July 31st, 2007 — internet
Notícia triste pra fechar a excursão a Valência. O baterista dos Replicantes e diretor de cinema Carlos Gerbase teve a câmera e todas as filmagens que fez durante a Campus Party roubadas após o check-in no aeroporto de Madrid.
Segundo ele e Luciana Tomasi, sua mulher, a ação foi profissional - num piscar de olhos após o pedido de indicação de um portão, a mala já tinha ido.
A câmera é cara, mas dá pena saber que todos (TODOS!) os 180 minutos filmados em solo español foram perdidos - e isto incluí entrevistas com o sempre tímido Marcelo Tosatti.
Uma pena do caralho.
July 28th, 2007 — internet

Jon MadDog Hall e seu “thin client as a service” para inclusão digital. Mais tarde, mais detalhes.
Update: Agora, merrrmo, Rodrigo. Entre um cochilo e outro pelo cansaço, Maddog mostrou o thin client baseado em serviço que a Linus International pretende distribuir pelo mundo.
Isto aí: distribuir. O aparelho é gratuito - um plano mensal oferece assistência técnica, backup remoto e acesso à internet para usuários.
O thin client é absurdamente pequeno (pouco mais de 10 centímetros de lado) e se apóia na “web as a service” para funcionar. A nota completa tá no Now!.
Diz Maddog que, com banda larga, você pode usar editores de texto e gráficos, softwares corporativos e outros programas normalmente no PC, que tem chip Geode, da AMD, 1 Gb de memória, HD de 40 GB, Ethernet, 4 USBs e acesso Wireless.
Ainda não há preço de plano pro Brasil. Quando tiver, eu aviso.
July 24th, 2007 — internet
No meio de uma feira de tecnologia, o que pode lhe impedir de navegar na internet? A tomada estrangeira, meu filho. Você leva notebook, leva cabo Ethernet, leva boa vontade para passar longe de games e ficar trabalhando, mas a bateria exaure e não há tomada no mundo que entre neste plug espanhol.
Nesta hora, uma loja de eletrônicos te ajuda, certo? Não. Nem mesmo supermercados, atulhados de encaixes, cabos, abridores e o escambau em terras brasileiras. Aqui, achei só pacotes de barbeadores e algumas lâmpadas dispersas.
A solução estava no xingling. A sugestão veio de Paco, um simpático senhor que, não estivesse atento, imaginaria eu que estava falando sozinho. Em plena loja de informática, Paco citou “los chinos” e falou que eles poderiam ajudar.
A loja dos Chinos (vamos chamá-los assim, ok?) não era diferente de qualquer lojinhas de bugigangas na Liberdade. Corredor um, utensilhos de cozinhas e ervas medicinais. No dois, bonecos mal pintados e formas de bolo. No três, plugs para tomadas européias.

Não achei um ideal, mas, junto a um que trouxe (o vermelho), a fonte do notebook se encaixa perfeitamente à tomada. Tudo por 60 centavos de euro e uma horrorosa trilha sonora nipônica.
Os xinglings salvaram meu dia - você só pode ler estas linhas (e eu, escrevê-las) graças ao contrabando de produtos vagabundos na Espanha. Amém.
July 18th, 2007 — internet
A improvável parceria entre Intel e OLPC, que vinham se estranhando desde a visita de Paul Otellini ao Brasil, em março de 2006, se concretizou, à revelia das expectativas de amantes, céticos e jornalistas que cobrem o assunto.
Não foi só a comunidade - este repórter, inclusive - que se surpreendeu.
Em entrevista com Élber Mazzaro, sempre articulado diretor de marketing da Intel Brasil, a conversa não fluia - havia uma evidente dificuldade em desenvolver o assunto sem cair nas frases de efeito, comportamento contrário ao padrão do executivo. Ele parecia confuso.
Até a sinceridade constante de David Cavallo, o manda-chuva da OLPC na América Latina, deu lugar a afirmações um tanto vagas e apenas uma certeza, também pontuada de dúvidas: no futuro, OLPC e Intel farão notebooks conjutos.
Ficou no ar a quantia que a Intel pagou à OLPC para entrar no conselho - todas as empresa sveiculadas à OLPC pagam, seja elas o Google, a AMD ou a Nortel. Fica sem resposta também - e principalmente - como será feita a integração de esforços.
Um notebook só? Ambas negam. Equivalência de configurações, inclusive com WiMax? Não descarte. Incentivos da Intel? Quem fica com medo disto é a AMD.
Nicholas Negroponte sempre afirmou que o setor era regido pelo “quanto mais melhor” e o próprio Governo Federal declara, quando perguntado sobre a licitação, que não será apenas uma carga de notebooks.
Quem pode perder? Pelo perigo de competir com a Intel, a AMD.
E, não, Nagano, eu não tenho nenhuma resposta mágica pra parceria.
July 13th, 2007 — internet
…mas, no Bloglines, o post sobre a história do Moto-a-Porter aparece em strike da metade para o fim.
No template, o post está normal.
Uma complementação da história da Motorola: após a publicação do post, a agência responsável por fazer a ponte entre a empresa e os blogueiros lamentou, por e-mail, que alguns dos participantes tenham ido procurar blogs para reclamar.
Parece que a agência não reconhece direito a linha que separa a liberdade de noticiar uma falsa promessa com uma suposta rabugice. Uma pena.
July 6th, 2007 — internet, web social
A promessa tava feita, mas demorou. Finalmente, taí embaixo, na íntegra. Dúvidas, pedradas ou elogios, grita.
*

Não adianta: você bate o olho no ClassMate PC e te dá uma síndrome de Gulliver. A impressão não é falsa - o notebook educacional da Intel, revelado pelo todo-poderoso Paul Otellini em visita ao Brasil, não passa de um notebook convencional com dimensões diminuídas.
Uma mea-culpa: graças a Marfan, minhas mãos estão longes de serem pequenas. Mas lidar com um Windows, já formatado para telas mais amplas, num teclado onde sua unha (só sua unha!) resvala em 3 teclas por dígito é algo beeeeem desconfortável.
Mesmo. É inevitável não torcer o bico ao perceber que, numa provável pressa para competir com o notebook de 100 dólares de Nicholas Negroponte, a Intel usou o mesmo raio usado por Wayne Szalinski pra diminuir seus filhos e dos vizinhos em um notebook.
A pressa, entenda, afeta um pouco a usabilidade e isto está longe da militância. Mãe do projeto, a organização OLPC desenvolveu uma distribuição própria de Linux que tem, como principal mérito, seu sistema gráfico - as interfaces são grandes e os botões, fáceis de serem achados.
A ferramenta de restrição à internet, originalmente prevista para que professores bloqueiem conteúdo impróprio para alunos, torna a configuração da rede sem fio quase impossível. Um cabo Ethernet e a internet rola - 1ª constatação: o Chá fica apertado.
Num ímpeto meio suicida, resolvo escrever uma nota para o Now! no ClassMate. As frases saem fácil, mas os dedos não acompanham. As letras no bloco de notas se tornam quase pontos e aquele movimento de franzir os olhos se torna constante.
A constante correção irrita. Corrijo. Não acho os ícones no menu Iniciar. Franzo ainda mais os olhos. Tenho em mente que o ClassMate é infantil, para dedos três vezes menores que os meus. A nota acaba e vai pro ar. A paciência também.
As distribuições de Linux que estarão no ClassMate em testes nos colégios Don Alano, em Palmas (To), e Professora Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ), têm fortes semelhanças com o Windows - vide o Mandriva Linux 2007 ou o Metasys.
O ClassMate é mais pesado que o XO, mas é bem verdade que também mais rápido (900 Mhz contra 433 MHz) e tem o dobro de memória (2 GB contra 1 GB). Mas qualé o grande foco desta iniciativa em dar notebooks para as crianças: a potência ou o preço?
O preço inicial do XO é de 175 dólares. No Brasil, a CCE já trabalha com previsão de preço de 900 1.100 reais para cada ClassMate. Coloque mais um punhado de inovações, como rede Mesh e uma tela com brilho sensível a ambientes, e a simpatia do Governo na conta daquele e você tem sua equação.
Update: Este é um apanhado de impressões de um repórter que acompanha o desenrolar da novela de notebooks educacionais no Brasil e que está pouco interessado nos transistores usados na placa-mãe do ClassMate.
Se é este tipo de informação que você procura, vai na onda do geek-mor Mário Nagano, que destrinchou o notebook da Intel enquanto estava na PC World.
July 5th, 2007 — Uncategorized
Único real “concorrente” do iPhone no Brasil (a Motorola preferiu não bater de frente com o RAZR 2), o LG Prada já pode ser encontrado nas Casas Bahia pelo sugerido preço de 1.899 reais - dica do Modos da Moda.
Ria - pelo menos no Brasil ele funciona, ao contrário do iPhone ofertado por 3.999 reais no Mercado Livre sem qualquer garantia real de acesso às redes locais.
Prada nas Casas Bahia.
June 5th, 2007 — internet
Babe nos três novos vídeos do iPhone, que confirmam que o gadget chega às lojas dos EUA no próximo dia 29.
A explicação prática da interação entre as funções é beeeem útil - e o Pacific Cath, no terceiro vídeo, se juntou a Piratas do Caribe, Beatles, Bob Dylan e The Office como pérolas pop do Jobs.
Não sei se você notou, mas há duas brasileiras no primeiro comercial: a sempre presente Bebel Gilberto e a surpreendente inclusão da surpreendente Céu entre os CDs no aparelho.
Enquanto isto, o NewYork Times reporta que executivos da Apple estão ansiosos quanto ao lançamento por uma possível decepção dos usuários após a tremenda expectativa criada - coisa que a Sony experimentou com seu PS3.
May 12th, 2007 — internet
O COO da Microsoft veio ao Brasil para acompanhar (fazer apenas presença em corpo) o anúncio feito pelo presidente brasileiro, Michel Levy, que a empresa já está negociando com o Governo Federal para o pacote Microsoft Student Innovation Suite a 3 dólares.
O Governo, vale lembrar, é grande. Mas não é com a Assessoria Especial da Presidência, órgão responsável pela avaliação de notebooks educacionais.
Mesmo que não assuma com todas as letras, a Microsoft venderá o pacote, que tem Windows XP Starter e Office 2007 Student Edition, para “equipamentos novos que alunos possam levar para casa”, segundo executivo da empresa.
Em suma: notebooks educacionais.
Membros da Assessoria reagiram com um semi-rosnado à notícia: o Governo não tem interesse em incluir softwares de código fechado nos laptops educacionais, me garantiram.
Já se sabia. Mas não custava rememorar.
May 3rd, 2007 — internet, web social

Em pleno início da Virada Cultural em São Paulo, o Flickr vai promover seu “24 Hours of Flickr”, convocando a comunidade a tirar fotografias a cada hora do seu dia.
Funciona assim: no próximo dia 05, você tira a câmera da bolsa, registra seu dia completo e coloca no Flickr com a tag “24flickr”. O grupo já está aberto para interessados.
Ainda no Flickr: depois dos cartões de visita do Moo (100 por 20 dólares, anyone?), a ImageKind está oferecendo impressão e emolduração das fotos tiradas pelo usuário - são várias as opções.
Será que alguma gráfica ou ótica vai ser esperto pra trazer a idéia logo pra cá?