
Para leigos (tipo eu), a melhor explicação para o mercado financeiro está na metáfora do “estouro da manada” - vai um boi, vai uma manada e, em pouco tempo, pronto, o grupo inteiro se foi.
Na última semana, as ações da Apple caíram 5% na quarta após Steve Jobs anunciar a renovação da linha iPod. O motivo foi um corte exageradamente alto e prematuro no preço do iPhone.
Cortes de preços são triviais e ocorre graças à própria natureza do mercado de tecnologia, algo que tem uma certa relação com o raciocínio de Gordon Moore na sua lei.
Pelo menos no mercado de TI, paga-se menos por equipamentos defasados em relação ao que há de mais novo. Todos que se aventuram na tecnologia já sofreram este problema dada a volatilidade do setor.
Mas o corte de Jobs foi cedo e alto demais, o que deu ao mercado uma confirmação extra sobre as supostas vendagens abaixo do esperado do badalado iPhone, que já tinham derrubado as ações da empresa em 4% em julho.
Além da fúria dos early adopters, o corte serviu de prova a quem suspeitava que a Apple não bateria sua previsão de vendas e, para evitar isto, resolvera apelar para um corte de preço antes da hora.
No dia do anúncio, nem as ações da SanDisk nem da Nokia, concorrentes diretas dos produtos anunciados pela Apple, caíram tanto como as da própria Apple.
Implicância? Não. Altas expectativas de mantar o ritmo de inovação, algo que já havia desafiado o Google também. E quando expectativas, jogadas lá no alto pelos investidores e analistas, são frustradas, a manada estoura.









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