Se você quer entender o porque das empresas de tecnologia obedecerem às leis chinesas, procure ler o posfácio que John Battelle (que já se questionava quanto à liberdade online em abril) escreveu na segunda edição do seu ¨The Search¨, que diz respeito principalmente à ação do Google no país.
Veja Tammy Haddad, jornalista que mantém um videoblog de política na Newsweek, falando sobre a entrada de câmeras simples e de alta definição na confecção de jornalismo pra Beet.TV e sinta-se encorajado a abandonar a suposta falta de treinamento profissional com a câmera na mão como principal motivo para não ter um vlog deste na sua redação.
Update: é, esta porra não vai abrir mesmo. Clica aqui e veja o vídeo lá no site da Beet.TV merrrmo, vá.
Quer dizer que o Google, que deve ter embolsado uns bons com ela e com outros artistas no ranking dos mais vistos, achou um modelo comercial pro YouTube? Não. Ainda existe uma imensidão de vídeo no site que não tiveram a atenção suficiente para justificar uma receita monstro como o citado - o segredo do lucro do AdSense está também nas buscas nem tão comuns, que geram grana em volume.
Tá, o problema é que a base dos processos de grandes estúdios contra o Google pelo YouTube é o lucro advindo de conteúdo supostamente pirateado, o que exigiria uma divisão.
Se o Google se apoiar apenas em vídeos de usuários para levar suas verdinhas no YouTube, o problema ganha corpo - bebê rindo e guitarrista fazendo solo não sustentam o site, certo? É tanto verdade que uma revelação longe do corporativismo do próprio YouTube revela isto - menos de 3% dos vídeos vendem publicidade.
O lance ainda não envolve bloqueio de conexão ou processo por quebra de direitos autorais. No começo, os provedores vão rastrear usuários com grande tráfego em redes P2P e torrent e enviar ¨cartas de educação¨(as aspas são minhas) para conscientizar o cara.
Foda é que, em nenhum momento do anúncio do memorando de entedimento, fica claro que atitudes serão tomadas (com apoio do Governo) para enquadrar quem recebe e rasgas ao meio as cartas - cita-se apenas mecanismos para uma ¨redução significativa¨ (desta vez, as aspas não são minhas) nos downloads.
Na maneira como acessamos a internet hoje, o provedor é o detentor de todos os registros de nossos passos online e capaz de analisar suas pegadas ou seu histórico de banda consumida para indicar possíveis hábitos digitais - dar a uma instituição que sabe tanto o poder de controle e fiscalização (algo que ainda não está totalmente claro na nova versão do PLC 89/03 para os provedores brasileiros) é algo extremamente perigoso.
Se é verdade aquele chute de mercado de iniciativas digitais levam uns 3 anos para serem replicadas aqui no Brasil (a neutralidade não entrou na pauta nacional pela pura covardia de operadoras de citar possíveis práticas de traffic shaping), então você pode começar a esperar quando um projeto de lei que permita tal será apresentado.
Você, zumbi carente e solitário no mundo, dê um pulo no ZombieHarmony para achar seu parceiro ideal. Dá pra escolher o nível de putrefação, membros que ainda restam ao corpo e velocidade de locomoção - dos clássicos do Romero ao velocistas do Zack Snyder.
O site tem uma página só e é uma brincadeira do site de namoro Mingle.
Opa, quer dizer que o clássico ¨A noite dos mortos vivos¨ já está em domínio público? Se suas costas aguentarem, ele tá inteiro no YouTube.
Alexandre Magalhães está por trás do Coleta RS, métrica do Ibope//NetRatings que tenta medir o impacto da construção da imagem de uma marca dentro redes sociais - notoriamente, o Orkut. É o cara a se consultar quando se precisa de números que desconstruam o internautas brasileiros.
O gráfico acima, gentilmente passado, reproduz a explosão do Orkut no Brasil entre abril de 2004, quando começou a aparecer nos gráficos do Ibope, a dezembro de 2005, quando já atingia quase 60% dos internautas domésticos no Brasil. Qual a importância do Orkut na internet brasileira? O Orkut só não tem mais importância que ferramentas de busca, o Google majoritariamente. Diversos segmentos da internet nacional são dependentes disto. Para outras redes, ele é um transferidor de tráfego enorme, até para outros concorrentes.
Neste momento não rola (roubo de tráfego), já que todo mundo cresce. o MySpace tem um nicho mesmo, voltado totalmente para música. Hoje, dependendo de onde você está, é obrigado estar em buscador ou rede social e o Google é realmente uma porta de entrada para o brasileiro na internet. Há alguma razão pelo sucesso relacionada a características regionais? A internet no Brasil está em momento de posicionamento e segmentação. Talvez as gigantes não estejam atendendo regionalmente e role uma oportunidade aí. O uso das redes sociais no Brasil é um fenômeno que atinge todas as idades de maneira intensa - aí entra comunidades, blogs, MSN, fotologs, etc. O uso é intenso para qualquer faixa etária, em qualquer segmentação do povo brasileiro.
A questão dos convites também foi muito forte, atingindo um público jovem que queria fazer parte do grupo (adolescente se integrando ou se excluindo). Aí começou a explodir. Depois, houve expansão para outras faixas etárias, o que faz com que o Orkut seja uma representação fiel da internet brasileira.
O MySpace é perigo? Sim, mas a médio e longo prazo. Como está crescendo muito, eles são mais impulsionadores um do outro que concorrentes. Não vejo pessoas procurando alternativa ao Orkut (hoje no Brasil). Em seis meses, o MySpace Brasil parte de 50 mil usuários para cerca de 2 milhões (nota do blogueiro: o pulo seria ainda maior se a parceria com a Band tivesse saído - sabe-se lá por que não saiu).
Houve, sim, brecha quando o Orkut forçou a criação de conta do Gmail, mas depois disto aquilo foi colocado em segundo plano. Ali havia uma preocupação, hoje não. A relação é um pouco diferente, já que as pessoas estão ampliando suas atividades. Os portais têm mais perigo (de perderem tráfego).
Sonico e HI5 (altamente populares no resto da América Latina) estão crescendo muito no Brasil. Por ser na AL, elas podem estar cavando um espaço que alguém pode explorar para diferentes regiões.
Update: táquepariu! Na madrugada de quinta pra sexta, usuários reclamaram que o MSN ficou fora do ar por meia hora. Tô com bom pressentimento para este prêmio da MegaSena…
Ninguém escreveu um livro sobre isto (uma pena, tem material para caralho), mas existem algumas características dos brasileiros na internet.
A primeira deriva de uma maneira própria do internauta brasileiro navegar - o Google concentra quase 90% das buscas no Brasil principalmente pela mania nacional de recorrer aos primeiros resultados da lista de determinados termos buscados.
Os brasileiros fazem de posts centros de discussão (ou simplesmente de bater cartão) em determinados assuntos - alguns exemplos, dos maisvariados assuntos, estão sendocoletados por este blogueiro para uma artigo acadêmico algum dia. Visite alguns e entenda a questão.
Os salsinhas dominam a internet brasileira e, em muitas ocasiões, não entendem qual a proposta original do post ou as ligações de quem escreveu sobre o assunto abordado - o post da Rebeca sobre as roupas das novelas é extremamente indicativo neste sentido.
Os salsinhas têm relação com a mesma cultura web brasileira, bastante imatura ainda, que coloca o Orkut como fenômeno online nacional em detrimento das funções do Facebook (o assunto tá bem explorado na matéria sobre as razões do motivo do Orkut no Brasil lá no Now!).
E é sobre a penetração do Orkut que este post se trata (porra, de novo, Guilherme?), com relações diretas com uma segunda característica do internauta brasileiro - transformar um determinado local digital em ponto de concentração quando algo maior os impele a tal.
Com um ponto definido, fica muito fácil que um boato ou uma informação nascida da cabeça de algum animal ganhe relevância num grupo histérico por mais informações - o medo causado pelos supostos ataques do PCC à capital paulistana tem aí outra ponta de relação com esta possibilidade da mentira virar verdade numa situação de tensão em que todos buscam alguma informação.
Na necessidade de informações, um blog que banque bobagens, como fazem o BlogInternacional e o BlogEmo, vira um ponto de encontro na ocasião, como realmente viraram, com seus quase 2 mil comentários somados em apenas 3 (!!) horas.
A histeria de momentos como este forma um ambiente apinhado de internautas incautos desesperados atrás de alguma (qualquer!) informação onde notícias falsas e totalmente fantasiosas são consideradas e levadas a sério.
Depois a gente ainda tem esperança que o jornalismo colaborativo atinja a massa brasileira além da “sorte” de alguém com um celular com câmerapresenciar algo que valha no noticiário. Acho que, por enquanto, não.
Meu relapso total com mensagens eletrônico foi apunhalado neste fim de semana quando, pela curiosidade de limpar minhas já datadas tags do Gmail, apaguei milhares de mensagens não lidas, me descadastrei de informativos eletrônicos, descobri a mágica do botão Archive e lembrei que as tags agora têm cores.
A anarquia de mensagens melhorou uma barbaridade - caiu das cerca de 9 mil para 2,5 mil mensagens não lidas.
Mensagens para o mestrado, para o Now!, particulares e para este Chá agora têm seus títulos coloridos por tags (o que desafogou as estrelhinhas, única seleção feita anteriormente) e uma nova regra força que qualquer e-mail lido seja logo arquivado.
As listas de discussão que participo chegam agora por apenas um e-mail que resume tudo o que foi dito no dia. Lido, arquivado.
Pela primeira vez em anos, minha caixa de entrada não parece um caos que misturava e-mails que deveriam ser respondidos com informativos inúteis, listas de discussão que não interessavam mais e promoções que driblavam o filtro antispam do Gmail.
Daí hoje eu descubro na Cnet o relato do Stephen Shankland, comentando a agradável surpresa que teve ao mudar do Yahoo Mail para o Gmail em termos de funções que facilitam a organização de mensagens.
Se você cultiva mas não curte o caos, como eu, se inspira no cara e comece tanto a mexer nos filtros do Gmail como a criar algums regrinhas de uso de e-mail. Sério, ajuda a produtividade que é uma beleza. Este Chá tende a se beneficiar da mudança.
Faz todo sentido. Considerado uma idéia ruim que deu certo pelo Fábio Gandour, teve como principal motivo por sua popularização a necessidade de apontar pontos na tela ou interagir com a interface gráfica de uma maneira que o teclado apenas não bastava.
Qualé a razão de ter um dispositivo mecânico que imita os movimentos da mão quando já se tem interfaces que reconhecem uma movimentação mais natural do corpo (ahê!) (tipo o Wii) ou movimentos diretamente no PC, sem a necessidade de um dispositivo físico (tipo multi-touch e a avalanche de gadgets que vêm por aí)?
O SenseSurface é outro possível prego no caixão do mouse - knobs físicos são acoplados à tela e permitem o controle de funções na interface gráfica do sistema operacional com maior precisão, no mesmo estilo que quem toca guitarra está acostumado com amplificadores ou reguladores de efeitos em pedais.
O botão se fixa magneticamente à tela do PC (estraga? os caras dizem que não) que reconhece a função envolvida, num esquema parecido de inclusão de chips nos dispositivos físicos com o Surface e as bolhinhas que surgem dos copos de bebida.
Softwares musicais são os que mais devem se beneficiar do protótipo, mas nada impede a adaptação do knob (e de outros botões, tipo slides) em outros formatos e para outras funções em micros que tenham apenas uma entrada USB, o que torna sua eventual penetração muito mais fácil.