last.fm a caminho do brasil

Tô falando, tô falando…

Aliás, Brasil já tem country manager. Mas o Last.FM tá procurando também manager pra Japão, Turquia e Reino Unido.

Update: galera, a história do Last.FM no Brasil já saiu no Now! em outubro. Isto aí é apenas desdobramento.

da web: o supercampeonato mundial de idiotas

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Allan Sieber, pra variar, numa série sensacional. (clique para ver maior)

flock you

Se eu fosse você, baixava e instalava o Flock pra começar a se acostumar com algumas novidades que o Internet Explorer 8 e até o Firefox 3 vão ter um dia…

Aliás, Chris Blizzard, o cara que coordenava a criação do sistema Sugar para o “laptop de 100 dólares”, saiu da Red Hat pra virar evangelista da Mozilla. Coisa boa vem por aí.

De onde vem a grana pra pagar um cara deste naipe? Mitchell Baker, num texto longo e abusando do corporativismo em nome da transparência, explica: do Google.

os passos à frente do google

O cenário parecia ideal para uma comparação: uma empresa jovem introduz uma novidae que deixa o mastodonte do setor desnorteado e o obriga a tomar medidas que seguim a inovação do mais novo para não se dar ao luxo de perder mercado.

Ao contrário do que o bom senso possa indicar, porém, o Google não foi a Microsoft em se tratando de Facebook. Complicou? Vamos por etapas.

A Microsoft nunca primou pela agilidade. Mas quando a empresa de Bill Gates resolvia investir, sai da frente. Macintosh, ICQ e Netscape que o digam - o pioneirismo não evitou que Windows, MSN Messenger e Internet Explorer dominassem amplamente o mercado.

Em uma bebedeira de jornalistas, a Microsoft ganhou o apelido de Junior Baiano - sempre chega atrasada, mas nunca perde uma viagem.

Com a explosão de acesso e moral do Facebook frente a um combalido MySpace e um cada vez menos significante lá fora Orkut, cabia ao Google ter que correr atrás da jovem rede social para que seus usuários não perdessem interesses.

O que fez o Google? Abriu sua plataforma para desenvolvimento de aplicativos de terceiros? Não. Formulou um padrão aberto para que todas as redes socias dispusessem de um mesmo conjunto de APIs para criar aplicações, o OpenSocial - simples e “bastante internet”, como diria John Battelle.

O Google simplesmente não copiou o Facebook, mas deu um passo à frente e votou a nova rede numa sinua de bico - são 7 redes sociais com potenciais 200 milhões de usuários contra apenas uma que, mesmo supostamente valendo 15 bilhões de dólares, tem apenas 50 milhões de usuários.

O TechCrunch classificou a jogada como “xeque-mate“. Não dá pra concordar mais - além de virar o jogo em questão de dias, o Google provou que consegue manter a inovação, pelo menos quando resolve levar redes sociais a sério.

Durante evento para apresentação da plataforma em São Paulo, me pareceu claro também que na hora em que os aplicativos para Orkut tiverem um número mínimo de interessante (vide meu exército de zumbis no Facebook), pode dizer adeus a qualquer outro concorrente.

A massa, que é o que mais importa, o Orkut já tem. Na hora em que efeito viral de aplicativos dentro da rede social bater, a campainha soa e o juiz levanta o braço do engenheiro turco que passeia pelo Rio de camisa cafona - claro que vai precisar rolar um olho aberto com segurança tremendo.
Ironicamente, o lançamento do Android (ou o tão falado gPhone)  vai exatamente na mesma direção do OpenSocial para redes sociais - o Google aproveita seu poder de barganha para propor um padrão de mercado para atividades ainda incipientes.

Um sistema aberto para telefones celulares permite não apenas que a comunidade desenvolva aplicativos móveis mas também que fabricantes poderão usar os softwares em aparelhos mediante algum tipo de compensação ao Google.

Você também pensou em publicidade? Propaganda móvel é ainda algo bastante incipiente mas que deixa qualquer acionista com cifrões nos olhos de imaginar uma possível monetização dos mais de 3 bilhões de celulares atualmente no mercado.

Oferecer uma plataforma aberta significa aposta em aparelhos mais acessíveis que tenham ferramentas do Google por trás dos aplicativos desenvolvidos pela comunidade - aqui entra também um fator viral que deverá ser febril na OpenSocial.

Ambas as plataformas, aliás, nascem com chances mastodônticas de rolarem - a primeira pela combinação do setor de redes sociais, a segunda pelos mais de 30 parceiros do Google que incluem operadoras, fabricantes de aparelhos e desenvolvedoras.

Te lembra do lema da web 2.0 daquele cartum maravilhoso da ovelha? Pois é, lá vai o Google pegando uns pares de ovelha e sendo o principal beneficiado pela lã que vai cair em suas mãos. Você dá os anéis, mas ganha o centro de ourivesaria de volta.

o lado b das 8 dicas de banda larga

Vou tentar falar isto da maneira mais objetiva possível.

Pra publicar a matéria sobre 8 dúvidas básicas na hora de contratar uma banda larga, me perdi entre contratos de prestação de serviço, (muitas) informações conflitantes dadas pelos diversos lados interessados na histórias e (alguns) toque precisos de quem conhece o setor.

A pauta surgiu pra explica pra quem não entende direito a proibição da exigência de provedor para Speedy que rolou em setembro e acabou descambando também para outras dúvidas, tipo teto de download, traffic shapping e garantia de velocidade.

Entre contextualizações históricas e um blá-blá-blá jurídico que não ajuda nada quem não passou cinco anos estudando leis (como eu), a decisão judicial proferida pelo juiz Marcelo Zandavali traz um parece bem claro quanto à exigência técnica de provedores, transcrita abaixo.

decisao_justica_speedy

(Clique na imagem para baixar o PDF de 53 páginas com a decisão final)

Teoricamente, provedores deveriam comprar links de operadoras de telefonia para oferecer a seus clientes conexões de internet- era assim que funcionava o dial-up. O cenário mudou com a banda larga, quando operadoras como a Telefônica ofereciam (e ainda o fazem) planos diretamente pro usuário.

Porque pagar pelo provedor, que oferece apenas uma autenticação classificada como desnecessária pela Justiça? Os defensores alegam os tais serviços agregados (email, principalmente) e a proximidade do usuário, como me alertou o presidente da Abranet.

Entenda o cúmulo da carência: você paga um serviço que não precisa só pela “proximidade” que o provedor tem com você. E isto é uma piada, sim, sobre uma afirmação que beira o absurdo.

Não é difícil entender a explosão de raiva que presenciei durante a entrevista com o presidente do Abusar quando o assunto Speedy veio à tona - no papel de repórter, é preciso filtrar o que é ataque puro de possíveis argumentos que o sustente.

Eles vieram, mas não pela organização que dá ótimas dicas para quem se sente prejudicado (e não são poucos) pelas operadoras brasileiras, também campeãs em ignorar solenemente usuários.

Anos de brigas passados, quem defende a necessidade de provedor não conseguiu ainda dar um argumento tão conciso e analítico como aquele acima do juiz Zandavali.

net_provedor

Do lado da Net, uma observação também. Lá no contrato do seu Virtua (full disclosure: eu sou um usuário Virtua sem maiores reclamações), a cláusula 35 aponta que a contratação de um provedor é obrigatória.

A Net diz que já oferece um de graça, mas (leia meus lábios) isto deverá trazer problemas futuros também à empresa de TV a cabo.

Por enquanto, preocupe-se em ler alguns tutorais por aí para suprimir o suposto traffic shapping que a Net classifica como “falácia” e jura de pés juntos que não faz - se não faz, não ficará chateada pelos tutorais, né?

o mashup dos botecos

mashups_guilherme
O Google Maps é a ferramenta de mashups mais fácil da internet (se quer algo um pouco mais complicado mas mais amplo, o Popfly tá em beta aberto). Você acha o endereço, seleciona o ponto, escreve suas observações e pronto.

O mashup acima junta definições que escrevi no meu perfil do DicaSP, do cumpadre Tharso, com a cidade de São Paulo. Foi tudo feito na mão, mas não tomou mais que meia hora - Tharso, que tal uma integração nativa, hein?

Ainda não dá pra comunidade mexer e, sinceramente, não sei nem se é o caso - de tão fácil que é, dá pra você fazer um com cinema, bares, restaurantes eo diabo. Tenta lá.

Enquanto o mashup estava sendo bolado, topei com um que humilha este aí - tanto pelo cardápio como pelo trabalho meticuloso do cara.

mashup_avi

O Avi Alkalay, engenheiro de Linux da IBM, juntou restaurantes vegetarianos de São Paulo com direito a pequenos resumos, endereço e preço médio de cada refeição. Vale a pena dar uma olhada.

Ironicamente, enquanto os botecos eram listados, o Wagner Tamahana, da Colméia, mandou convite pro OlhaOnde.eu, serviço de mapas online pra usuários criarem suas listas de algo, tipo lugares onde eu já tropecei - entendeu o domínio?

Wagner avisa que ainda está em alpha, o que implica, principalmente, em edições bastante básicas e falta de massa crítica pra que as alterações em outros mapas criem conteúdo srelevantes. Mas dá um tempo pra molecada - eles estão no caminho certo.

Mais avançado está o VCVai.com que, se não prima pela diversidade, dá um tratamento profissional nas indicações que traz para as cidades de São Paulo e Campinas.

Este investimento recente em mapas online no Brasil também pega outra empresa, muito maior e com acordos muito maiores. Mas isto você só vai saber na semana que vem.

Update: O Google oficializou seu Google Maps no Brasil nesta semana inaugurando funções inéditas, como indicações de estabelecimentos, a outras já abusadas pela comunidade, como traçar rotas entre dois pontos. Num futuro próximo, pequenos empreendedores e profissionais liberais poderão integrar seus negócios no mapa, que também contará com propagandas da plataforma AdSense. Leia lá no Now!.

talking about my generation

radiohead

A lista acima (via Trabalho Sujo) é do ranking do Last.FM para as músicas mais tocadas na semana terminada em 14 de outubro, num post irônico e ácido bagarai dos caras do serviço londrino.

Aliás, o Last.FM tá vindo.

firefox na sua cama

Lembra do Foxkeh, mascote do Firefox no Japão?

Ganhou bichinhos de pelúcia.

mais flickr no brasil



Além de algumas das fotos selecionadas pelo Flickr, como estas acima, serem indicadas pela própria comunidade, alguns outros dados sobre o encontro do serviço no Brasil emergiram.

O mais importante é sobre a presença dos tais executivos estrangeiros. Vêm ao Brasil Kakul Srivastava (acima), gerente de desenvolvimento do Flickr, e Heather Champ (abaixo), diretora de comunidade do Flickr lá fora.

Além do livro impresso com as fotos feitas pela comunidade, ambas deverão apresentar a nova equipe responsável por gerenciar a comunidade do Flickr no Brasil.

A visita de ambas será o ápice do investimento que o próprio Yahoo anunciou sobre suas comunidades para Brasil no começo do ano, algo que você já leu por aqui, que debandou em novidades já implementadas.

Em 12 de junho (a data oficial foi dada pelo próprio Flickr), o serviço ganhou, meio na surdina, domínio “.com.br” e planos de pagamento por boletos e em reais - vide este blogueiro comprando uma conta no serviço em setembro.

Como se vê, a tal “versão brasileira” do Flickr é notícia velha.

Update: Não vêm mais. Ambas não conseguiram pegar seus respectivos vôos ao Brasil.

a apple no brasil

Quase na íntegra abaixo, uma matéria do cumpadre André Borges e de João Luiz Rosa sobre a postura da Apple no Brasil publicada um dia após a coletiva em que a companhia anunciou os novos iPods no país. Leia e entenda a situação.

Em cinco anos, a empresa não teria credenciado mais de cinco revendas, além de reduzir o tamanho de sua própria equipe no Brasil. Dos 50 funcionários existentes há algum tempo - quando a Apple só trabalhava com computadores para empresas -, o quadro teria sido diminuído para menos de uma dezena de profissionais, com o agravante de que agora a empresa também atua no varejo, diz uma pessoa a par do assunto.

Na América Latina, diz essa pessoa, o foco da Apple estaria dirigido ao mercado mexicano: cerca de 70% dos negócios da empresa na região estariam concentrados no México. A proximidade com os Estados Unidos facilitaria a venda dos produtos naquele país. O Brasil representaria uma parte quase insignificante do faturamento global: embora não existam dados oficiais, o número corrente entre os revendedores é de que a participação variaria entre 0,1% e 0,2%.

A participação mirrada seria resultado da estratégia da matriz americana e de sua resistência em seguir o caminho adotado por todas as grandes fabricantes internacionais de computadores que atuam no Brasil: produzir os equipamentos no país. “Sem a produção local, é impossível competir”, diz outro executivo do setor.

No fim da década passada, a Apple chegou a iniciar as negociações com o governo federal para fabricar os produtos no país, mas as conversações não evoluíram e a empresa acabou desistindo do projeto, conta esse executivo.

A opinião compartilhada por pessoas que conhecem bem o setor é que a Apple optou por manter uma operação pequena no Brasil, com um retorno igualmente modesto, em vez de arriscar-se a investir mais para tentar ampliar sua participação. O reflexo dessa política, no entanto, seria o enfraquecimento dos canais indiretos de venda no Brasil.

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