Valencia: fechando com chave de merda

Notícia triste pra fechar a excursão a Valência. O baterista dos Replicantes e diretor de cinema Carlos Gerbase teve a câmera e todas as filmagens que fez durante a Campus Party roubadas após o check-in no aeroporto de Madrid.

Segundo ele e Luciana Tomasi, sua mulher, a ação foi profissional - num piscar de olhos após o pedido de indicação de um portão, a mala já tinha ido.

A câmera é cara, mas dá pena saber que todos (TODOS!) os 180 minutos filmados em solo español foram perdidos - e isto incluí entrevistas com o sempre tímido Marcelo Tosatti.

Uma pena do caralho.

Valencia: o thin client do cachorro louco

Jon MadDog Hall e seu “thin client as a service” para inclusão digital. Mais tarde, mais detalhes.

Update: Agora, merrrmo, Rodrigo. Entre um cochilo e outro pelo cansaço, Maddog mostrou o thin client baseado em serviço que a Linus International pretende distribuir pelo mundo.

Isto aí: distribuir. O aparelho é gratuito - um plano mensal oferece assistência técnica, backup remoto e acesso à internet para usuários.

O thin client é absurdamente pequeno (pouco mais de 10 centímetros de lado) e se apóia na “web as a service” para funcionar. A nota completa tá no Now!.

Diz Maddog que, com banda larga, você pode usar editores de texto e gráficos, softwares corporativos e outros programas normalmente no PC, que tem chip Geode, da AMD, 1 Gb de memória, HD de 40 GB, Ethernet, 4 USBs e acesso Wireless.

Ainda não há preço de plano pro Brasil. Quando tiver, eu aviso.

Valencia: xingling ao resgate

spain_flagNo meio de uma feira de tecnologia, o que pode lhe impedir de navegar na internet? A tomada estrangeira, meu filho. Você leva notebook, leva cabo Ethernet, leva boa vontade para passar longe de games e ficar trabalhando, mas a bateria exaure e não há tomada no mundo que entre neste plug espanhol.

Nesta hora, uma loja de eletrônicos te ajuda, certo? Não. Nem mesmo supermercados, atulhados de encaixes, cabos, abridores e o escambau em terras brasileiras. Aqui, achei só pacotes de barbeadores e algumas lâmpadas dispersas.

A solução estava no xingling. A sugestão veio de Paco, um simpático senhor que, não estivesse atento, imaginaria eu que estava falando sozinho. Em plena loja de informática, Paco citou “los chinos” e falou que eles poderiam ajudar.

A loja dos Chinos (vamos chamá-los assim, ok?) não era diferente de qualquer lojinhas de bugigangas na Liberdade. Corredor um, utensilhos de cozinhas e ervas medicinais. No dois, bonecos mal pintados e formas de bolo. No três, plugs para tomadas européias.

Não achei um ideal, mas, junto a um que trouxe (o vermelho), a fonte do notebook se encaixa perfeitamente à tomada. Tudo por 60 centavos de euro e uma horrorosa trilha sonora nipônica.

Os xinglings salvaram meu dia - você só pode ler estas linhas (e eu, escrevê-las) graças ao contrabando de produtos vagabundos na Espanha. Amém.

quando a soma de Intel e OLPC provoca indefinição

A improvável parceria entre Intel e OLPC, que vinham se estranhando desde a visita de Paul Otellini ao Brasil, em março de 2006, se concretizou, à revelia das expectativas de amantes, céticos e jornalistas que cobrem o assunto.

Não foi só a comunidade - este repórter, inclusive - que se surpreendeu.

Em entrevista com Élber Mazzaro, sempre articulado diretor de marketing da Intel Brasil, a conversa não fluia - havia uma evidente dificuldade em desenvolver o assunto sem cair nas frases de efeito, comportamento contrário ao padrão do executivo. Ele parecia confuso.

Até a sinceridade constante de David Cavallo, o manda-chuva da OLPC na América Latina, deu lugar a afirmações um tanto vagas e apenas uma certeza, também pontuada de dúvidas: no futuro, OLPC e Intel farão notebooks conjutos.

Ficou no ar a quantia que a Intel pagou à OLPC para entrar no conselho - todas as empresa sveiculadas à OLPC pagam, seja elas o Google, a AMD ou a Nortel. Fica sem resposta também - e principalmente - como será feita a integração de esforços.

Um notebook só? Ambas negam. Equivalência de configurações, inclusive com WiMax? Não descarte. Incentivos da Intel? Quem fica com medo disto é a AMD.

Nicholas Negroponte sempre afirmou que o setor era regido pelo “quanto mais melhor” e o próprio Governo Federal declara, quando perguntado sobre a licitação, que não será apenas uma carga de notebooks.

Quem pode perder? Pelo perigo de competir com a Intel, a AMD.

E, não, Nagano, eu não tenho nenhuma resposta mágica pra parceria.

é bem estranho…

…mas, no Bloglines, o post sobre a história do Moto-a-Porter aparece em strike da metade para o fim.

No template, o post está normal.

Uma complementação da história da Motorola: após a publicação do post, a agência responsável por fazer a ponte entre a empresa e os blogueiros lamentou, por e-mail, que alguns dos participantes tenham ido procurar blogs para reclamar.

Parece que a agência não reconhece direito a linha que separa a liberdade de noticiar uma falsa promessa com uma suposta rabugice. Uma pena.

um dia com o ClassMate PC

A promessa tava feita, mas demorou. Finalmente, taí embaixo, na íntegra. Dúvidas, pedradas ou elogios, grita.

*

Não adianta: você bate o olho no ClassMate PC e te dá uma síndrome de Gulliver. A impressão não é falsa - o notebook educacional da Intel, revelado pelo todo-poderoso Paul Otellini em visita ao Brasil, não passa de um notebook convencional com dimensões diminuídas.

Uma mea-culpa: graças a Marfan, minhas mãos estão longes de serem pequenas. Mas lidar com um Windows, já formatado para telas mais amplas, num teclado onde sua unha (só sua unha!) resvala em 3 teclas por dígito é algo beeeeem desconfortável.

Mesmo. É inevitável não torcer o bico ao perceber que, numa provável pressa para competir com o notebook de 100 dólares de Nicholas Negroponte, a Intel usou o mesmo raio usado por Wayne Szalinski pra diminuir seus filhos e dos vizinhos em um notebook.

A pressa, entenda, afeta um pouco a usabilidade e isto está longe da militância. Mãe do projeto, a organização OLPC desenvolveu uma distribuição própria de Linux que tem, como principal mérito, seu sistema gráfico - as interfaces são grandes e os botões, fáceis de serem achados.

A ferramenta de restrição à internet, originalmente prevista para que professores bloqueiem conteúdo impróprio para alunos, torna a configuração da rede sem fio quase impossível. Um cabo Ethernet e a internet rola - 1ª constatação: o Chá fica apertado.

Num ímpeto meio suicida, resolvo escrever uma nota para o Now! no ClassMate. As frases saem fácil, mas os dedos não acompanham. As letras no bloco de notas se tornam quase pontos e aquele movimento de franzir os olhos se torna constante.

A constante correção irrita. Corrijo. Não acho os ícones no menu Iniciar. Franzo ainda mais os olhos. Tenho em mente que o ClassMate é infantil, para dedos três vezes menores que os meus. A nota acaba e vai pro ar. A paciência também.

As distribuições de Linux que estarão no ClassMate em testes nos colégios Don Alano, em Palmas (To), e Professora Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ), têm fortes semelhanças com o Windows - vide o Mandriva Linux 2007 ou o Metasys.

O ClassMate é mais pesado que o XO, mas é bem verdade que também mais rápido (900 Mhz contra 433 MHz) e tem o dobro de memória (2 GB contra 1 GB). Mas qualé o grande foco desta iniciativa em dar notebooks para as crianças: a potência ou o preço?

O preço inicial do XO é de 175 dólares. No Brasil, a CCE já trabalha com previsão de preço de 900  1.100 reais para cada ClassMate. Coloque mais um punhado de inovações, como rede Mesh e uma tela com brilho sensível a ambientes, e a simpatia do Governo na conta daquele e você tem sua equação.

Update: Este é um apanhado de impressões de um repórter que acompanha o desenrolar da novela de notebooks educacionais no Brasil e que está pouco interessado nos transistores usados na placa-mãe do ClassMate.

Se é este tipo de informação que você procura, vai na onda do geek-mor Mário Nagano, que destrinchou o notebook da Intel enquanto estava na PC World.

ironia do dia

Único real “concorrente” do iPhone no Brasil (a Motorola preferiu não bater de frente com o RAZR 2), o LG Prada já pode ser encontrado nas Casas Bahia pelo sugerido preço de 1.899 reais - dica do Modos da Moda.

Ria - pelo menos no Brasil ele funciona, ao contrário do iPhone ofertado por 3.999 reais no Mercado Livre sem qualquer garantia real de acesso às redes locais.

Prada nas Casas Bahia.

2 brasileiras no iPhone

Babe nos três novos vídeos do iPhone, que confirmam que o gadget chega às lojas dos EUA no próximo dia 29.

A explicação prática da interação entre as funções é beeeem útil - e o Pacific Cath, no terceiro vídeo, se juntou a Piratas do Caribe, Beatles, Bob Dylan e The Office como pérolas pop do Jobs.

Não sei se você notou, mas há duas brasileiras no primeiro comercial: a sempre presente Bebel Gilberto e a surpreendente inclusão da surpreendente Céu entre os CDs no aparelho.

Enquanto isto, o NewYork Times reporta que executivos da Apple estão ansiosos quanto ao lançamento por uma possível decepção dos usuários após a tremenda expectativa criada - coisa que a Sony experimentou com seu PS3.

a Microsoft tenta levar Windows para laptops educacionais

O COO da Microsoft veio ao Brasil para acompanhar (fazer apenas presença em corpo) o anúncio feito pelo presidente brasileiro, Michel Levy, que a empresa já está negociando com o Governo Federal para o pacote Microsoft Student Innovation Suite a 3 dólares.

O Governo, vale lembrar, é grande. Mas não é com a Assessoria Especial da Presidência, órgão responsável pela avaliação de notebooks educacionais.

Mesmo que não assuma com todas as letras, a Microsoft venderá o pacote, que tem Windows XP Starter e Office 2007 Student Edition, para “equipamentos novos que alunos possam levar para casa”, segundo executivo da empresa.

Em suma: notebooks educacionais.

Membros da Assessoria reagiram com um semi-rosnado à notícia: o Governo não tem interesse em incluir softwares de código fechado nos laptops educacionais, me garantiram.

Já se sabia. Mas não custava rememorar.

Flickr pelo dia todo e pela parede

Em pleno início da Virada Cultural em São Paulo, o Flickr vai promover seu “24 Hours of Flickr”, convocando a comunidade a tirar fotografias a cada hora do seu dia.

Funciona assim: no próximo dia 05, você tira a câmera da bolsa, registra seu dia completo e coloca no Flickr com a tag “24flickr”. O grupo já está aberto para interessados.

Ainda no Flickr: depois dos cartões de visita do Moo (100 por 20 dólares, anyone?), a ImageKind está oferecendo impressão e emolduração das fotos tiradas pelo usuário - são várias as opções.

Será que alguma gráfica ou ótica vai ser esperto pra trazer a idéia logo pra cá?

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