October 2nd, 2007 — internet, web social
Ah, o empreendedorismo online no Brasil.
1 - Tente acessar o Garimpar.com. Ele já não abre mais. Tentei falar com o José Roberto Aquino, presidente do serviço, mas mesmo seu e-mail está desativado. Falta apenas a confirmação oficial, mas é bem provável que o serviço que confiaria na classificação de usuários para bater o PageRank, do Google, se foi.
O que mais me surpreendeu ao conhecer o Garimpar.com era que o investimento todo do serviço vinha do bolso de Aquino, um engenheiro formado pelo ITA na casa dos vinte anos. A grana queimou cedo demais, pelo jeito.
2 - Na semana retrasada (voltando à sua sina, Guilherme?), a Ikwa anunciou um aporte financeiro recebido em novembro do ano passado, no que, cronologicamente, foi o primeiro investimento de VC na Web 2.0.
Escutei da boca do seu criador quem o motivo para que o anúncio não tenha sido feito antes foi o medo “de um copycat colocar no ar um serviço pior semanas depois que contássemos ao mercado”.
Lavoisier, anyone?
October 2nd, 2007 — internet, web social
Semana passada, a cumadre Thiane avisou sobre o primeiro social press release feito por uma assessoria no Brasil, a Edelman que ele leva com a mão de quem acorda no domingo ouvindo Gossip.
O social press release tem tags, citações separadas pra facilitar trabalho do jornalista com pressa (online na sua maioria), traz links externos, oferece conteúdo multimídia de fácil acesso e ainda linka com serviços online, como del.icio.us, Technorati e Digg.
Sem dúvida, o apanhado de idéias é ótimo e reitera o trabalho de andorinha solitária que a Edelman vem fazendo com a internet, algo que já passou por Flickr e RSS de releases, algo tão óbvio que chega a ser feio outras assessorias não terem implementado.
O problema está exatamente na falta de demanda para que as outras assessorias implementem tecnologias deste naipe - para poucos jornalistas e blogueiros, o social press release vai ser uma bela mão na roda.
Mas e pra grande massa que enrola a língua quando a internet entra em pauta? É difícil falar em adotar algo novo quando mesmo no velho a maioria das assessoria tropeçam bonito - a quantidade de e-mails que nada têm a ver com tecnologia que eu recebo não é brincadeira.
Quer dizer, acaba virando, nos e-mails irônicos que rodam entre amigos jornalistas quando releases sem noção aterrisam - tipo alguns de feiras de lingerie, aspirantes a astro de TV contando de sua vida e outras bisonhices.
Na falta de filtros das assessorias, este Chá apóia o press social release a lamenta que, provavelmente, a coisa não deverá se infestar por aí.
October 1st, 2007 — internet, web social
Hoje o Joost saiu dos testes limitados - qualquer um com banda larga pode baixar o software e testar a TV online que, dizem, poderá matar o YouTube.
Para comemorar o fato, Janus Friis escreveu um raro post no seu blog, fazendo um balanço bem sincero sobre a mudança entre os processos tomados pelo Kazaa ao belo cenário que o Skype abre para a dupla formada com Niklas Zennstrom.
O que chama a atenção, na verdade, é o arremate do texto.
“The other project is Atomico. Atomico is our new risk capital group where we invest our own capital. We have already, quietly, invested in many companies such as Technorati, FON and Last.FM, and now we are going to take it to the next level.
All in all today is one of the more interesting mondays.. :)”
Na miúda, a dupla que já ganhou milhões de venture capitalists para botar no ar Kazaa, Skype e Joost montou uma consultoria de VC chamada Atomico para investir a própria grana ganha com a bilionária venda do Skype ao eBay financiando outros projetos online.
September 30th, 2007 — internet

Minha via-crucis com o Submarino acabou bem mal. Na tarde deste sábado, chegaram em casa dois pacotes com o CD e o livro acima enrolados em plástico-bolha, quase um mês após o pedido ser feito e três semanas depois o pagamento.
No Submarino, o livro está hoje com sete dias úteis de entrega, enquanto o CD já não está disponível. É difícil afirmar, mas não lembro do prazo para o livro ser tão grande quando resolvi comprá-lo - era o tempo de divulgação braba.
Ainda que fosse, o prazo não se justifica. Mas este não é o pior.
Durante as semanas, foram dezenas de tentativas de acessar o chat do Submarino para conversar com atendentes sobre o problema. Nas poucas vezes em que fui atentido e não rejeitado por uma janela de erro, eram trocadas duas frases com o atendente antes que o mesmo erro me jogasse pra fora.
Tentei com Firefox, Internet Explorer e Opera. E nada. Apelei para o telefone e, na boa, foram longos minutos ouvindo a maldita vinheta afirmando que eu seria atendido logo. Não deu, camarada, a paciência acabou antes.
Na quinta, me ligou uma atendente oferecendo um cartão de crédito do Submarino - ironia a parte, fui eu quem escrevi a nota quando ele foi lançado. Perguntei meio contrariado por quê eu iria usar um cartão de um serviço que não me atendia. Ela me passou o e-mail de atendimento e desligou sem qualquer enrolação de telemarketing.
Não estou sozinho nesta. Um colega de redação contou, em meio a um almoço, que uma máquina de lavar encomendada para quatro dias úteis demorou 17 dias corridos. É, a conta não bate. Não são só os mortais que têm problemas de vez em quando com o e-commerce.
Neste podcast, Pedro Guasti, presidente do e-bit, que certifica e cria pesquisas sobre o comércio eletrônico nacional, disse ter feito uma encomenda grande para passar o reveillon com amigos na praia num supermercado online. O pedido não chegou.
O que intriga, sinceramente, são os casos recentes do Submarino. Além dos atrasos no meu e no pedido do colega jornalista, um blogueiro relatou que comprou um Playstation 3 pelo Submarino e recebeu uma pedra (!!!) no lugar.
Na hora de desembrulhar pra fazer a foto que ilustra o post, notei que uma das embalagens tinha um selo que dizia “Presente”. Presente? Pra quem, cara pálida?
Isto é um registro de uma péssima experiência que tive como consumidor com um serviço de comércio eletrônico que, até então, tinha me servido por dezenas de vezes muito bem. Caso alguém aí tenha problema semelhantes, dá um toque nos comentários.
September 26th, 2007 — Uncategorized

Não sei onde você estava na madrugada do sábado pro domingo. Mas, nums minutinhos ali, eu me emocionava com três marmanjos que subiam a um palco no final da Augusta com máscaras de lutadores mexicanos.
Faça um favor a si mesmo um dia e vá ver um show do Autoramas, vá.

Nada como um churros espanhol em plena 6h pra matar a fome depois do show…
September 26th, 2007 — internet, web social
Cerca de dez dias após publicar a resposta pública à assessoria da APCM, o órgão me procurou. O que há para ser dito agora sobre o combate à pirataria, com dados das ações finalmente divulgados, está na nota publicada no Now! nesta segunda.
Mas há algumas satisfações a serem dadas.
A APCM confirmou que o link do post sobre a criação do órgão rodou a empresa, como “uma espécie de incentivo”. O que o responsável pelo órgão, que divulgou o link, não esperava era que o assessor enviasse o e-mail à sua revelia, segundo a versão da APCM.
No fim das contas, o indivíduo responsável pelos argumentos não recebeu a resposta - saiu da APCM antes que eu a enviasse.
September 26th, 2007 — internet, web social
Começaram novos boatos sobre a venda do Facebook. Não são os primeiros nem os segundos. A Microsoft vai pagar US$ 500 milhões pra ter 5% da rede social, o que, numa simples regra de três, coloca o valor comercial da rede perto dos US$ 10 bilhões (!!!).
(Uma pequena comparação. Achou muito? É apenas um terço do que a Exxon Mobile lucrou em 2006).
A cifra é nada menos do que dez vezes o avaliado em abril de 2006, num crescimento de valor de mercado de deixar qualquer um com seqüelas da bolha arrepiados.
Cogita-se que a estratégia da Microsoft é monetizar o conteúdo do Facebook com sua plataforma de publicidade, uma ContentAds potencializada pela compra da aQuantive, assim como a Microsoft já faz com o Digg e o Google vem fazendo com seu AdSense no MySpace, ex-queridinho das redes sociais.
E o Google? Diz o Wall Street Journal que o buscador também tem interesse em participação no Facebook o que, dada a conturbada compra da DoubleClick, que está sendo questionada pela Microsoft até agora, pode dar em briga entre ambas de novo.
A participação no Facebook resvala no temor do Google pelo crescimento da rede, segundo revela Michael Arrington, o que levará a dupla Brin e Page a anunciar uma rede social em novembro mais aberta que o Facebook, o que poderá deixar o Orkut ainda mais parecido com a rede pop.
São muitos os motivos para a explosão do Facebook, mas o mais evidente tem relação com um termo técnico chamado “crowdsourcing” - se você prefere ser entendido, basta dizer que o Facebook não apenas está colocando a comunidade pra trabalhar, mas como ela está gostando.
Após abrir seu API, o Facebook passou de sumo a esqueleto de rede social - com os códigos em mãos, o número de aplicativos externos explodiu e hoje a coisa mais legal do Facebook é caçar os que comparam seu gosto musical, países que esteve, conhecimento em internet e o escambau com seus amigos, num efeito “minha rede dentro de toda a rede”.
Nem um pouco bobo, o fundador Mark Zuckerberg anunciou o fbFund, fundo de US$ 10 mil para incentivar a criação dos aplicativos de terceiros.
Ironicamente, a maioria dos mashups feitos na rede hoje usam mapas do Google Maps graças à sua API, algo solenemente ignorado no Orkut, a rede social do Google solenemente ignorada lá fora.
Se não rolar uma aquisição atravessando a estratégia da Microsoft, APIs do Google (porquê o Yahoo também não libera a sua pro Mash, esta rede com potencial de fracasso?) para redes sociais.
Aliás, parece que é sina dos três abraçar redes de terceiros - nem Live Spaces nem Orkut nem 360 deram lá muito certo.
September 26th, 2007 — internet

OK, eu admito: coloquei no Google o nome do Cidadão Instigado para baixar o primeiro álbum deles, a “O ciclo da dê.cadência” depois de fechar umas matéria ouvindo este amarelinho aí em cima, o “E o método tufo de experiências”.
Até que encontrei o blog deste aí de cima, Fernando Catatau, o fundador e alma do Cidadão. No terceiro post, ele mesmo dá o link para o download dos dois CDs mais um EP lançado antes do primeiro disco.
Cumprido o desejo e “O ciclo…” já está entre nós.
September 22nd, 2007 — internet, web social
…mas não é só no Brasil que Lavoisier está arregimentando seus seguidores.
Bata o olho no Orkut e no Mash, a nova rede social do Yahoo que prima pela interatividade entre seus usuários.
É evidente que ambas seguem o modelo Facebook não só pelo visual, mas pela proposta de plataforma - encaixam-se várias ferramentas em numa rede social que faz o papel de estrutura.


September 19th, 2007 — internet
A integração que o Yahoo havia anunciado em junho das imagens do Flickr ao seu índex de imagens chegou ao Brasil, junto a mais de 30 países.
