com purê que eu comia.
5 - No ranking porteño da freqüência, aparece em terceiro (alfajores em primeiro, cafés em segundo) as barraquinhas de flores na rua. Some-se ao bucolismo do frio, o exagero de cafés em lugares charmosos e aqueles prediões antigos bem iluminados no meio da noite pra entender (só um pouco) o romantismo de Buenos Aires.
6 - Metade dos taxistas argentinos já morou no Brasil. A outra metade tem uma condição que os impede de falar qualquer coisa depois que o passageiro se acomoda no banco de trás.
7 - De cada 10 argentinos que têm cachorros, uns 8 têm Goldens Retrievers, que povoam as praças correndo de um lado pro outro.
8 - Falando em pêlo, em quatro dias de Argentina, vi hoje o primeiro careca. Não há pessoas com pouco cabelo em Buenos Aires. E, quando há, não faltam olhares de repreensão - eu que o diga.
9 - Por fim, estamos na Europa da América do Sul, mas há casos constantes de filas furadas (no Campeonato de Tango foram duas na nossa cara), tias velhas que se arrastam pela rua quando você está com pressa e falta de habilidade de qualquer cristão para lifar com guarda-chuvas.
August 26th, 2007 — internet, web social
Enquanto rola o BlogCamp em São Paulo, a cumadre Cíntia Costa acompanha as palestras pra fazer um resumão depois aqui no Chá Quente. Quer coisa ao vivo? Cauã, pelo Now!, Fugita e Tiago Dória estão por lá.
August 25th, 2007 — Uncategorized
Pequenas estranhezas de Buenos Aires
1 - A Universidade de Palermo patrocina Os Simpsons na Fox portenha. Há, inclusive, uma febre da família na cidade - muitas bancas vendem postêrs do desenho e os supermercados estão inundados de produtos.
2 - Mesmo com um frio de até 3º à noite, muitas argentinos preferem ficar nas mesinhas externas dos restaurantes climatizados. Loucura demais para quem quase teve as orelhas necrosadas (exagero, hein, Guilherme?).
3 - Buenos Aires não tem padaria, mas tem cafés em cada esquina. O número de cafés só não perder para o de marcas de alfajor - são dezenas.
4 - Sim, as pessoas deitam nos gramados bem cuidados das inúmeras praças e dormem de roncar enquanto tomam sol na hora do almoço.
August 25th, 2007 — internet, web social

O toque que o Fábio Seixas adiantou no seu blog (via Twitter) sobre a reformulação visual do Orkut ganha sua primeira imagem oficial - clique sobre a imagem para vê-la em tamanho real.
Tá lá no blog oficial do Orkut.
August 25th, 2007 — internet

Vinhos que continuam baratos, praças que pipocam bem cuidadas pela cidade, frio de gelar espinha e a primeira viagem de férias em seis anos.
O Chá não entre em recesso (dá-lhe banda larga na hospedaria!), mas a blogagem entra em “operação Tartaruga”. Afinal, eu tenho mais o que fazer, porra!
Tem twittagem corriqueira lá no Twitter.
August 23rd, 2007 — Uncategorized
Hoje (agora?), a Apple reúne jornalistas para apresentar tanto a nova linha iMac no país com um belo corte de preços (comparado, evidentemente, aos seus preços praticados normalmente) como Alexandre Szapiro, ex-VP de marketing e vendas da Palm na AL e novo General Manager para Brasil.
Mas quer novidades mesmo? Espera mais um pouquinho então…
August 22nd, 2007 — internet
Tá na capa do UOL uma versão “traduzida” de um vídeo antigo do David Pogue, que fala sobre celulares infantis.
A tradução é falada sobre o áudio original - não dá pra não ouvir as vozinhas das crianças e não lembrar do 1406.
Mas é Pogue pras massas. E isto é ótimo.
August 22nd, 2007 — internet, web social
Semanas após publicar o post que analisa a criação da Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música (APCM), recebi um e-mail da assessoria de imprensa do órgão, assinado por Luciano Diegues.
Na mensagem, Diegues questionava que havia escrito sobre “fracas operações nacionais da MPA e IFPI” contrastando com toneladas de dados sobre apreensões de CDs e DVDs em bancas de camelôs ou shopping populares.
“Estes dados apenas exemplificam o total desconhecimento e desinformação do jornalista, quando o mesmo diz que as antecessoras da APCM possuíam uma atuação fraca”, argumenta.
Como Diegues preferiu copiar na mensagem jornalistas responsáveis por meu trabalho no IDG Now! e não no Chá Quente, o debate foi trazido para o âmbito público. A resposta na íntegra está abaixo.
*
Olá Luciano,
antes de tudo, me desculpe a demora. Ao limpar minha caixa de entrada, encontrei seu e-mail separado para uma resposta que, na ocasião, não se concretizou. Agora, porém, faço questão de responder.
Intrigou-me receber seu e-mail poucos dias após as estatísticas do Chá Quente apontarem uma grande movimentação de usuários pelo post sugerido, principalmente vindos do Google pela busca de “Antônio Borges”, nome do atual presidente da APCM.
É bem provável que não saiba, mas o Chá Quente se propõe a cobrir e analisar o mercado de música digital no Brasil em todas suas nuances, seja a abertura de serviços brasileiros ou as conseqüências (legais ou mercadológicas) que arquivos digitais estão acarretando no mercado nacional.
Vamos aos fatos: em um mercado onde 1,1 bilhão de canções foram baixadas ilegalmente em 2005, dado divulgado pela mesma entidade que formou o órgão que você assessora, as autoridades brasileiras anunciaram, no final do ano posterior, a prisão e conseqüentes processos judiciais contra 30 brasileiros.
Soube disto não por assessores da ABPD (inclusive, tenho bastante apreço pela Edna Calheiros): quando John Kennedy, presidente da IFPI, órgão internacional da qual faz parte a entidade que você assessora, esteve no Brasil para anunciar as primeiras repreensões nacionais, falei com ele por telefone, o que acarretou em uma entrevista no IDG Now!.
Talvez esta matéria você não tenha visto. Nos meses seguintes, entrei em contato seguidas vezes com a mesma assessoria da ABPD para entender como a história se desenrolaria: saber os nomes dos acusados, quanto os processos pediriam de indenização ou mesmo se os processos foram para frente ou não.
Talvez sua acusação de desinformação seja real, mas não por culpa minha: mesmo que eu tenha perguntando exaustivamente, foi a ABPD, órgão que criou a agência que você assessora, que não agiu de forma transparente para divulgar informações sobre os processos. A explicação? Sinceramente, não sei.
Como lhe disse, o Chá Quente cobre multimídia digital. Realmente, a apreensão de milhares de cópias de CDs e DVDs são alardeadas com orgulho por todas as organizações ligadas à manutenção de direitos autorais e fazem parte do processo que estes mesmos órgãos acreditam ser o correto - não vamos entrar neste mérito.
A questão é que a tal da repreensão online da pirataria, medida pela primeira vez em 2005, é praticamente nula e nisto mantenho minha postura.
Na reunião de lançamento da APCM, onde tive a oportunidade de falar com Borges, Paulo Rosa (você deve conhecê-lo, não?) admitiu que não haverá repreensão a usuários finais que baixam música no Brasil, apenas os “grandes uploaders” (as palavras são dele).
Isto não é interpretação, é fato.
Recebo religiosamente as informações com apreensões de CDs e DVDs em banquinhas e shoppings populares tanto de organizações de direitos autorais (como a APCM) como de associações de software (como a ABES). Este é um lado das ações.
Com 30 processos feitos quase na surdina em um ambiente de 1,1 bilhão de músicas (e crescendo), podemos considerar que as apreensões de rua compensem estes números?
Uma pequena distinção: sites que vendem filmes piratas gravados em CD que são entregues pelo Correio é pirataria física e não digital, ok?
Se um dia a APCM quiser falar sobre os processos no Brasil, para talvez esclarecer melhor o combate à pirataria digital, ou mesmo mudar sua estratégia de combate à pirataria digital, estou totalmente aberto para conversas e, se compensar, comentar o assunto no Chá Quente.
Este e-mail também é para esclarecer que, antes de se fazer pré-julgamentos e sair alardeando como é boa a empresa para qual se trabalha, é bom conhecer o assunto a fundo e considerá-lo bem longe desta postura corporativista antes de distribuir acusações de desinformação.
Por fim: o Chá Quente é um blog pessoal onde eu analiso e exponho meu ponto de vista sobre alguns assuntos ligados a tecnologia - música digital, inclusive. Por isto mesmo qualquer tipo de problema ou dúvida deve ser levado àquele e-mail logo abaixo da minha foto, para ser tratado diretamente comigo.
Como você se deu ao direito de comunicar meus chefes sobre sua reclamação (o que, francamente, me levou apenas a pedir que desconsiderassem a mensagem para que eu mesmo tratasse do assunto na esfera pessoal), me dou o direito de levar um assunto particular para uma esfera pública.
Esta resposta, assim como um resumo do seu e-mail original, já estão publicados no Chá Quente. Este é o link - http://felitti.wordpress.com.
Abraços,
Guilherme Felitti