a sangria do youtube

Primeiro foi a Viacom. Depois veio o Prince, primeiro artista solo a fazê-lo. Agora, são os responsáveis pela obra do Village People. Fora preocupações com taaantos outros processos.

Acho que tem alguém com um sorrisinho bem maroto no canto da boca.

original: Nick Denton

A revista eletrônica para blogueiros North X East enumerou numa lista o que considera os 50 blogueiros mais importantes da internet hoje. Pra mim, foram poucos nomes muito conhecidos e outros tanto que não fazia a mais vaga idéia.

Além de ser um bom guia pra descobrir outros blogs, o ranking é passível de discussão - o David Sifry em 3º vá lá, mas o Joi Ito em 5º, sete posições acima do Michael Arrington ou espantosas trinta e uma frente a Ana Marie Cox?

A lista étambém um bom gancho pra desovar um texto feito há alguns meses sobre os atuais novos empreendedores da internet lá fora. Na última hora, caiu o Nick Denton, fundador e presidente da Gawker Media e primeiro da lista da North X East.

A razão é que Denton, frente a Mark Zuckerberg, Evan Willians e Kevin Rose, era old-school demais. Não custa dizer: o texto está em Creative Commons.

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Gawker Media - Nick Denton
Já não é segredo para ninguém que, há anos, blogs começaram a assumir também o papel de fonte financeira - no Brasil, nosso melhor exemplo responde pela rede de blogs Interney Blogs, gerenciada por Edney Souza.

Mas quem poderia imaginar que, há quatro anos, seria possível construir um conglomerado de mídia online baseado apenas em blogs?

Por mais que esteja bastante longe de conglomerados como a News Corp. ou a Fox, a Gawker Media é o principal exemplo de um novo modelo de negócio editorial para internet que não envolve apenas parcerias com grandes portais.

Antes da Gawker Media, seu fundador, Nick Denton, já havia ganho milhões de dólares (Denton não comenta qualquer tipo de cifra) com a venda de duas empresas fundadas no furor da bolha - a First Tuesday e a Moreover Technolgies.

O investimento jornalístico (Denton já passou pela redação do tradicional The Financial Times) veio no formato de blogs, a começar pelo Gizmodo, grande sucesso atual da Gawker Media e terceiro blog mais linkado da web pelo ranking do Technorati com seus reviews e notícias sobres gadgets.

Por mais que se concentre em assuntos ligados a tecnologia, como o portal de webcasts Revision3, de Kevin Rose, a Gawker Media apresenta blogs tão distintos como o Wonkette, que trata de política, o Fleshbot, dedicado à pornografia, ou o ValleyWag, de fofocas do Vale do Silício.

É do Wonkette, aliás, a principal demonstração de que a Gawker Media se aproxima do conglomerado de notícia que Denton almeja - em 2006, sua co-fundadora, Ana Marie Cox, foi contratada para editar a sessão de política da prestigiada revista Time.

a web e a merda

“saneamento é uma rede de infra-estrutura básica da sociedade, como água, eletricidade, telefone. esgoto é assunto de interesse social há milhares de anos. os primeiros têm mais de 5.000 anos. (…) internet é, no máximo, tão importante como… saneamento. se não conseguimos controlar o fluxo de efluentes danosos à saude e ao ambiente em terrenos, lagos, rios e mares, de pouco adiantará termos internet”.

Enquanto o jornalismo de tecnologia do Brasil, onde metade dos municípios têm tratamento de esgoto, se ocupa tanto da tecnologia mais poderosa, Sílvio Meira (quem mais?) acerta na jugular num post do seu blog que compara internet com esgoto.

a queda nas ações da Apple

apple_acoes
Para leigos (tipo eu), a melhor explicação para o mercado financeiro está na metáfora do “estouro da manada” - vai um boi, vai uma manada e, em pouco tempo, pronto, o grupo inteiro se foi.

Na última semana, as ações da Apple caíram 5% na quarta após Steve Jobs anunciar a renovação da linha iPod. O motivo foi um corte exageradamente alto e prematuro no preço do iPhone.

Cortes de preços são triviais e ocorre graças à própria natureza do mercado de tecnologia, algo que tem uma certa relação com o raciocínio de Gordon Moore na sua lei.

Pelo menos no mercado de TI, paga-se menos por equipamentos defasados em relação ao que há de mais novo. Todos que se aventuram na tecnologia já sofreram este problema dada a volatilidade do setor.

Mas o corte de Jobs foi cedo e alto demais, o que deu ao mercado uma confirmação extra sobre as supostas vendagens abaixo do esperado do badalado iPhone, que já tinham derrubado as ações da empresa em 4% em julho.

Além da fúria dos early adopters, o corte serviu de prova a quem suspeitava que a Apple não bateria sua previsão de vendas e, para evitar isto, resolvera apelar para um corte de preço antes da hora.

No dia do anúncio, nem as ações da SanDisk nem da Nokia, concorrentes diretas dos produtos anunciados pela Apple, caíram tanto como as da própria Apple.

Implicância? Não. Altas expectativas de mantar o ritmo de inovação, algo que já havia desafiado o Google também. E quando expectativas, jogadas lá no alto pelos investidores e analistas, são frustradas, a manada estoura.

o google faz birra no brasil

Você pode ler mais sobre o assunto na cobertura do Now! e na análise da colega Moreira, mas vale uma palavrinha sobre o final de uma novela que não teve destaque suficiente pelo desenlace caricato.

Depois de tanto negar e até ter suas operações brasileiras ameaçadas de fechamento, o Google Brasil vai retirar do ar comunidades do Orkut apontadas pelo Ministério Público Federal.

Diz o Google, até de maneira um tanto cínica, que a mudança tem relação com o crescimento da empresa, que agora tem um departamento jurídico que ficará responsável por passar as ordens (atente para o grifo), não pedidos de favor, do MPF.

Entra aí um exemplo prático (e, ao mesmo tempo, cruel) da responsabilidade que empresas têm ao dar ferramentas de criação na mão de usuários. Respaldado pelo tal “Don´t be evil” (certamente mal interpretado pela diretoria brasileira do Google), o buscador preferiu defender seus usuários, independente do que havia sido feito.

Nada mais certo, então, do que responsabilizar quem dá a ferramenta e acoberta, não?

A argumentação de Durval Noronha, o advogado resignado pelo Google que, para sorte do ouvido dos jornalistas, sai de cena (por enquanto) de que o Google Brasil está no país apenas para negociar links patrocinados e não tem nada a ver com o Orkut é de um delírio lisérgico.

Na prática, a nova diretora jurídica apenas repassará as ordens do MPF para o time de gerenciamento do Orkut lá fora. Ainda falta, porém, os dados de usuários que pratiquem crimes dentro da rede social, como incentivo ao ódio, tráfico de drogas e pedofilia.

É um caminho, ao menos. Contudo, mais uma vez, o Google prova que, no Brasil, está longe da eficiência que fez com que a The Economist questionasse se precisávamos ter medo do serviço. Bem longe.

suando a e-camisa

PIRATARIA
O ator Gustavo Leão, o Mateus de “Paraíso Tropical”, vai protagonizar campanha de combate à pirataria musical. O ator, que interpreta um criador de ringtones (toques para celular), gravou os três VTs, que serão exibidos na Globo. O slogan será: “Pirataria faz mal à saúde do seu bolso e do Brasil”.

Agora vai!

o novo del.icio.us

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O mais desleixado entre os tais serviços de Web 2.0 vai, finalmente, ganhar uma reformulação - o TechCrunch teve acesso ao beta do novo del.icio.us, que você vê nas imagens acima.
Além da lógica melhoria visual (num tempo de banda larga e designers, aquela cara atual é realmente de doer), que atinge até a organização de tags, o del.icio.us vai ter uma nova barra de navegação que lembra demais o Flickr.

Pelo jeito, o sistema de categorização continua o mesmo, com a contagem de vezes que o site foi salva e a página inicial trazendo estatísticas dinâmicas sobre os links mais regitrados no serviços nos últimos minutos, no mesmo termômetro sobre usuários online que o Technorati Pop tem, mas um pouco mais refinado.

delicious_novo
Ainda assim, pelo jeito, o del.icio.us ainda mantém o algoritmo que compara resultados e sugere novas páginas a visitar usado no atual sistemas, algo que passa longe do StumbleUpon, que automatiza o serviço na barra instalada no navegador.

Com uma pequena diferença: o del.icio.us mantém a cara de banco de dados dinâmico, enquanto o Stumble dá atalhos pro conteúdo que você prefere. Um é pra entusitas de números e dados, outro tem potencial enorme pro usuário padrão.

O Read Write Web também faz considerações interessantes sobre um suposto teste do Yahoo de um novo algoritmo de busca.

anatomy
Pra entrar na fila, vai no Preview.

ganhando pra trocar IE pelo firefox

Sabe aquela história do Firefox ganhar mercado baseado na brodagem da Mozilla com outras empresas/usuários? Taí outro exemplo - o Pingdom oferece um ano de graça pra quem trocar o IE pelo Firefox.

23% deles trocam, felizes da vida.

caldos e análises

Sabe a história da APCM?

Deu caldo. Depois eu contato.

Ah, o resumo do BlogCamp vai demorar um pouquinho mais - os motivos são sérios, garanto. Daqui a pouco rola.

as terceiras pequenas estranhezas de BsAs

1 - Os argentino homens trocam beijinhos no rosto sem qualquer pudor, algo que (nem todos) brasileiros fazem apenas com pessoas mais próximas, tipo pai. Ao voltar da Boca de ônibus, um rapaz beijou a todos seus amigos com direito a mãozinha no rosto na hora que desceu na Plaza de Mayo. Minha reação (guardadas as particularidades, por favor) foi a mesma a ver a peitarada na praia espanholsa - choque de cultura, choque de cultura. E sem comentários homofóbicos, por favor.

2 - Argentinos adoram futebol e os horários são bem diferentes dos brasileiros - partidas começam perto das 14h e se estendem, em seqüência, até perto das 20h. Não é de todo jogo que os canais têm direitos de transmissão. Pra driblar isto, a Fox News  Sports apela pra algo extremamente estranho: até o começo da partida, a imagem é do campo com os jogadores posicionados. Começa o jogo, a câmera se foca apenas na torcida, com o narrador ao fundo. Então são dezenas de inchas enfurecidos, mulheres de torcedores entediadas, crianças com o dedo no nariz (sério, eu vi duas) e faixas no estádio enquanto o locutor narra.

3- Bairro mais elegante de Buenos Aires, Palermo mistura o Jardins com a Vila Madalena em São Paulo. Mas, além das botiques, Palermo também tem calçadas forradas por merdas caninas, provavelmente da legião de Goldens que a cidade tem. Andar pelo bairro é passear por um campo minado.

4 - Do lado do zoológico, há o Jardim Botânico de Buenos Aires, extremamente bem cuidado e gelado até a alma. O passeio é de graça, não fosse um problema: a carência afetiva da multidão de gatos que habita o jardim. É só sentar em um dos bancos que algum das dezenas de gatos que moram no Jardim venha se afofar em você e sentar no seu colo.

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