É inegável afirmar que havia uma grande expectativa sobre a palestra que o sul-africano Mark Shuttleworth daria na Campus Party. Além de ser a apresentação que fecharia o evento, era o hypado milionário responsável pela distribuição de Linux mais mastigada do mercado, aquela que realmente poderia roubar usuários não iniciados nos assuntos do pengüim.
Além do Ubuntu (coloque aí novas funções, próximas distribuições e versão móvel), Mark poderia falar sobre segurança, espetar a Microsoft até o fim criticando o Windows Vista ou deixar todo mundo babando com suas histórias de astronauta. Potencial o garoto tinha.
Não foi isto que se viu na palestra. Mark foi burocrático e passou cerca de 40 minutos correndo uma apresentação de slides que introduzia o projeto. Fazia sentido se o Ubuntu ainda não tivesse nascido e precisasse da aprovação da comunidade. Ali, o que o Ubuntu menos precisava era de aprovação.
Piourou ainda uma tradutora que cortava Shuttleworth a cada frase terminada para explicar em espanhol o que acabara de ser dito. E ledo engano que a platéia formada por geek locais sabia inglês em sua maioria. Quando Mark perguntava, eram 3 ou 4 mãos que levantavam, enquanto a rechonchuda tradutora provocava dezenas de mãos aos céus antes do fim da pergunta em castelaño.
Por fim: tanto a foto aí de cima (veja a galeria completa aqui) como a melhor cobertura de um blog na Campus Party, que incluiu até perfil da cover da Amy Winehouse que servia café na sala de imprensa, era, ironicamente, do El País. Dá um pulo lá pra ver.










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