Entries from April 2008 ↓
April 30th, 2008 — cultura

Sessão nova no Chá. Sem peridiocidade exata, álbuns inteiros ou músicas solitárias só no instrumental - pra você fingir que é um band leader e que todo mundo te respeita ou pra misturar com outras cositas por aí. Começa com “Back to black”, da Amy Winehouse.
April 30th, 2008 — cultura
April 28th, 2008 — internet
“There comes a moment in the life of every filthy hack when he finally realizes what business he’s actually in — not the glamorous, rollicking newsman’s life depicted in movies like The Front Page and His Girl Friday; not the grandiose investigative heroics of All the President’s Men and The Insider; but rather the grubby business of attracting an audience to whom advertising messages can be shown, and performing this task for a tiny fraction of the money your organization intends to generate from those advertisements. In other words, you are a whore. And not even a well-paid one.
Better yet, you are duped into not realizing your whoredom by being flattered and pandered to and spoonfed lies about the importance of what you do. You believe these lies and fill yourself with the notion that you are central to the business at hand — essential, key, vital, necessary. But then one day, for whatever reason, you see the real nature of your job. You realize that far from being central to the business of journalism you are in fact the piece that could most easily be dispensed with.
Much to your chagrin and dismay you realize that the true heart of your corporation beats not in the newsroom, where you sit, but on the other side of the wall, in that storied realm you’ve never actually visited but where you are told various dirty people do various dirty things and are paid, you’ve heard, a great deal more than you are. You’ve always dismissed those people, thought of them as a pack of glad-handing graspers who were kept on board to keep the ad machine running so that you, Mr. Hack, could carry on the grand important work of Journalism with a capital J.
Then one day you realize you’ve had it backwards. The beast doesn’t exist to support you. You exist to support the beast. They, not you, are running this business, and they laugh at you behind your back and not-so-secretly despise you for being so easily tricked into lining their pockets for them. The truth is right there in front of you! It has been all along! This is all even more hilarious because you make such a big deal about how shrewd and cynical you are; you’re the tough guy who cuts through the bullshit and spots the truth. Except when it comes to your own situation, that is.
Suddenly you feel like a puffed-up, pious fool. Which is good, because that is exactly what you are.”
*
Daniel Lyons (a.k.a. Fake Steve Jobs) põe em palavras um amargo presente no jornalismo (não só tecnológico, imagino) ao comentar sarcasticamente (?) acusação de colunista do New York Times sobre uma suposta falta de caráter do ex-editor do Wall Street Journal.
Pra colar nas paredes das faculdades de jornalismo, junto ao desenho do Braga.
Você, parceiro de redação, põe o Miles pra tocar e chora.
(Valeu, Vinícius)
April 20th, 2008 — internet


Dois infanticídios, duas explosões de interesse no Google.
O comportamento de um prestes a se repetir com outro, ainda que com maior interesse - explosão de buscas e cliques e consequente ostracismo completo.
Aliás, estranho perceber tanto Estado fora do Sudeste na lista das que mais buscam os nomes das crianças. No primeiro caso, Goiás isolado. No segundo, Ceará.
No seminal “The Search”, John Battelle chamou os buscadores de “banco de dados das intenções” - os principais interesses da sociedade em determinado período estão ali, armazenadas nos registros dos buscadores.
Não poderia ser mais verdade.
April 20th, 2008 — internet
Depois da Justiça norte-americana, o Wikileaks agora sofre a pressão da Igreja da Cientologia pelo vazamento da bíblia de 612 páginas da religião pop (e caricata) em Hollywood.
A Cientologia não sabe algo que o Julius Baer Holding sabe bem agora: que a tal bíblia já está impresa - não sai de perto das mãos do público em geral nunca mais.
Nada como escolhas ruins em nome da experiência. O Citizen Media Law Project tem mais informações.
April 19th, 2008 — internet
Sabe o Loading Vault, incensado por aqui? Esqueça. Era um projeto bancado pela empresa de ad e spyware Zango, que deu as caras aos pouquinhos.
Na época do post, uma simples busca levava ao arquivo no RapidShare. Hoje, é necessário se cadastrar ou instalar uma barra para navegador. Pelo péssimo histórico da Zango, o conselho (ordem?) é não instale.
É da Zango também, processada por práticas abusivas de espionagem de usuários, o RapidLibrary, outro bem montado sistema de busca para o RapidShare. Mesmo estilo: busca simples seguida de exigência de cadastro.
Entre as alternativas, escolha entre FilesTube, RSFind e FilesHunt.
April 19th, 2008 — cultura


Estreou ontem nos EUA o “Zombie Strippers” - o nome diz tudo.
Junte a überatriz pornô Jenna Jameson com Robert “Freddy Krueger” Englund numa história sem muito nexo que envolve, evidentemente, strippers rebolantes que dança no cano e atacam os tiozionhos tarados que tentam botar grana em suas calcinhas.
Pelo MetaCritic, a resposta é morna. E daí? É um filme de strippers que viram zumbis, não um candidato ao Urso de Ouro. O trailer comprova a podreia.
A associação entre putaria e zumbis (num nível muuuito mais foda, literalmente) rendeu o “Erotic nights of the living dead“, italiano podre até o talo do Joe D´Ammato que envolve um arquiteto atrás de um terreno pro seu hotel em uma ilha enfeitiçada.
Kitsch até o talo de tão podre.
April 18th, 2008 — internet

Março foi meu mês com maior volume de twittagem. No quesito “quando?”, eu sou coluna do meio - quarta-feira e perto do meio dia são o dia e o horário com mais twitters. Tentei o TwitterMSN, mas não rolou. Quando estou longe do meu PC, vai pelo Netvibes. O cumpadre Henrique é a quem mais respondo.
Belíssima ferramenta de análise este TweetStats. Cumpre bem o papel analítico do Twitter, ao contrário das buscas - entre TweetScan, Summize e Flaptor, não há ainda um serviço decente que busque com precisão o Twitter.
Update: Quer brincar com uma tonelada de ferramentas para o Twitter? O The Museum of Modern Betas Labs (que nome fodido!) te lista 100. Ainda tem o Tweet Clouds, que me conta que eu já disse “porra” 19 vezes no meu Twitter (bem corporativo, hã?).
April 17th, 2008 — cultura

Do caralho as faixas que a Jovem pendurou pelas grades da Vila Belmiro no jogo contra o Cúcuta (”o Santos é o time da virada/o Santos é o time do amor”) homenageando o time foda do Santos de 62, aquele que levou o primeiro bicampeonato mundial pra um time brasileiro.
Falta uma edição definitiva em DVD da final contra o Benfica (tem alguns minutos bem porcos no YouTube), no jogo que Pelé diz ter sido o melhor da sua carreira.
April 17th, 2008 — cultura, internet

Já rolou há algumas semanas (de novo), mas não custa avisar.
A Editora do Bispo colocou pra download gratuito os PDFs dos “Por que se mete, porra?”, do galanteador Peréio (que vai vagar pela Virada Cultural 2008 recitando trechos da obra do Machado de Assis); “Vendo alma vagabunda com tatuaje del che”, da Pinky Wainer; “Manual para fazer das crianças pobres churrascos”, do Jonathan Swift; e “Catecismo de devoções, intimidades e pornografias”, do Xico Sá.
Quando a editora soltar o Aurélia, aí fica bom.