o mp3blog é meu pastor e nada me faltará

Dica de blogs pra bootlegs e shows ao vivo: Part of the Queue e Visions and Revision.

Foo Fighters, White Stripes, Primal Scream e Amy Winehouse ao vivo. E mais uma tonelada de coisas fodidas de estúdio.

o office na direção da internet

Na última semana, a Microsoft deu o troco (baixo, ainda) frente ao avanço de rivais no setor de softwares online de edição de textos, planilhas e apresentações. Pelo Live Workspaces, usuários podem sincronizar documentos da HD para a internet, que podem ser acessados e compartilhados por grupos em diferentes máquinas.

A novidade vai contra a afirmação de Osvaldo Barbosa, gerente geral do Windows Live no Brasil, de que o Office não vai para o Live. Até quando esperaremos até que o Office esteja disponível como seu provável algoz Google Docs?

vudu é pra jaiku

O Google quer uma ferramenta de blog e leva o Blogger, o bambambam da época. O Google quer uma comunidade de vídeo e leva o YouTube, o bambambam da época. O Google quer integrar sua plataforma de publicidade e investir em banner e leva a DoubleClick, a bambambam da época. O Google quer ferramenta para RSS e leva o FeedBurner, a bambambam da época. O Google quer editor de textos online e leva o Writely, o bambambam da época. O Google quer mapas no desktop e leva a KeyHole, a bambambam da época.

O Google quer uma ferramenta de microblogging e leva o Jaiku, a segunda (ou terceira) do setor na época. Steve Rubel não dá 45 dias até que o Twitter também seja arrematado. John Batelle brinca dizendo que duas empresas de Evan Willians (a primeira foi a Pyra Labs, que faz o Blogger) o Google não compra. Tim O´Reilly diz que o Jaiku nunca foi rival do Twitter.

Fora toda discussão, uma certeza: o Pownce está cada vez mais pra escanteio. Em novembro, chega a tal plataforma aberta do Google. O Jaiku entra na dança?

o faq do second life

A quantidade de usuários chegados pelo Google que comentam neste blog esperando ter uma resposta em tempo real sobre Second Life me motivou a escrever este FAQ.

As dúvidas mais freqüentes estão aí. Se, mesmo após ler, você ainda tiver dúvidas, deixa um comentário que eu encaixo a resposta.

P: O que é o Second Life?

R: O Second Life (SL) é uma rede de relacionamento que funciona em um ambiente virtual 3D - ao invés de acessar perfis de seus amigos dentro do navegador, como no Orkut, você encontra representações de seus amigos chamados avatares em um ambiente tridimensional que reproduz o mundo real.

P: Como eu faço pra jogar o Second Life?

R: O Second Life é gratuito. Por ser uma rede social baseada em gráficos (ao contrário do Orkut, baseado em textos), o SL exige que voce baixe um cliente no site da Kaizen, empresa que adaptou o serviço ao Brasil. O software pode ser baixado aqui e instalado no seu PC com Windows XP - o SL não tem versão em português para Mac OS, Linux ou Windows Vista.

Se você encara inglês sem problema, baixe o cliente para Mac OS ou Linux no site da Linden Labs.

P: Meu avatar é muito simples. Como eu posso melhorá-lo?

R: É possível mudar sue avatar do jeito que você quiser. Mas tenha algo claro em mente: tudo envolve dinheiro, de uma roupa da Puma a um corpo malhado (aliás, é incrível como só tem gente malhada no Second Life. se eu gostasse do SL, compraria um avatar gordo). Se você quer gastar dinheiro pra se melhorar, ótimo. Se não faz questão, nada muda na rede pra você em comparação aos avatares mais complexos.

P: É verdade mesmo que eu posso ganhar dinheiro no Second Life?

R: Poder, pode. Isto não significa que você vai se tornar milionário da noite pro dia. Ganhar dinheiro no Second Life se baseia em comercializar algo, sejam corpos, roupas e terrenos, ou a força de trabalho do seu avatar, atendendo outros avatares ou cuidado de um ambiente.

P: Meu computador comprado nas Casas Bahia roda o Second Life?

R: Não. A configuração mínima do SL é poderosa - PCs mais simples contam com 256 MB de memória e placa de vídeo onboard, enquanto o serviço sugere 512 MB de memória e placas da nVidia e ATI com, no mínimo, 64 MB.

P: Eu só posso escolher este sobrenomes ridículos pro meu avatar?

R: Sim. Por enquanto, sim. A Linden Labs já prometeu que um dia oferece sobrenomes customizados, mas nada prático ainda.

P: Basta ter um navegador para jogar o Second Life?

R: Não. Por mais que se baseie na internet, como outras redes sociais, o Second Life exige um programa próprio, chamado de SL Client.

P: Eu só posso me comunicar com as pessoas por texto?

R: Não. Já rola voz no Second Life. Desde julho, a Linden Labs colocou como função padrão o que só estava sendo testado anteriormente em uma ilha especial: a conversa por voz. Para utilizar, você vai precisar de um fone com microfone, do mesmo estilo usado para ligações VoIP.

P: E aquela história de construir uma casa ou uma loja no Second Life?

R: Antes de tudo, você precisa pagar, seja pra vender coisas ou morar, já que a Kaizen cobra os terrenos que você habitará por lá - fora o que você pagará ao estúdio de modelagem pra fazer sua casa. Ganhar dinheiro no Second Life custa dinheiro! Se você quer investir no Second Life do mesmo jeito, precisa antes pagar R$ 19,90 à Kaizen - dá um pulo no site pra entender melhor.

P: O que eu posso criar no Second Life?

R: Virtualmente tudo, de enfeites para avatares a prédios digitais que nunca ganhariam aval do CREA. Homens podem ficar grávidos no Second Life por que a barriga prenha é apenas um plug-in. Desde que você queira gastar dinheiro, dá pra ficar do jeito que quiser.

P: Tá, mas pra que serve o Second Life?

R: Aí é com você. O SL não é uma rede social no estilo do Orkut onde você encontra antigos conhecidos do colégio - pra falar a verdade, o grande barato de quem frenqüenta a rede é não se identificar. Você se arma do estilo que preferir e sai pra desbravar.

O Second Life também é uma plataforma online onde um designer pode ganhar dinheiro moldando pessoas e lugares, assim como empresas criam sedes virtuais para melhorar seu relacionamento com determinado público.

Cada um tem sua razão pra entrar (e continuar) no Second Life. É você que vai encontrar a sua.

garimpar.com fecha e ikwa evita o plágio online

Ah, o empreendedorismo online no Brasil.

1 - Tente acessar o Garimpar.com. Ele já não abre mais. Tentei falar com o José Roberto Aquino, presidente do serviço, mas mesmo seu e-mail está desativado. Falta apenas a confirmação oficial, mas é bem provável que o serviço que confiaria na classificação de usuários para bater o PageRank, do Google, se foi.

O que mais me surpreendeu ao conhecer o Garimpar.com era que o investimento todo do serviço vinha do bolso de Aquino, um engenheiro formado pelo ITA na casa dos vinte anos. A grana queimou cedo demais, pelo jeito.

2 - Na semana retrasada (voltando à sua sina, Guilherme?), a Ikwa anunciou um aporte financeiro recebido em novembro do ano passado, no que, cronologicamente, foi o primeiro investimento de VC na Web 2.0.

Escutei da boca do seu criador quem o motivo para que o anúncio não tenha sido feito antes foi o medo “de um copycat colocar no ar um serviço pior semanas depois que contássemos ao mercado”.

Lavoisier, anyone?

o press release social da edelman

Semana passada, a cumadre Thiane avisou sobre o primeiro social press release feito por uma assessoria no Brasil, a Edelman que ele leva com a mão de quem acorda no domingo ouvindo Gossip.

O social press release tem tags, citações separadas pra facilitar trabalho do jornalista com pressa (online na sua maioria), traz links externos, oferece conteúdo multimídia de fácil acesso e ainda linka com serviços online, como del.icio.us, Technorati e Digg.

Sem dúvida, o apanhado de idéias é ótimo e reitera o trabalho de andorinha solitária que a Edelman vem fazendo com a internet, algo que já passou por Flickr e RSS de releases, algo tão óbvio que chega a ser feio outras assessorias não terem implementado.

O problema está exatamente na falta de demanda para que as outras assessorias implementem tecnologias deste naipe - para poucos jornalistas e blogueiros, o social press release vai ser uma bela mão na roda.

Mas e pra grande massa que enrola a língua quando a internet entra em pauta? É difícil falar em adotar algo novo quando mesmo no velho a maioria das assessoria tropeçam bonito - a quantidade de e-mails que nada têm a ver com tecnologia que eu recebo não é brincadeira.

Quer dizer, acaba virando, nos e-mails irônicos que rodam entre amigos jornalistas quando releases sem noção aterrisam - tipo alguns de feiras de lingerie, aspirantes a astro de TV contando de sua vida e outras bisonhices.

Na falta de filtros das assessorias, este Chá apóia o press social release a lamenta que, provavelmente, a coisa não deverá se infestar por aí.

amazon mp3, a primeira loja de e-música brasileira

Talvez não na velocidade que os goianos do MQN queriam com seu Fuck CD Manifest, divulgado no começo do ano, mas os preços de música física estão caindo absurdamente rápido.

O modelo praticado pela querida Neto Discos, que oferece catálogos de música nacional e bandas cult por preços que variam entre R$ 6 e R$ 16, vem sido aplicado em dinossauros do varejo, como Americanas, FNac, Extra e mesmo Submarino, o que coloca até mesmo em xeque o modelo de CDs limitados que Universal e EMI testam no país.

Minha impressão, fartamente aproveitada nas liquidações, foi confirmada em entrevista com Felipe Llerena, o fodão do iMúsica, principal serviço de música digital no Brasil hoje - CDs até os 20 reais são fartos hoje como naqueles tempos de baciadas nas Lojas Americanas.

A enrolação acima é pra dizer que, no sábado, comprei meu primeiro álbum digital pelo novo serviço de MP3 do Amazon, o AmazonMP3 - outras canções separadas já tinham sido levadas pra casa naquelas promoções da DeckDisc.

Você baixa um software, escolhe o CD, digita os dados do cartão de crédito, mente dizendo que mora nos EUA e, pronto, o CD começa a ser baixado no seu desktop e é integrado automaticamente no iTunes.

Já tinha o “OK Computer”, do Radiohead, baixado do torrent, é bem verdade, mas comprei sua versão oficial. A comparação de qualidade é injusta: 128 Kbps pro torrent, 282 Kbps para Amazon e isto não é propaganda minha - se você procurar direito, pode encontrar encodings com qualidade similar ou melhor por aí.

Ironicamente, a compra foi dias antes do Radiohead anunciar no seu site que venderia seu próximo CD pelo preço que o usuário estivesse disposto a pagar pela web - confere o Trabalho Sujo nesta.

Além de conseguir comprar (não tenho cartão de crédito dos EUA, benhê), o AmazonMP3 se apresenta como a primeira alternativa realmente palpável de comprar música digital no Brasil - sem DRM, com um preço justo (só reze pro dólar não explodir) e um processo fácil.

Um álbum (todos os simples e alguns duplos) é 8,99 dólares, enquanto canções separadas são 0,89 dólar. Claro, há discos mais caros - em sua maioria, boxsets especiais com vários CDs.

Moral da história: gastei 9 dólares pra ter um CD que já tinha baixado com qualidade melhor. E, sinceramente, não me sinto um otário.

Dá pra aproveitar o post ainda pra fazer uma observação represada há meses: incrível como quem gosta de jazz se dá bem comprando digital.

Como o sistema de cobrança é por canção, e CDs do estilo costumam ter menos faixas que outros, álbuns fodões de jazz saem por bem menos que suas versões físicas lá fora ou aqui dentro mesmo pela UOL MegaStore.

de quem recebe para quem dá

Hoje o Joost saiu dos testes limitados - qualquer um com banda larga pode baixar o software e testar a TV online que, dizem, poderá matar o YouTube.

Para comemorar o fato, Janus Friis escreveu um raro post no seu blog, fazendo um balanço bem sincero sobre a mudança entre os processos tomados pelo Kazaa ao belo cenário que o Skype abre para a dupla formada com Niklas Zennstrom.

O que chama a atenção, na verdade, é o arremate do texto.

“The other project is Atomico. Atomico is our new risk capital group where we invest our own capital. We have already, quietly, invested in many companies such as Technorati, FON and Last.FM, and now we are going to take it to the next level.

All in all today is one of the more interesting mondays.. :)”

Na miúda, a dupla que já ganhou milhões de venture capitalists para botar no ar Kazaa, Skype e Joost montou uma consultoria de VC chamada Atomico para investir a própria grana ganha com a bilionária venda do Skype ao eBay financiando outros projetos online.

a apple troca de assessoria no brasil

A notícia prometida lá atrás já pode ser divulgada: a Apple Brasil trocou sua assessoria de imprensa no Brasil. Ao assumir a subsidiária brasileira, o executivo Alexandre Szapiro trocou a Zenza pela FirstComm, assessoria responsável pela conta da Palm quando ele era também presidente da empresa.

A estratégia é uma surpresa aos acostumados a lidar com a Apple no Brasil principalmente pela participação que o homem por trás da Zenza, Thomas Fischer, tem com a empresa de Steve Jobs - antes mesmo da Apple abrir escritórios no Brasil oficialmente, Thomas já lidava com a empresa.

Ah, tem outras grandes movimentações em assessoria de imprensa no Brasil envolvendo alguém maior que a Apple. Um dia eu conto aqui.

íntegra: a guerra (nacional) dos mapas online

Íntegra da matéria sobre os mapas online no Brasil. Creative Commons na veia.

*

Lá fora, eles já traçam direções, apontam os melhores caminhos no meio do rush, integram telefones celulares e reproduzem as vias com fotos tiradas na vida real.

No Brasil, no entanto, os mapas online ensaiam sair do marasmo com novos serviços que, mesmo atrasados em comparação aos estrangeiros, já trazem alguns benefícios além de mostrar as ruas.

A nova onda é liderada pelo Live Search Maps, da Microsoft, oficializado na primeira quinzena de setembro para dar início ao primeiro serviço de alcance nacional que conta com pontos de interesse e informações de trânsito ao vivo.

Mas não é apenas da briga entre os gigantes Yahoo, Microsoft e Google que os mapas online brasileiros vivem.

A bem da verdade é que, fora a recente movimentação da Microsoft, são empresas brasileiras que concentram inovações e investimentos no setor.

O principal exemplo da inversão a competição pelos mapas online está no serviço do Yahoo que, ao invés de regionalizar seu Yahoo Maps para o Brasil, tem parceria com o brasileiro MapLink.

Ao invés do complexo Yahoo Maps internacional, que traça rotas dentro de dezenas de cidades norte-americanas e oferece indicações de trânsito em tempo real, com o direito à indicação de acidentes nas rodovias, o serviço nacional indica endereços, traça rotas e achar, ainda que de maneira limitada, estabelecimentos pela ferramenta da MapLink.

Continue reading →

  • o IDG Now! no seu blog

       IDG Now!

  • música



    BlogBlogs.Com.Br