September 15th, 2007 — internet
Conversas entre blogs. O cumpadre Henrique Martin, no seu novo Zumo (eu não falei, mas você precisa ir lá), revela em primeira mão que dois grandes portais da internet brasileira estão prestes a vender música digital por assinatura.
Sei os nomes, mas por questão de respeito à apuração alheia, não falo. Mas discorro sobre fatores que envolvem a suposta estréia da assinatura de músicas no país.
Leia meus lábios: música digital no Brasil é algo que se fala muito, mas pouco se faz. Ouvi do presidente da iMúsica, o pioneiro do assunto no Brasil, a promessa de inaugurar a bendita venda por assinatura, algo classificado pelo próprio como mais ajustável ao mercado brasileiro, no primeiro semestre de 2006. iG e UOL também fizeram suas promessas.
Falar (planejar, quer dizer) é muito fácil. Desde lá, nada novo em nenhum serviço. A razão? A negociação com gravadoras brasileiras, altamente repulsivas à idéia.
Sinceramente, acho um avanço se o iG começar realmente a vender suas canções pelo celular até o final do ano. Isto, porém, envolve algo que o portal de Caio Túlio Costa não é bom quanto a música digital: cumprir prazos - veja o atraso tremendo da tal MusiG.
A constatação? Que, assim como a repreensão, a venda de música digital no Brasil não funciona.
September 9th, 2007 — internet
August 22nd, 2007 — internet, web social
Semanas após publicar o post que analisa a criação da Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música (APCM), recebi um e-mail da assessoria de imprensa do órgão, assinado por Luciano Diegues.
Na mensagem, Diegues questionava que havia escrito sobre “fracas operações nacionais da MPA e IFPI” contrastando com toneladas de dados sobre apreensões de CDs e DVDs em bancas de camelôs ou shopping populares.
“Estes dados apenas exemplificam o total desconhecimento e desinformação do jornalista, quando o mesmo diz que as antecessoras da APCM possuíam uma atuação fraca”, argumenta.
Como Diegues preferiu copiar na mensagem jornalistas responsáveis por meu trabalho no IDG Now! e não no Chá Quente, o debate foi trazido para o âmbito público. A resposta na íntegra está abaixo.
*
Olá Luciano,
antes de tudo, me desculpe a demora. Ao limpar minha caixa de entrada, encontrei seu e-mail separado para uma resposta que, na ocasião, não se concretizou. Agora, porém, faço questão de responder.
Intrigou-me receber seu e-mail poucos dias após as estatísticas do Chá Quente apontarem uma grande movimentação de usuários pelo post sugerido, principalmente vindos do Google pela busca de “Antônio Borges”, nome do atual presidente da APCM.
É bem provável que não saiba, mas o Chá Quente se propõe a cobrir e analisar o mercado de música digital no Brasil em todas suas nuances, seja a abertura de serviços brasileiros ou as conseqüências (legais ou mercadológicas) que arquivos digitais estão acarretando no mercado nacional.
Vamos aos fatos: em um mercado onde 1,1 bilhão de canções foram baixadas ilegalmente em 2005, dado divulgado pela mesma entidade que formou o órgão que você assessora, as autoridades brasileiras anunciaram, no final do ano posterior, a prisão e conseqüentes processos judiciais contra 30 brasileiros.
Soube disto não por assessores da ABPD (inclusive, tenho bastante apreço pela Edna Calheiros): quando John Kennedy, presidente da IFPI, órgão internacional da qual faz parte a entidade que você assessora, esteve no Brasil para anunciar as primeiras repreensões nacionais, falei com ele por telefone, o que acarretou em uma entrevista no IDG Now!.
Talvez esta matéria você não tenha visto. Nos meses seguintes, entrei em contato seguidas vezes com a mesma assessoria da ABPD para entender como a história se desenrolaria: saber os nomes dos acusados, quanto os processos pediriam de indenização ou mesmo se os processos foram para frente ou não.
Talvez sua acusação de desinformação seja real, mas não por culpa minha: mesmo que eu tenha perguntando exaustivamente, foi a ABPD, órgão que criou a agência que você assessora, que não agiu de forma transparente para divulgar informações sobre os processos. A explicação? Sinceramente, não sei.
Como lhe disse, o Chá Quente cobre multimídia digital. Realmente, a apreensão de milhares de cópias de CDs e DVDs são alardeadas com orgulho por todas as organizações ligadas à manutenção de direitos autorais e fazem parte do processo que estes mesmos órgãos acreditam ser o correto - não vamos entrar neste mérito.
A questão é que a tal da repreensão online da pirataria, medida pela primeira vez em 2005, é praticamente nula e nisto mantenho minha postura.
Na reunião de lançamento da APCM, onde tive a oportunidade de falar com Borges, Paulo Rosa (você deve conhecê-lo, não?) admitiu que não haverá repreensão a usuários finais que baixam música no Brasil, apenas os “grandes uploaders” (as palavras são dele).
Isto não é interpretação, é fato.
Recebo religiosamente as informações com apreensões de CDs e DVDs em banquinhas e shoppings populares tanto de organizações de direitos autorais (como a APCM) como de associações de software (como a ABES). Este é um lado das ações.
Com 30 processos feitos quase na surdina em um ambiente de 1,1 bilhão de músicas (e crescendo), podemos considerar que as apreensões de rua compensem estes números?
Uma pequena distinção: sites que vendem filmes piratas gravados em CD que são entregues pelo Correio é pirataria física e não digital, ok?
Se um dia a APCM quiser falar sobre os processos no Brasil, para talvez esclarecer melhor o combate à pirataria digital, ou mesmo mudar sua estratégia de combate à pirataria digital, estou totalmente aberto para conversas e, se compensar, comentar o assunto no Chá Quente.
Este e-mail também é para esclarecer que, antes de se fazer pré-julgamentos e sair alardeando como é boa a empresa para qual se trabalha, é bom conhecer o assunto a fundo e considerá-lo bem longe desta postura corporativista antes de distribuir acusações de desinformação.
Por fim: o Chá Quente é um blog pessoal onde eu analiso e exponho meu ponto de vista sobre alguns assuntos ligados a tecnologia - música digital, inclusive. Por isto mesmo qualquer tipo de problema ou dúvida deve ser levado àquele e-mail logo abaixo da minha foto, para ser tratado diretamente comigo.
Como você se deu ao direito de comunicar meus chefes sobre sua reclamação (o que, francamente, me levou apenas a pedir que desconsiderassem a mensagem para que eu mesmo tratasse do assunto na esfera pessoal), me dou o direito de levar um assunto particular para uma esfera pública.
Esta resposta, assim como um resumo do seu e-mail original, já estão publicados no Chá Quente. Este é o link - http://felitti.wordpress.com.
Abraços,
Guilherme Felitti
August 22nd, 2007 — Uncategorized



“Num documentário sobre si, Claxton disse que nunca conhecer o significado de “fotogênico” até que tirou aquelas primeiras fotos de Baker. “Sem a fotografia, Chet era uma espécie de sujeito atlético de boa aparência; lembrava um pugilista aneglical. Faltava-lhe um dente, por issto parecia um pouco estúpido, e tinha um tipo de topete dos anos 50, mas quando você o punha diante de uma câmera ele se tornava um astro de cinema. Sabia instintivamente o que fazer”

Chet Baker não sabia ler partituras, perdeu um dente quando criança e costumava entrar em brigas que sabia que iria perder.
Seu sorriso de Mona Lisa , eternizado pelas belíssimas capas de Willian Claxton, o tornaram o símbolo cool do jazz da Costa Oeste, um brancoque subia ao palco sem praticar e cantava sobre amores.
Do outro lado do país, Miles Davis liderava a Costa Leste do jazz, que suava em linhas meticulasamente compostas e treinadas como expressão às suas dores. Pelo som e pelo visual, Baker ficou marcado como bunda mole.
Em “Young Chet” estão todos os retratos feitos por Claxton antes que Chet se tornasse a caveira dos seus últimos dias.
August 14th, 2007 — internet

De novo, o Brasil é laboratório para a indústria fonográfica. Desde junho, a Universal Music vende seu Music Pac, composto de uma caixa de papelão sem encarte de onde uma bandeja de plástico com o CD escorrega.
Ao comprar um, na semana passada, pensei ser amostra grátis - descobri pelo Revoluttion que não é.
O Music Pac sai por até 14 reais online ou em lojas físicas, como a preferida da casa Neto Discos e, ao contrário do CD Zero, oferecido pela Sony BMG, traz o álbum completo (o Saraiva tem a lista completa com capinhas e preços). O CD Zero tem até 5 músicas por 10 reais.
É inevitável, aliás, não dar risada ao entrar no site do CD Zero e ler a sugestão de completar seu CD com músicas da UOL MegaStore - não é difícil calcular que, na conta final, com arquivos digitais, o CD jogral sai mais caro que o convencional.
Enquanto isto, lá fora, a Universal se torna a segunda gravadora a vender músicas sem DRM, em uma esnobada histórica no iTunes - parece que, mesmo sem DRM, as músicas terão marca d´água.
Enquanto isto, no Brasil, as canções da Universal saem por 1,89 real, menor que a média de 2,49 reais.
August 7th, 2007 — internet

Do favorito da casa, o MashupTown, vem o “The number of da boots”, coletânea de mashups do Iron Maiden com Pet Shop Boys, Blondie, Bob Marley, Frankie Goes to Hollywood, Beyonce e Run DMC.
Você vê o playlist aqui e baixa o CD completo por aqui.
August 1st, 2007 — internet, web social

Novidades aí do lado: Rigues e Henrique unem forças no “estilo cada um por si” no BadCoffe, enquanto Dênis toca um novo blog sobre José Guadalupe Posada (ó ele aí) para seu TCC, Thiane Loureiro estremece o corporativismo com suas pesquisas online e Patrícia Kalil muda totalmente seu site e se diverte com sua webcam.
E o rato-master Mário Nagano publica o que provavelmente é o primeiro review da plataforma Santa Rosa no Brasil - insider é outra coisa.
Mergulhaí que vale a pena.
Lá no fim também, tem um novo feed pra minha conta do Tweeter. Eu sei, tá feio demais. No Chá novo a gente conserta isto.
July 26th, 2007 — internet
Notícia da Reuters diz que a Justiça britânca rejeitou um pedido das gravadoras para aumentar a manutenção de direitos autorais de 50 para 70 anos.
Para justificar, a Justiça afirma que a expansão seria injusta com artistas mais novos e aumentaria custos relacionados à indústria musical - CDs e ingressos de shows incluídos.
A lei britânica continua a pagar roylaties para artistas da ilha cinqüenta anos após a composição e gravação original da música, o que pega Paul McCartney e Cliff Richards neste ano.
Uma rápida olhada na Wikipedia mostra que artistas como Elvis Presley, John Coltrane e Frank Sinatra (pra ficar só entre os maiores) estariam em domínio público se as regras do Reino Unidos na música fossem levadas ao resto do mundo.
Nos Estados Unidos, terra dos dois primeiros da lista acima, além da nata do jazz mundial, músias só se tornam domínio público após 95 anos da gravação ou 70 de morte do compositor/artista.
No Brasil, também são necessários 70 anos após a morte do artista para que haja domínio público.
Ao levar em conta que Miles Davis morreu em 91 e Coltrane em 67, tem muuuuita estrada ainda pra andar…
July 20th, 2007 — internet, web social
O P2P você sabe cumé - milhares de PCs conectados em rede trocando informações na essência da World Wide Web, processos de direitos autorais, fechamento dos principais e renascimento de tantos outros.
O MP3Blog você já deve até conhecer - blogs anônimos que se especializam em oferecer álbuns completos de determinado estilo musical, facilmente hospedados em HDs virtuais com contas anônimas.
E o Google? Se o crawler registra, tem que haver jeito de achar. Na lista dos populares do Technorati na semana passada, estava um vídeo (não é o único) que detalhava a melhor maneira de achar os MP3s escondidos.
[youtube=http://youtube.com/watch?v=sRv953XZX6Y]
E é fácil. Demais. Copie o código oferecido na descrição do vídeo e entenda o porquê da implicância da RIAA com universidade - muitas das canções encontradas são de pastas pessoais de estudantes dentro do armazenamento que a faculdade lhes oferece.
E bon appetit…
July 20th, 2007 — Uncategorized
[youtube=http://youtube.com/watch?v=BFC3E9VslcU]
Tem coisa que não se descreve, se assimila (mesmo com a merda de som).