Entries from March 2008 ↓

myspace e o canal de tv

O MySpace Brasil, que se integrou à plataforma OpenSocial nesta quinta (13) como adiantado no começo da semana, está em negociações com uma grande rede de televisão no Brasil que, segundo o presidente Émerson Calegaretti, deverá dar suporte a um “belíssimo crescimento na base de usuários” até o final do ano.

O MySpace se aliando a um canal de TV para ganhar tração e tentar bater de frente com o Orkut? Já lemos sobre isto aqui. Até o segundo semestre, espera o MySpace Brasil, a negociação deve estar fechada.

Da estréia da versão em português, no final de outubro, até agora, a base do MySpace Brasil pulou de 300 mil para 1,3 milhão de brasileiros, segundo dados da própria rede, que joga a culpa na tradução pela mudança no perfil, mais popular agora,que levou ao crescimento de mais de 4 vezes em cinco meses.

o myspace se abre para o opensocial

Enquanto o Google atrasa a integração do Orkut com o OpenSocial em nome da segurança (e começa a falar sobre os primeiros aplicativos selecionados), o MySpace abre até o final da semana a rede social para a plataforma aberta.

a microsoft fala (pelos cotovelos) pelo IE

Ainda que tenha tomado uma multa de US$ 1,3 bilhão dias depois de se comprometer em ser mais aberta (a ironia seja mãe de qualquer atividade humana), a Microsoft parece estar firme e forte na sua postura de interoperabilidade, pelo menos no IE8.

Após o primeiro beta (que será tema de post por aqui), que traz três sistemas de renderização de páginas para respeitar tanto os padrões online da W3C como os padrões que a Microsoft resolveu criar, os responsáveis vieram a público justificando porque o browser não passava incólume no teste do Acid2.

Em outros campos, a empresa pode não ter convencido. Pelo IE, a empresa mostra que não foi só discurso. Agora, o software funcionar direitinho é outra história…

hyperlink nas palavras do firefox

Ia perguntar neste blog se algum engenheiro de boa vontade não queria criar um plug-in para Wordpress que, no clique sobre determinada palavra, buscasse o termo automaticamente no Houaiss - algo que o iG já fez para busca e o New York Times já fez como glossário.

Até encontrar o add-on para Firefox HyperWord. Clique duas vezes sobre uma palavra para poder buscá-la no Google, Flickr e Technorati, ter, num pop-up dentro do site, um preview do artigo que a define na Wikipedia, consultar as ações de uma empresa ou traduzí-la. Veja um preview do seu funcionamento no YouTube.

O HyperWord faz um belo cruzamento de bancos de dados sem que o usuário precise copiar e colar o termo no serviço desejado. Esta automatização do cruzamento de dados deve ser uma função de destaque do IE8 e do Firefox 3 - este suportará os MicroFormatos, enquanto aquele tem uma função similar chamada Activites.

O HyperWord, já instalado em casa e no trabalho, foi encontrada na lista de 10 plug-ins que, supostamente, você não conhece - título bastante pretencioso, mas conteúdo para referência.

apple: o canal, não a loja mais uma vez

A Iguatemi Empresa de Shopping Centers deverá confirmar ainda nesta semana a inaguração do que vendeu-se como Apple Store no Brasil.

Na verdade, a Fast Shop inaugura novas filiais, reformuladas, e com um stand dedicado à Apple no Iguatemi e no Market Place, como o presidente da empresa, Carlos Jereissati Filho, já havia adiantado ao Valor.

Não há Apple Store como a conhecemos lá fora. Pelo menos por enquanto. O acordo entre Fast Shop e Apple segue a tendência iniciada com o Pão de Açúcar de usar estrutura já disponível de varejos focados nas classes A e B.

3 perguntas pra joão marcelo bôscoli

1 -  Qual o interesse de uma marca em patrocinar o download gratuito de um álbum?
O mesmo tipo de interesse que leva uma marca a patrocinar a TV aberta há mais de 50 anos: criar elos emocionais com seus consumidores, formadores de opinião e a sociedade.

2 -  Acha que, no mercado brasileiro, o modelo pode crescer ao ponto de sustentar uma banda?
Sim, nós acreditamos. As pessoas amam música, os artistas precisam se sustentar e as marcas precisam se comunicar.

3 -  O  modelo tem futuro entre outros estilos de música fora do emocore e o hardcore, como mostra a lista abaixo? 
Nesse caso, é uma decisão do público. Como nosso processo é democrático, é ele quem decide.

da web: são paulo

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Uma São Paulo (mal aí, leitores de outras cidades) que não se vê de dentro do congestionamento por fotos maravilhosas do Tuca Vieira. Tem mais uma tonelada no Flickr do cara.

a fé de trent reznor na música digital

Trent Reznor já tinha passado por uma experiência nada boa com a divulgação de músicas online com um modelo bastante maleável pelo usuário. Entre a versão gratuita e a custando US$ 5 dólares do disco de Saul Willians The Inevitable Rise and Liberation of Niggy Tardust, menos de 20% escolheram pagar pela segunda, que tinha melhor qualidade.

E, contra todas as evidências, veio Reznor de novo, oferecendo uma nova coletânea instrumental do Nine Inch Nails, chamada Ghosts I-IV, sob a licença Creative Commons - o Ghosts I é gratuito, enquanto US$ 5 valem o download de quatro discos e dois CDs com livreto saem por US$ 10.

Desta vez, Reznor colocou na roda também duas versões luxuosas do disco, nos mesmos moldes do que o Radiohead fez com In Rainbows. Todas as 2,5 mil edições mais luxuosas (US$ 300 cada) se esgotaram em um dia. Pro bolso do Reznor, foram US$ 750 mil, fora a quantia doada (é, faz sentido) pelos fãs no download digital ou na compras das outras versões físicas, algo impossível de precisar a não ser pelo próprio Reznor.

É difícil também dizerm no absoluto, se a grana é muita - alguém aí sabe quanto o cara gastou pra produzir o álbum? Só que não é fácil adivinhar que, mesmo com um belo abatimento entre custos de gravação, produção e fabricação dos álbuns, o que chega limpo pra Reznor deve ser mais que os centavos que artistas se acostumaram a receber de gravadoras - preciso apurar melhor, mas 10% parece ser um número recorrente, ainda que existam flutuações.

Reznor também está na linha de frente de usar jogos imersivos, uma maneira ainda bem incipiente de explorar o conceito de realidade expandida, misturando pistas no mundo real e na internet, para envolver fãs e ajudar na divulgação do teu último álbum, Year Zero, culminando em show secreto pra cambada que montou as dicas - a Wired explica com detalhes.

Problema é que nem todos são como os fãs que montaram o quebra-cabeças e viram Trent tocar músicas inéditas então cercados por um ambiente forjado. O experimento de Reznor (e do Radiohead e do The Charlatans) bota o holofote sobre o usuário - depois de reclamar tanto do preço dos CDs, da opressão de gravadoras e da tática do medo de RIAA e similares, pagar US$ 5 está longe de ser algo impossível, certo?

A se julgar pelas redes torrent, salpicadas com a versão quádrupla (e paga) do novo disco, errado.

a falta de paciência com a mpa

Eu e a chefia feminina Daniela Braun gravamos podcast com Márcio Gonçalves, diretor da Motion Picture Association (MPA) pra América Latina. Fora o discurso chavão, cravejados por uma conversa menos raivosa e bem mais tolerante que o esperado, confesso, Gonçalves foi perguntado sobre os serviços que usa no Brasil para baixar filmes.

Segue abaixo a transcrição literal dos últimos segundos de gravação, editados na hora da publicação do podcast final. O grifo, evidentemente, é meu.

Receberei um novo e-mail mal educado com este post?

*

Daniela Braun - Por qual serviço você baixa filmes na internet?
Márcio Gonçalves - Olha, aqui no Brasil tem o eOnde, que é um produto legítimo que tem conteúdo. E tem outros que tão começando. O próprio Terra já tem algumas parcerias e também está distribuindo conteúdo legal.
Guilherme Felitti - Mas pra baixar filme?
MG - O eOnde sim. O Terra por enquanto é streaming.
GF - E dá pra comprar legal? Você compra e assiste?
MG - Olha, eu nunca comprei pra falar a verdade. Mas no eOnde sim e, no Terra, você faz o filme, não baixa. É uma coisa nova ainda, não sei se tem muito conteúdo mas já sei que tem várias parcerias desenvolvendo.
DB - Mas você já baixou pra ver como é que é?
MG - Eu?
DB - É
MG - Pra falar a verdade, eu nunca baixei, nunca testei. Entrei, mas nunca tive paciência pra baixar e comprar.
GF - E os usuários vão ter paciência também?
MG - Olha, eu acho que este é o grande desafio da indústria. Temos que oferecer o conteúdo de forma fácil, prática e rápida. Acho que este é o grande desafio qeu a indústria tem que vencer.

*

Talvez o Márcio Gonçalves goste de saber que o Brasil vai ganhar sua primeira loja de aluguel de filmes digitais. Eu conto mais tarde, ok?

jornalismo cidadão na globo.com e no uol

cogumelo
Pessoal do iG, tenha lições de como aproveitar bem conteúdo jornalístico do usuário com exemplos recentes da Globo.com e do UOL.

A primeira pela felicidade de recever o arquivo enviado pelo leitor Odair Rodrigues do momento pouco após da suposta explosão na Usina Elevatória de Traição, entre a Vila Olímpia e a Berrini, que causou o apagão na Zona Sul nesta sexta-feira (04).

A segunda pelo vídeo feito pelo usuário lacpremier enviado para o VideoLog com o que provavelmente foi o primeiro vídeo do galpão na Barra da Tijuca atingido pela queda de um avião no domingo (02). No dia, o UOL linkava direto para o vídeo no VideoLog como subdestaque principal da sua home.

Há um ano, o Fantástico ousava com uma matéria apoiada no UGC - atingida por uma bala perdida em um tiroteio, Priscila Aprígio tinha sua imagem registrada por celulares de testemunhas em horário nobre de domingo.

Há cada vez mais conteúdo a ser estudado para o mestrado. Maravilha.

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