Sabe o que são as duas imagens abaixo? “On the road“.
Sério. Stefanie Posavec, responsável pelo projeto Writing Without Words, criou regras para representar visualmente o ritmo da narrativa, os assuntos abordados e o tamanho de frases que formam os livros.
A couve-flor da primeira imagem separa os capítulos da obra, indicando quais os personagens ou assuntos envolvidos (azul claro representa o protagonista; vermelho, o narrador; vinho, amor e sexo; e creme, drogas e festas - a legenda está aqui) e o tamanho de cada sentença (quanto mais completo está o círculo, mais palavras são empregadas - explicações aqui). “Vê-se” a obra inteira.
No segundo, Posavec cria um ranking estatístico sobre o número de palavras usadas nas sentenças. Percebe-se que a maioria das frases do livro de Jack Kerouac tem 3 palavras. Por fim, a pesquisadora chega ao gráfico sobre a estruturação das sentenças. Da forma mais crua possível, “On the road” pode ser abreviado assim:
Entram na roda também “1984“, de George Orwell, e “O Intruso“, de Willian Faulkner, qur ficaram assim:
O NotCot mostra os gráficos em tamanho maior, por onde é mais fácil acompanhar os critérios usados para a representação gráfica de uma obra, levando-se em conta muito basicamente o contexto - é quase uma leitura matemática de um livro, algo que, por mais bonito que fique impresso no papel, não tem graça nenhuma.
Larry Lessig tá com novo livro na agulha. Baseado numa palestra de 18 minutos no TED, ¨Remix¨ explica e celebra a cultura do remix e detalha alguns dos problemas legais (ainda) enfrentados pela nova postura. Chega em outubro.
Quer dizer que o Google, que deve ter embolsado uns bons com ela e com outros artistas no ranking dos mais vistos, achou um modelo comercial pro YouTube? Não. Ainda existe uma imensidão de vídeo no site que não tiveram a atenção suficiente para justificar uma receita monstro como o citado - o segredo do lucro do AdSense está também nas buscas nem tão comuns, que geram grana em volume.
Tá, o problema é que a base dos processos de grandes estúdios contra o Google pelo YouTube é o lucro advindo de conteúdo supostamente pirateado, o que exigiria uma divisão.
Se o Google se apoiar apenas em vídeos de usuários para levar suas verdinhas no YouTube, o problema ganha corpo - bebê rindo e guitarrista fazendo solo não sustentam o site, certo? É tanto verdade que uma revelação longe do corporativismo do próprio YouTube revela isto - menos de 3% dos vídeos vendem publicidade.
Você, zumbi carente e solitário no mundo, dê um pulo no ZombieHarmony para achar seu parceiro ideal. Dá pra escolher o nível de putrefação, membros que ainda restam ao corpo e velocidade de locomoção - dos clássicos do Romero ao velocistas do Zack Snyder.
O site tem uma página só e é uma brincadeira do site de namoro Mingle.
Opa, quer dizer que o clássico ¨A noite dos mortos vivos¨ já está em domínio público? Se suas costas aguentarem, ele tá inteiro no YouTube.
Beleza, são quase cinco vezes menos votos que “O Poderoso Chefão”. Vamos ver depois do calor da estréia onde ele pára. O MetaCritic é um pouco menos entusiasta da idéia.
Tá rolando um caso semelhante aqui em São Paulo - um cara encontrou outro numa madrugada n’A Lôca, pediu que o esperasse lá fora e, depois de pagar a comanda, nada.
No Garoto d’A Lôca, ele descreve como ambos estavam, como rolou o papo antes do desaparecimento e faz um apelo (meio piegas, vá lá) pra encontrar o cara de novo.
O cara apaixonado garante que não é viral. Se tu passou sua madrugada do dia 13 a 14 de julho e lembrar de alguém que se encaixe no perfil, dá um pulo lá.
E o John Stewart dá o veredito final sobre a polêmica do cartoon com o Obama na capa da New Yorker.
Aliás, a Brave New Films fez uma compilação pra mostrar a cobertura que a Fox News faz da Michelle Obama, mulher do Barack, num tipo de cobertura bastante peculiar à rede explorada no documentário ¨Outfoxed¨.
Lindão o clipe de “House of cards”, que o RadioHead botou na rede. No Google Code (???), rola explicações da mistura entre os sistema Geometric Informatics e Velodyne LIDAR usada para capturar a reprodução da imagem dos integrantes numa espécie de nuvem de poeira (ou “vaporizado”, como dizem os responsáveis no vídeo de bastidores).
O vídeo é impressionante não por ser uma filmagem, mas sim uma coleta de dados em tempo real. Um trabalho não de diretor de cinema, mas de engenheiros.
O scanner do Geometric Informations registra imagens baseado na estrutura da luz que incide sobre uma superfície - tipo a cara do Thom York. Posteriormente, o molde digital do rosto dos músicos era retocado em PC, pra dar a impressão de vapor.
Para ambiente maiores, o Velodyne LIDAR combina 64 lasers dentro de uma superfície no formato de uma forma de bolo girando 900 vezes por minuto para medir a mesma incidência de luz sobre uma vizinhança, algo muito mais complexo que um rosto (mesmo os amassados, como o do York).
Não bastasse a música ser ótima. Como bem disse o cumpadra Henrique, é o Tron uma geração mais tarde.