Virou moda fazer cobertura ao vivo dos keynotes da Apple. O que antes era idéia só de blogs de gadgets, com Engadget e Gizmodo (o mais divertido pra mim) na ponta, se transformou em uma bela alternativa para blogs (TUAW, MacObserver e MeioBit) sites de tecnologia (CNet, ZDNet e, mea-culpa, o IDG Now! também tá nesta) de maneira geral aumentarem seus pages views.
A explicação é uma só: o tal groundswell, inglês para “vagalhão” cunhado pelo analista da Forrester Josh Bernoff para designar o aumento do tráfego online provocado pela curiosidade do usuário. Assuntos que correspondem a determinadas curiosidades humanas, como as supostas ameaças do PCC em São Paulo ou o acidente aéreo com o vôo 3054, promovem mais cliques.
O keynote de Steve Jobs é um destes fenômenos. Problema é que o fenômeno é tão forte que nem a acomodada que o mercado dá pra se ajustar à cobertura online dá vazão aos cliques. Lembrou do Twitter? Provável ferramenta de centenas de usuários, ficou fora do ar durante o keynote pela exagerada procura de usuários.
O CoverItLive foi criado só pra isto: você se cadastra e tem uma plataforma ajustada pra atualizações rápidas. No primeiro teste, também ficou fora do ar. A cobertura com a ferramenta é mais ágil, mas não leva seus page views às alturas - como o MacRumors Live preferiu a agilidade aos dados inflados ao usar um sistema semelhante, ainda considero o melhor lugar para acompanhar.
Estatisticamente, o caminho do MacRumors Live desvirtua completamente a razão da cobertura ao vivo. Dados da Hitwise apontam que a cobertura do keynote da MacWorld 2007, onde o iPhone foi revelado, dobrou o tráfego médio do Engadget (ainda não há dados para 2008).
Mesmo que a overdose de coberturas e um keynote nem tão legal (cadê o “there´s one more thing?“), blogs e sites descobriram uma maneira de compartilhar um bolo (ô frasesinha corporativa…) que parece não ter limite pra crescer - o da curiosidade dos usuários, não dos keynote onde Jobs desfila suas mesmas frases e expressões de sempre.









2 comments ↓
Gui, do lado da grana, entretanto, não vale a pena - pelo menos pros muito grandes. As ferramentas de publicidade online não conseguem ainda ‘entender’ o aumento súbito de tráfego em um dia e queimam os estoques de banners nos Gizmodos e Engadgets da vida - que teoricamente ficam sem provisões pro resto do mês. Se eram, sei lá, 1 milhão de impressões/mês previstas para janeiro, metade desse estoque vai embora num dia só. Mais no Gawker:
http://gawker.com/344995/why-blogs-dont-make-money-on-apple-day
Aí entra uma certa malícia dos editores, Henrique. O Nick Deton, por trás do Gwaker, já deixou claro que quer mais page views. Talvez estas coberturas comessem a incentivar uma nova categoria de publicidade massiça em momentos pontuais. Talvez.
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